segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bento XVI : esperança cristã vai além da liberação social ou política

A esperança cristã «a esperança cristã vai além da legítima esperança de uma libertação social e política, porque Jesus iniciou uma humanidade nova, que vem de Deus», explicou hoje o Papa aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Ângelus.
Jesus, com sua morte e ressurreição, «inaugurou um êxodo já não terreno, histórico e, como tal, provisório, mas radical e definitivo: a passagem do reino do mal ao reino de Deus, do domínio do pecado e da morte ao do amor e da vida».
O papa explicou que essa libertação é que «Deus anuncia»: «falar ao coração do seu povo, através dele, à humanidade inteira, para anunciar a salvação».
«Também hoje se eleva a voz da Igreja (...). Para os povos esgotados pela miséria e pela fome, para as multidões de prófugos, para os que sofrem graves e sistemáticas violações dos seus direitos, a Igreja se coloca como sentinela sobre o monte alto da fé e anuncia: "Eis o vosso Deus. O Senhor Deus vem com poder"»
É o próprio Deus que «veio habitar no meio desta humanidade decaída para renová-la a partir de dentro».
«Na liturgia do Advento, ressoa uma mensagem cheia de esperança, que convida a dirigir o olhar ao horizonte último, mas ao mesmo tempo, a reconhecer no presente os sinais do Deus Conosco».
Mas essa esperança requer «homens e mulheres que sejam ‘terra boa’, disposta a acolher a boa semente da sua Palavra», afirmou Bento XVI.
«Trata-se, portanto, de entrar plenamente na lógica da fé: crer em Deus, em seu plano de salvação, e ao mesmo tempo comprometer-se na construção do seu Reino», acrescentou.

Liberalismo precisa voltar a abrir-se para Deus, adverte Papa

Bento XVI escreveu uma carta ao filósofo e senador italiano Marcello Pera para agradecer a contribuição que oferece em seu último livro, dedicado a expor que o fundamento do liberalismo se encontra na relação da pessoa com Deus.
O volume, que leva por título "Por que temos que dizer-nos cristãos."
O liberalismo, Europa, a ética» («Perché dobbiamo dirci crisiani. Il liberalismo, l'Europa, l'etica», Mondadori, Milão, 2008), será apresentado nesta quinta-feira em Roma.
Após confessar que foi «uma leitura fascinante», o Papa elogia a análise que faz do liberalismo «a partir de seus fundamentos, mostrando que na essência do liberalismo se encontra o enraizamento na imagem cristã de Deus: sua relação com Deus, de quem o homem é imagem e de quem recebemos o dom da liberdade».
Marcello Pera (Lucca, 28 de janeiro de 1943), presidente do Senado italiano na última legislatura, dedicou sua pesquisa acadêmica ao filósofo austríaco Karl Popper, teórico da «sociedade aberta», de quem era amigo pessoal.

«Com uma lógica irrepreensível, você mostra como o liberalismo perde sua base e se destrói se abandona este fundamento», reconhece o bispo de Roma.

O Papa também manifesta sua admiração pela análise que o filósofo faz da liberdade e da multiculturalidade, na qual «mostra a contradição interna deste conceito e, portanto, sua impossibilidade política e cultural».

«É de importância fundamental sua análise sobre o que podem ser a Europa e uma Constituição européia na qual a Europa não se transforme em uma realidade cosmopolita, mas que encontre, a partir de seu fundamento cristão-liberal, sua própria identidade», assinala.

O Santo Padre se detém também na análise do senador sobre os conceitos de diálogo inter-religioso e intercultural.

«Você explica com grande clareza que um diálogo inter-religioso, no sentido estrito da palavra, não é possível, e que é particularmente urgente o diálogo intercultural, que aprofunda nas conseqüências culturais da decisão religiosa de fundo.»

«Ainda que sobre esta última, um verdadeiro diálogo não é possível sem pôr entre parênteses a própria fé, é necessário enfrentar no debate público as consequências culturais das decisões religiosas de fundo», indica.

O Papa considera que as propostas de Pera são necessárias para superar «a crise contemporânea da ética».
«Você mostra que o liberalismo, sem deixar de ser liberalismo, mas sim, para ser fiel a si mesmo, pode referir-se a uma doutrina do bem, em particular à cristã, que lhe é familiar, oferecendo assim verdadeiramente uma contribuição para superar a crise», indica.

Liberalismo anticristão

Em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano (28 de novembro de 2008) , Pera explica os motivos pelos quais o liberalismo em ocasiões se converteu em anticristão.

«No que se refere à Europa, em particular, se dá uma explicação histórica – indica. Muitos se encontraram com freqüência em conflito com a Igreja Católica, e é um fato amargo da história da Europa que não se dá na história dos Estados Unidos.»

«Alguns estados nacionais – Itália, França... – se constituíram como Estados-nação com uma luta, com uma disputa contra a Igreja Católica», recorda.

«Isso gerou o que é conhecido como o fenômeno do anti-clericalismo, e o anti-clericalismo gerou outro: o que chamo no livro de ‘equação leiga’, ou seja, ‘liberal = não cristão’.»

«Isso é um erro, pois se pode discutir historicamente sobre os méritos e deméritos da Igreja Católica na Europa nos momentos da fundação dos estados nacionais, mas não se pode discutir a importância da mensagem cristã», indica.

Opta-se pelo anticristianismo, o que Pera chama de «a apostasia do cristianismo»:
«Perdemos as mesmas virtudes, os mesmos fundamentos dessas liberdades e esses direitos sobre os que se fundam nossos estados liberais».

Por que realizar a Conferência Nacional de Comunicação?

A pressão dos movimentos sociais deve se voltar sobre o Executivo, para que convoque ainda este ano a Conferência Nacional de Comunicação.

MÁRIO MESSAGI JÚNIOR - FERNANDO CÉSAR OLIVEIRA

Todos os movimentos sociais ligados às lutas pela democratização da Comunicação têm defendido a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo poder Executivo.
É uma unanimidade que congrega entidades como o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), a CUT, o Conselho Nacional de Psicologia, o Coletivo Intervozes, o PT, a Fenaj, os Sindicatos dos Jornalistas de todo Brasil, a Fitert (Radialistas), Abraço (Rádios Comunitárias), etc.
As conferências nacionais são espaços de participação popular e controle social, utilizados pelo governo federal para formular políticas públicas para áreas diversas, como saúde, cidades e juventude.
Participam das conferências delegados representantes da sociedade civil, empresários e governos, de forma proporcional.
Convocadas pelo poder Executivo, têm etapas municipais, estaduais, além da etapa nacional.
São financiadas com recursos da União e presididas, normalmente, pelo ministério da área correlata.
Constituem, assim, um espaço público onde os diversos interesses, inclusive contraditórios, de uma área são discutidos para estabelecer políticas de Estado.
Um espaço para a construção coletiva do interesse público.
As conferências são, em suma, espaços de exercício democrático, de conversão em discussão pública de temas que, no Estado brasileiro, normalmente são tratados na esfera privada. Radicalizam a democracia, aprofundam um caminho que começou a ser trilhado no Brasil pela instituição de conselhos municipais, estaduais e nacionais das mais diversas áreas e pelas políticas de democracia diretas, como o Orçamento Participativo e as audiências públicas dos poderes legislativos.
Só isto bastaria para que a Conferência fosse considerada um ganho para a democratização da comunicação.
Os empresários da área sempre foram os mais arredios a qualquer debate público sobre o tema. Senhores dos instrumentos que, numa sociedade moldada pelos meios eletrônicos de comunicação, lançam luzes ou trevas sobre os temas de interesse da sociedade, ocultaram, por anos, os debate sobre a área.
Ou, tanto pior, distorceram acintosamente o debate quando o tema lhes interessava.
O resultado é uma regulação precária da comunicação no Brasil.
Nenhuma outra área é tão impenetrável à regulação pública, tão avessa às regras do próprio capitalismo contra oligopólio e monopólio.
Isso não bastasse, o momento demanda que a área seja debatida e os próprios radiodifusores se vêem na premência de participar do debate, pelas investidas das empresas de telefonia na área. A convergência engendrou a TV Digital, eliminou as diferenças entre redes (telefonia, TV a Cabo, sinal de TV, etc.) e trouxe novos agentes para o jogo.
O momento é propício; os interesses empresariais na área estão cindidos; as novas tecnologias demandam um debate sobre como a sociedade deve se apropriar delas.
O Executivo reluta.
É capaz de aplicar a lógica das conferências nas mais diversas áreas, mas refuga quando se trata da comunicação, área em que a atuação do governo Lula é, ao menos até agora, sofrível e decepcionante.
Por isso, a pressão dos movimentos sociais deve se voltar sobre o Executivo, para que convoque ainda este ano a Conferência Nacional de Comunicação.
É necessário, em benefício da sociedade; é possível, pois nunca antes os empresários da área cogitaram ter que discutir seus interesses em espaço público e talvez não tenham mais como fugir disso.

Mário Messagi Júnior, jornalista, professor da UFPR e diretor do Sindijor-PR
Fernando César Oliveira, jornalista, membro do Coletivo PT de Comunicação
Artigo originalmente publicado na edição de maio/junho do jornal "Extra Pauta", do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR)

Obs : Esse blog da todo apoio a esta causa.
Volta Redonda necessita fazer parte também dessa discursão , pelo projeto "Por uma Rádio Católica".

sábado, 6 de dezembro de 2008

Artigos sobre a Bíblia Sagrada

Os livros deuterocanônicos fazem parte da Bíblia?

O texto abaixo é um debate promovido pelo site "Agnus Dei", defendendo o canôn bíblico definido pela Igreja Católica. As partes escritas em azul mostram as argumentações de um irmão sobre a visão protestantes do canôn bíblico. As respostas à todas estas argumentações são mostradas logo abaixo, nos textos escritos em preto.

Caro, irmão:
Achei este texto de ataque ao cânon católico. Quando possível, gostaria de receber observações suas sobre o texto.

Prezado Fabiano,
Vamos lá...

"No que diferem as Bíblias Católicas das Protestantes"

De fato, existem diferenças entre as Bíblias Católicas e as Bíblias Protestantes...

Nas Católicas há os livros chamados Apócrifos. Apócrifo antigamente no tempo dos Persas tinha um sentido esotérico, depois passou a significar Coisas Escondidas, Ocultas ou Secretas. Mais tarde esse termo foi sendo aplicado a livros de autenticidade incerta e hoje se aplica a livros religiosos não inspirados tais como esses que encontramos nas Bíblias Católicas;

Há uma meia verdade neste parágrafo. Realmente o termo "apócrifo" tem significado pejorativo, desde meados do séc IV dC, indicando autenticidade incerta. Porém, o termo não se aplica aos livros e acréscimos indicados pelo autor deste artigo no parágrafo seguinte, mas sim aos livros que não foram considerados inspirados pela Igreja primitiva (ex.: Evangelho de Tomé; Apocalipse de Paulo; 3Macabeus; etc.) - veja uma lista bem mais completa dos livros apócrifos no artigo "Quais são os livros apócrifos?"
São chamados mais apropriadamente de "deuterocanônicos" por se tratar de livros que não se encontram na Bíblia Palestinense (definida pelos judeus da Palestina em 90 dC), mas na Bíblia Alexandrina (dos judeus que habitavam nesta cidade do Egito). Os livros que coincidiam nas duas Bíblias são chamados de "protocanônicos".
Foi Lutero quem começou a chamar estes livros de apócrifos no séc XVI dC e, para complicar mais ainda, passaram a chamar de "pseudoepígrafos" aqueles livros de autenticidade evidentemente falsa, que nós, católicos (e também ortodoxos), chamamos de "apócrifos". O motivo disso é que os protestantes têm certas dificuldades teológicas se admitirem a autenticidade destes livros, pois apresentam de forma bem clara certas doutrinas refutadas por eles, como, por exemplo, o purgatório, a oração em favor dos mortos e a intercessão dos santos.

Os livros apócrifos são: Tobias, Judite, Sabedoria de Jesus ben Sirach ou Eclesiástico, Sabedoria de Salomão, Baruque, I Macabeus, II Macabeus, Acréscimos a Daniel, Acréscimos a Ester.

A informação aqui está correta com a única ressalva de que não são livros e acréscimos apócrifos, mas sim deuterocanônicos...

O grande desejo do mundo grego de conhecer os escritos dos judeus.


Esta afirmação parece-me um tanto quanto esvaziada, porque o mundo grego, na verdade, desprezava o conhecimento dos hebreus, pois não contavam com filósofos. É justamente por essa razão que São Paulo fala das vãs filosofias (Col 2,8) e diz que pregar a cruz de Cristo é escândalo para os judeus (já que o Messias seria o libertador de Israel) e loucura para os gregos (porque é contrário à filosofia); entretanto, o próprio São Paulo não abre mão da razão (=filosofia) para pregar o Evangelho pelo mundo grego (v. Atos dos Apóstolos)...
Em outras palavras: não eram os gregos que tinham interesse de conhecer os escritos judaicos, mas eram os judeus - e mais tarde também os cristãos - que tinham o interesse de propagar a Palavra de Deus; os judeus por puro proselitismo; os cristãos, pela Salvação de toda criatura humana.


Data 200 A.C. até 100 A.C. foram eles escritos.


A crítica moderna (inclusive protestante) sugere as seguintes datas de composição para os livros em debate:
Tobias: 200 aC (em hebraico ou aramaico)
Judite: 150 aC (em hebraico ou aramaico)
1Macabeus: 100 aC (em hebraico ou aramaico)
2Macabeus: 100 aC (em grego)
Eclesiástico: 200 (em hebraico) e 130 (tradução grega)
Sabedoria: 100 aC (em grego)
Baruc: 200 aC (em grego, talvez tradução do hebraico)
acréscimos a Ester: 160 aC (em grego)
acréscimos a Daniel: 100 aC (em grego)
Entretanto, o fato de terem sido os últimos livros a serem escritos no Antigo Testamento, de forma alguma reduz-lhes o valor. Também o fato de alguns terem sido escritos fora do território da Palestina não significa que não sejam inspirados porque, ainda assim, foram escitos por representantes legítimos do Povo de Deus!


Erros ensinados pelos apócrifos, que estão em contradição com o restante da Bíblia


Alguns desses "erros" foram com certeza retirados de um livretinho de autoria de Jaime Reda, chamado "Assim Diz a Bíblia". Embora não o afirme, o autor certamente é adventista e, como qualquer protestante, tem dificuldade em explicar doutrinas tão claras que se opõem ao que prega a sua seita...
Vamos analisar os "erros" e "refutar a refutação" do autor: primeiro, demonstrando que a Bíblia possui (nos livros que o autor aceita como inspirados, isto é, os "protocanônicos" do Antigo Testamento e todo o Novo Testamento) outros exemplos daquilo que o autor considera errado; segundo, apresentando a contradição do autor com o ensinamento bíblico...

O Ensino do Purgatório
a) Sabedoria 3:1-4 - "Mas as almas dos justo estão nas mãos de Deus; e o tormento da morte não as tocará. Aos olhos dos ignorantes pareciam eles morrer e sua partida foi considerada desgraça. E, sua separação de nós, por uma extrema perda. Mas eles estão em paz. E embora aos olhos dos homens sofram tormentos, sua esperança está plenamente na imortalidade.";b) Isto é a doutrina do Purgatório.


"Em verdade te digo que de maneira nenhuma [sairás] dali enquanto não pagares o último ceitil" (Mt 5,26)
"Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro" (Mt 12,32)
"Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo" (1Cor 3,15).

Razões interessantes
Roma não pode chamar as outras Bíblias de falsas por não conterem os Apócrifos, assim como não pode se chamar uma nota de falsa por não ter ela uns acréscimos que alguém julgue que ela deva ter


Pode sim! Pode porque foi a Igreja que definiu o cânon bíblico no séc. IV, selecionando os livros do Novo Testamento e confirmando todos os livros do Antigo Testamento segundo a versão da Septuaginta, incluindo os 7 livros aqui debatidos, bem como os acréscimos a Ester e Daniel. E a autoridade da Igreja para estabelecer o cânon é indiscutível, pois ela é a "coluna e o fundamento da Verdade" (1Tim 3,15).
E pode também porque a Igreja Católica foi fundada sobre os Apóstolos, que usaram a Septuaginta para escrever o Novo Testamento: das 350 citações do AT, 300 obedecem a versão dos LXX! Se o autor segue a autoridade dos judeus de Jâmnia para definir o seu cânon, deve deixar de lado todos os livros do Novo Testamento; porém, se aceita a autoridade da Igreja, fundada por Cristo, não tem como deixar de lado os livros deuterocanônicos, pois estaria (como de fato está) em contradição.

Em II Macabeus encontramos o autor do livro pedindo perdão pelas suas falhas como escritor. Se crêssemos que estes livros estão no mesmo pé de igualdade com os inspirados, ficaríamos então admirados de ver agora o Espírito Santo pedindo desculpas por algumas falhas, o que é inconcebível;


Não tem nada a ver! Também São Paulo afirma em 1Cor 7,12: "Aos outros sou eu quem digo e não o Senhor: se algum irmão tem uma mulher sem fé e esta consente em habitar com ele, não a repudie". Será que esta passagem também não é inspirada? Se não é, por que ainda se encontra na Bíblia??? Por que não foi simplesmente riscada?? E se fosse riscada, o que impediria de riscar toda a 1Coríntios?

Somente em 8 de Abril de 1546 é que a Igreja Católica se lembrou que esses livros deveriam estar canonizados; Nesse concílio que declarou os Apócrifos como autorizados, não havia nenhuma autoridade entre eles. Havia somente 53 prelados italianos e espanhóis na sua maioria. Nenhum alemão. Era mais um concílio religioso do que ecumênico, portanto não tinha autoridade;


Papo furado! A Igreja Católica usa os deuterocanônicos desde a era apostólica. A definição de sua inspiração já se dera oficialmente em Hipona (393) e Cartago (397 e 418), como vimos acima. Também o concílio ecumênico de Florença (1441) professou solenemente o católogo completo dos livros sagrados, pelo menos 1 século antes de Trento. A Bíblia de Guttemberg, o primeiro livro a ser impresso no mundo por volta de 1450 , também continha os deuterocanônicos.
Foi o herege Martinho Lutero, apenas em 1534, que colocou os referidos livros em apêndice, com o título de apócrifos, em sua tradução alemã da Bíblia. Pelo menos teve a decência de deixá-los por considerá-los bons e de utilidade (segundo palavras usadas pelo próprio "rerformador" no prólogo).

Fonte: Site "Veritatis Splendor" (http://www.bibliacatolica.com.br/historia_biblia/52.php)




sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Denuncia aos falsos catolicos com o falso ecumenismo

Absurdo !!!
14/11/2008 - 17:30
Padre Carlos Alberto Chiquim Recebe Troféu Cabloco das Sete Encruzilhadas

Em virtude do centenário da Umbanda, o CEBRAS (Conselho Mediúnico do Brasil), a Federação Paranaense de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiro e o IABPGEX (Instituto Afro-Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão), realizarão evento de comemoração e celebração alusiva ao referido centenário.
A Umbanda foi criada em 15 de novembro de 1908, no Estado do Rio de Janeiro.
Por esta ocasião personalidades e autoridades serão homenageadas, quando serão agraciadas com o Troféu Cabloco das Sete Encruzilhadas por seus feitos relevantes.
É nessa categoria de personalidade e autoridade com realizações sociais de relevância na sociedade é que honrosamente convidamos o Padre Carlos Alberto Chiquim para no dia 15 de novembro de 2008 receber o referido aludido.
O evento comemorativo e as homenagens serão realizados na Sociedade Universal, sito a Rua Comendador Roseira, 260 – Prado Velho, a partir das 20 horas.
Inserida por: Ivete
Fonte: CNBB - Regional Sul II

OBS : Fiquei espantado com essa materia postada no pagina da CNBB , pois é tudo que é contra a BIBLIA nos ensina. E esse blog repudia esse tipo de manifestação com a participação da IGREJA direta ou indiretamete.
Fazer esse praga de "inculturação" com uma "religiao" que invoca demonios (guias) e ainda receber deles uma tal homenagem que tem um trofeu com o nome de 7 encruzilhadas , voces perderam a noção , mais pra quem aceita MISSA AFRO nas CEBs , que tem a denominante infestação da Heresia da Libertação (condenada por 2 Papas) talvez foi la pra aprender alguns passinhos , CONVERTEI-VOS.
Já não chega lá na BAHIA com aquela coisa medonha lá , MARANATHÁ SENHOR JESUS , MARANATHÁ ! VEM BUSCAR A SUA IGREJA , POIS ESTAO DETURPANDO-A.
Pra terminar eu fico com a frase de SÃO ILARIO POITERS :

"Sempre foi privilegio da IGREJA vencer quando é ferida , progredir quando é abandonada e crescer em ciencia quando é atacada."

Sem mais , Leandro Costa

Acordem catolicos e povo Brasileiro

Uma "vitória"(?) das feministas do PT ?

Foi com satisfação que recebemos a notícia de que a Comissão Executiva Nacional do PT acatou o pedido da Secretaria Nacional de Mulheres do partido, apoiado pela Secretaria Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, e vai avaliar as posturas e procedimentos de - dois deputados federais Luís Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) – em comissão de ética.
Os dois parlamentares, há muito tempo, afrontam a resolução partidária, ratificada pelo 3º Congresso do PT, de defesa da descriminalização do aborto e a regulamentação da prática nas unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).
A primeira vez que o PT fechou posição quanto à legalização do aborto foi ao longo do debate interno para a Constituinte, em 1987.
A defesa do direito ao aborto legal e seguro é uma bandeira histórica do movimento de "mulheres" (feministas) , e portanto, das mulheres petistas, organizadas no setorial nos diversos níveis, e dos movimentos sociais.
A CUT, particularmente, aprovou no seu 3º Congresso, em 1991, a defesa da legalização do aborto.
Mulheres de diversos movimentos têm buscado um papel protagonista nessa luta, como a UNE, que tem levado esse debate para universidades do país inteiro. Isso sem falar nos movimentos de mulheres, que estão em permanente mobilização em torno ao tema.
A resolução do 3º Congresso, “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, reafirmou o compromisso do PT com o combate à opressão machista e com a defesa da autonomia das mulheres sobre seu corpo e sua vida.
A discussão acerca da legalização do aborto não deve ser deslocada do contexto que a cerca e a condiciona, de machismo, de exploração das mulheres, de imposição da maternidade, de controle da sexualidade, de mercantilização e alienação do corpo das mulheres. Por isso, as centenas de mortes de mulheres todos anos, vítimas de procedimentos de aborto inseguro, podem ser perfeitamente evitadas. Todos sabem muito bem que, em sua maioria, trata-se de mulheres negras, pobres e moradoras das periferias.
O Estado tem que ser laico, adotando políticas livres da interferência de qualquer religião e garantindo a liberdade de culto e de não culto. A religião de alguns não pode interferir nas escolhas de todos, afinal, religiosidade é uma questão de foro íntimo de cada pessoa, não um elemento da política. Ao defendermos o direito das mulheres ao aborto legal e seguro, defendemos sua autonomia, seu direito de escolha.
A escolha pode ser não recorrer ao aborto. O essencial é que seja uma escolha da mulher, não do Papa ou de um juiz.
E se ela optar por interromper uma gravidez indesejada, que seja um direito seu fazê-lo com segurança.
Queremos que se aplique uma punição adequada a quem contraria abertamente, mas não mais impunemente, definições políticas do partido.
Um mandato parlamentar não é propriedade daquele que o exerce.
O mandato do Bassuma ou o do Henrique Afonso é, também, um instrumento do partido, e se utilizar dele para, exatamente, contrariar posicionamentos políticos do PT é, no mínimo, um erro a ser avaliado em comissão de ética.
Não aceitamos que figuras públicas do partido emprestem sua imagem a movimentações que vão de encontro a uma resolução congressual do Partido dos Trabalhadores.
Não aceitamos esse tamanho desrespeito com as mulheres do PT - pois não vemos um conflito dessa dimensão em questões de outras ordens.
A participação desses parlamentares em atos públicos contra a legalização do aborto precisa ter conseqüências. Estamos alertas, aguardando a definição da comissão de ética, e esperando que uma sanção seja imposta aos filiados em questão, demonstrando ao conjunto do partido e da sociedade que o PT leva a sério as resoluções políticas, a militância e a trajetória histórica que tem.

Rosane Silva é Secretária Nacional de Mulheres da CUT
Alessandra Terribili é integrante do Coletivo Nacional de Mulheres do PT.

OBS : Esse blog que defende a vida na sua essencia e na moral da pessoa humana e não concorda com isso , o que me adimira com espanto é muitos catolicos (da Heresia da Libertacão) fica babando o PT em suas "lutas" (mensalão , etc...) e pelo seu lider (o semi-deus).
ABORTO É CRIME , E PODE FALAR A VONTADE , POIS A IGREJA VAI SE METER SIM POIS A IGREJA DEFENDE A VIDA EM SUA PLENITUDE NA CONDICAO SOCIAL E ESPIRITUAL.
E NAO SERAM UM GRUPO DE FEMINISTAS E ABORTISTAS QUE FARAM MUDAR O QUE É SACRALIDADE , GRACA DE DEUS.
E para terminar , País laico não significa país laicista, os ignorantes sempre alegam essa razão insuficiente!
País laico é aquele que não tem religião oficial e respeita a todas, país laicista impôe o ateísmo e a liberalidade de escolhas e direitos sem nexos e de afronta ao que se declara sagrado.
Sem mais Leandro Costa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Casais em segunda união

A orientação está na Exortação Apostólica 'Familiaris Consortio'

São muitos os casais hoje em segunda união; pessoas que foram casadas uma primeira vez na Igreja, se separaram e se uniram a outra pessoa apenas no civil, já que não podem se casar na Igreja.
A orientação mais clara que a Igreja nos oferece sobre a situação dos casais de segunda união está na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio” (Sobre a Família) do Papa João Paulo II, escrita após o Sínodo da Família realizado em 1980; e também no Catecismo da Igreja Católica (CIC §1652).
Antes de tudo a Igreja deseja e espera que uma vez separados os casais possam um dia se reconciliar.
Ela lembra que a separação física não extingue o vínculo matrimonial e, por isso, os separados não podem se unir em nova união, a menos que o primeiro casamento tenha sido declarado nulo pelo competente Tribunal Eclesiástico do Matrimônio. Após um Processo canônico o referido Tribunal pode chegar à conclusão de que determinado matrimônio foi inválido, de acordo com as normas do Código de Direito Canônico (cânones 1055 a 1124). Há cerca de 20 casos que podem levar o Tribunal a declarar a nulidade de um matrimônio; são falhas no consentimento matrimonial, impedimentos dirimentes ou falta de forma canônica.
A Igreja lembra que a pessoa que se separou – se não teve culpa na separação – pode continuar a receber os sacramentos da Confissão e da Eucaristia –, se se mantiver numa vida de castidade. Sobre os divorciados que contraíram nova união, o Papa João Paulo II disse, baseando-se nas conclusões do Sínodo da Família:
“A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio” (FC, 84).
Os casais de segunda união poderão receber os Sacramentos no caso de viverem como irmãos, sem vida sexual, como explica o saudoso Pontífice:
“A reconciliação pelo sacramento da penitência – que abriria o caminho ao sacramento eucarístico – pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimônio. Isso tem como conseqüência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios – quais, por exemplo, a educação dos filhos – não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges» (idem).
João Paulo II afirma também que não se pode fazer qualquer tipo de celebração em uma segunda união:
“Igualmente o respeito devido quer ao sacramento do matrimônio quer aos próprios cônjuges e aos seus familiares, quer ainda à comunidade dos fiéis proíbe os pastores, por qualquer motivo ou pretexto mesmo pastoral, de fazer em favor dos divorciados que contraem uma nova união, cerimônias de qualquer gênero. Estas dariam a impressão de celebração de novas núpcias sacramentais válidas, e conseqüentemente induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimonio contraído validamente” (idem).
Ato tratar desse assunto o Catecismo da Igreja Católica ensina o seguinte:
§1651 – “São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civicamente uma nova união. A Igreja, por fidelidade à Palavra de Jesus Cristo (“Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério”: Mc 10,11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados tornam a casar-se no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa continência completa.”
§1652 – “A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja: Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a freqüentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus.”

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP.
É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II.
Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".
Conheça mais em www.cleofas.com.br