EMAIL DE PAULISTANA DÁ LIÇÃO DE MORAL NO DEP. JEAN WYLLYS.
Date: Mon, 17 Dec 2012 19:34:12 -0200
From:
To: dep.jeanwyllys@camara.leg.br
Subject: Um minuto de sua atenção, deputado.
São Paulo, 17 de dezembro de 2012.
V. Exa. deputado Jean Wyllys,
Chamo-me Renata e resido em São Paulo. Sou cidadã brasileira, casada, mãe de família e profissional.O intuito dessa mensagem é dirigir-me a V. Exa. no sentido de expor-lhe, data venia, minha indignação e repúdio a diversas mensagens que V. Exa. postou em seu twitter, como resposta à primeira mensagem oficial do Santo Padre enviada por este meio de comunicação.
O senhor, em uma clara mensagem que incita o ódio e a humilhação ao Papa, afirma diversas acusações contra a Igreja Católica. Duas coisas me chamaram a atenção: primeiro, o senhor, como uma pessoa pública e representante do povo brasileiro que o elegeu (este povo, que em último censo realizado pelo IBGE mostrou-se majoritariamente religioso), teve uma postura desrespeitosa e impertinente.
Gostaria de lembrá-lo que o Papa é um chefe de Estado. Aos chefes de Estado deve-se o respeito e a consideração, por mais que discordemos de suas posturas éticas, filosóficas ou religiosas. O senhor, neste ponto, considerou-se acima do respeito devido a um chefe de Estado.
Em segundo lugar, eu quero pedir-lhe que me envie as fontes "primárias" que comprovem TODAS as acusações que o senhor levantou contra a Igreja Católica. Quero lembrá-lo que, para tanto, será necessário ir às fontes, não aos impropérios que qualquer professor de cursinho repete, sem nem mesmo saber o que faz, nas aulas de História, completamente ideologizadas pela visão marxista antireligiosa.
O senhor em seus comentários deveria, por força de justiça, junto com suas acusações à Igreja, dizer quais foram os bens legados e ainda hoje mantidos pela MAIOR INSTITUIÇÃO DE CARIDADE EXISTENTE NA FACE DA TERRA. Se não o fez, prova que a intenção não era a de simplesmente discordar da visão do Santo Padre e da Igreja Católica, mas a de incitar o ódio contra eles. O senhor deveria, por exemplo, citar que a Igreja Católica criou os conceitos de:
- Universidade,
- Hospital (com seu ápice em São Camilo de Lelis, o qual foi o fundador dos padres e freiras que se dedicam aos cuidados dos doentes e que deu origem à "Cruz Vermelha")
- Atendimento "humanizado", baseado na antropologia cristã de que somos todos imagens e semelhança de Deus. Aqui, vale lembrar que na India, por exemplo, o sistema de castas afirma que existem os "intocáveis", que não devem nem ser tocados pelas pessoas de castas superiores – vide o trabalho de Madre Teresa de Calcutá)
- Avanço nos estudos astronômicos (uma pequena pesquisa pode fazê-lo ver que grande parte das estrelas e demais corpos celestes mais importantes receberam nomes de padres jesuítas, exímios astrônomos)
- Genética (o monge beneditino Gregor Mendel é considerado o pai da Genética por ter sido o primeiro a perceber que os fatores hereditários transmitiam-se de acordo com uma proporção matemática evidenciável)
- Cuidado de doentes incuráveis (os leprosários onde ninguém queria entrar eram cuidados por padres e freiras cujos nomes permanecem no mais total anonimato, mas que foram heróis da caridade, muitas vezes vindo a morrer pelas doenças transmitidas pelos doentes dos quais cuidavam desinteressadamente)
- Caridade: apesar de a máxima "fazer aos outro o que quer que ele lhe faça" ser universal, não podemos negar que ela encontrou um eco forte e vigoroso entre os cristãos, especialmente os católicos (vide São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, São Vicente de Paulo e tantos e tantos católicos que não vão nunca aparecer na mídia, mas que são os verdadeiros herois da humanidade)
- Ecologia – o respeito pela criação, que vibra tão pujantemente das palavras e ações do "pobre de Assis".
…
Como podemos evidenciar, deputado, sua mensagem deixou muita coisa por dizer. Evidenciou uma verdade distorcida, caluniadora e de fracos argumentos. Entendemos que, com isso, o senhor não teve uma verdadeira intenção de contrapor-se às ideias do Papa, mas em desrespeitá-lo e levar outros a fazer o mesmo.
Concluo esta mensagem pedindo-lhe que venha a público desculpar-se pelo viés causado por suas mensagens e também pedir-lhe que, em um próxima vez, lembre-se que com a fé das pessoas não se brinca; se respeita, por mais que delas discordemos.
Atenciosamente,
Renata Gusson.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
O que é Dogma?
Dogma é uma verdade revelada por Deus, e, como tal, diretamente proposta pela Igreja à nossa fé.
A Revelação, fonte do dogma, dá a conhecer o ensinamento divino em seu próprio conceito: tal é a primazia de Pedro e de seus discípulos e, como consequência, a infalibilidade pontifícia. Para que uma verdade revelada seja um dogma é necessário que este proponha diretamente à nossa fé por uma definição solene da Igreja o pelo ensinamento de seu magistério ordinário.
No Evangelho se sublinha várias vezes a natureza da fé. Está descrita como uma adesão ao ensinamento divino anunciado por Cristo ou pregada em seu nome e com sua autoridade pelos Apóstolos. No Evangelho de São Marcos encontramos:
No Evangelho se sublinha várias vezes a natureza da fé. Está descrita como uma adesão ao ensinamento divino anunciado por Cristo ou pregada em seu nome e com sua autoridade pelos Apóstolos. No Evangelho de São Marcos encontramos:
"Depois lhes disse: 'Ide pelo mundo e pregai a boa nova a toda criação. O que crer e for batizado se salvará; o que não crer, será condenado.'" (Mc 16,15-16).
"A fé é garantia do que se espera; a prova das realidades que não se vêem. Foi ela que valeu aos nossos ancestrais." (Hb 11,1-2).
Do século I ao IV, esta doutrina se manifesta pela insistência com a qual os Santos Padres afimaram a obrigação de crer integramente na doutrina ensinada por Jesus Cristo aos Apóstolos. Para que o ensinamento divino contido nas Sagradas Escrituras seja um dogma são necessárias duas condições:
"A fé é garantia do que se espera; a prova das realidades que não se vêem. Foi ela que valeu aos nossos ancestrais." (Hb 11,1-2).
Do século I ao IV, esta doutrina se manifesta pela insistência com a qual os Santos Padres afimaram a obrigação de crer integramente na doutrina ensinada por Jesus Cristo aos Apóstolos. Para que o ensinamento divino contido nas Sagradas Escrituras seja um dogma são necessárias duas condições:
1. O sentido deve estar suficientemente manifestado.
2. Esta doutrina deve ser proposta pela Igreja como revelada. Quando o texto das escrituras estiver definido pela Igreja como contendo um dogma revelado, com sentido preciso e determinado, é um dever estrito para os exegetas católicos aceitá-lo.
Para nosso crescimento, listamos abaixo boa parte dos Dogmas da nossa Igreja:
Dogmas sobre Deus
1. A Existência de Deus
2. A Existência de Deus como Objeto de Fé
A Unicidade de Deus
3. Deus é Eterno
4. Santíssima Trindade
1. A Existência de Deus
2. A Existência de Deus como Objeto de Fé
A Unicidade de Deus
3. Deus é Eterno
4. Santíssima Trindade
Dogmas sobre Jesus Cristo
1. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência
2. Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
3. Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física
4. Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
5. Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
6. Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
7. Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
8. Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai
1. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência
2. Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
3. Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física
4. Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
5. Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
6. Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
7. Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
8. Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai
Dogmas sobre a Criação do Mundo
1. Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
2. Caráter temporal do mundo
3. Conservação do mundo
1. Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
2. Caráter temporal do mundo
3. Conservação do mundo
Dogmas sobre o Ser Humano
1. O homem é formado por corpo material e alma espiritual
2. O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação
3. O homem caído não pode redimir-se a si próprio
1. O homem é formado por corpo material e alma espiritual
2. O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação
3. O homem caído não pode redimir-se a si próprio
Dogmas Marianos
1. A Imaculada Conceição de Maria
2. Maria, Mãe de Deus
3. A Assunção de Maria
4. A Virgindade perpétua de Maria
1. A Imaculada Conceição de Maria
2. Maria, Mãe de Deus
3. A Assunção de Maria
4. A Virgindade perpétua de Maria
Dogmas sobre o Papa e a Igreja
1. A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
2. Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição
3. O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja
4. O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra
5. A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
1. A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
2. Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição
3. O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja
4. O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra
5. A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
Dogmas sobre os Sacramentos
1. O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
2. A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
3. A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo
4. A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação
5. A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
6. Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue
7. A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
8. A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
9. O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento
1. O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
2. A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
3. A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo
4. A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação
5. A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
6. Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue
7. A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
8. A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
9. O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento
Dogmas sobre as Últimas Coisas (Escatologia)
1. A Morte e sua origem
2. O Céu (Paraíso)
3. O Inferno
4. O Purgatório
5. O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo
6. A Ressurreição dos Mortos no Último Dia
7. O Juízo Universal
Informativo Editora Cleofas.
1. A Morte e sua origem
2. O Céu (Paraíso)
3. O Inferno
4. O Purgatório
5. O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo
6. A Ressurreição dos Mortos no Último Dia
7. O Juízo Universal
Homossexualismo: vício contra a natureza.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Um amigo que várias vezes defendeu-me enquanto estava sendo processado pelo uso da palavra “abortista” publicou um artigo em que afirma não crer que o homossexualismo seja antinatural.
Não é fácil nem agradável corrigir um amigo. Mas a Escritura fala da correção fraterna como de um dever grave, por cuja omissão deveremos prestar contas a Deus (ver, por exemplo, Ez 3).
Constrangido pelo dever, escrevo no intuito de demonstrar que os atos libidinosos praticados entre pessoas do mesmo sexo são antinaturais. Servir-me-ei de Santo Tomás de Aquino: não de sua autoridade, mas de sua argumentação, que é puramente racional e não cita um versículo sequer de Bíblia quando trata desse assunto.
Na Suma Teológica, o santo doutor pergunta “se o vício contra a natureza é o pecado maior nas espécies de luxúria” (II-II, q. 154, a. 12). Começando por enumerar as possíveis objeções à sua tese — como costuma fazer - o Aquinate depois vai ao “corpo” do artigo e explica que “a pior corrupção é a do princípio”. Um pecado que corrompe a natureza do ato conjugal — como o a bestialidade (conjunção carnal com animais), o homossexualismo (conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo), as práticas aberrantes no acasalamento (entre pessoas de sexo diverso) e a masturbação (excitação sexual solitária) — é mais grave do que um pecado que “apenas contraria o que está determinado pela reta razão, resguardando-se os princípios naturais” — como o adultério (ato sexual entre uma pessoa casada e outra que não o próprio cônjuge) e a fornicação (ato sexual entre um homem e uma mulher solteiros).
O homossexualismo pertence à primeira classe dos pecados de luxúria. Ele não se contenta em usar da natureza contra a reta razão: viola a própria natureza. Entre os vícios contra a natureza, ele ocupa o segundo lugar, perdendo apenas para a bestialidade. Talvez seja por sua especial gravidade que esse pecado tenha sido escolhido como motivo de “orgulho”, com marchas, campanhas e ameaça de perseguição aos discordantes (“homofóbicos”). Quem exalta o homossexualismo deve fazê-lo com a intenção de afrontar a Deus ao máximo.
Mas o que é a natureza? O mesmo que essência ou quididade. É aquilo que caracteriza a coisa em sua intimidade. Responde à pergunta: “o que é a coisa?”
Se perguntarmos: “o que é o ato sexual?”, a resposta deverá incluir três notas: adualidade, a complementaridade e a fecundidade. Não pode haver um ato sexual solitário (masturbação), pois isso fere a dualidade. Não basta que haja duas pessoas, é preciso que elas sejam complementares (fisiológica e psicologicamente): um homem e uma mulher. É preciso ainda que tal ato seja realizado de modo a abrir-se à procriação: ele é naturalmente fecundo. Nada disso existe nos atos de homossexualismo.
Segundo o Direito Canônico — que extrai suas fontes tanto da Revelação quanto do Direito Natural — diz-se que o matrimônio foi consumado “se os cônjuges realizaram entre si, de modo humano, o ato conjugal apto por si para a geração da prole, ao qual por sua própria natureza se ordena o matrimônio, e pelo qual os cônjuges se tornam uma só carne” (cânon 1061, §1º). Este ato consiste em: erectio (ereção), penetratio (penetração),ejaculatio in vaginam (ejaculação dentro da vagina).
Os que não entendem que o homossexualismo seja antinatural, talvez usem “natural” no sentido de “habitual”. O hábito, porém, não se confunde com a natureza. Um hábito acrescentado à natureza produz uma inclinação que a natureza, por si só, não tem. Um hábito contrário à natureza é capaz de inclinar a faculdade a agir contra a natureza. Tal inclinação habitual, não é, porém, natural.
No entanto, diz um provérbio que “o hábito é uma segunda natureza”, isto é, tanto o hábito quanto a natureza produzem alguma tendência. Se a tendência produzida pelo hábito aperfeiçoa a natureza (a tendência de comer moderadamente, adquirida pela repetição de mortificações do paladar), ótimo. Se a tendência produzida pelo hábito corrompe a natureza (a tendência de praticar conjunção carnal com pessoas do mesmo sexo adquirida pela repetição de atos homossexuais), péssimo.
O movimento homossexualista tem tudo a ver com a causa antivida. Ele tenta destruir a família, que o saudoso Beato João Paulo II chamava “o santuário da vida”. Se quisermos verdadeiramente defender a vida, temos que defender com todas as forças a virtude dacastidade, que regula o instinto sexual segundo a razão. É aos puros de coração que Jesus fez esta maravilhosa promessa: “verão a Deus” (Mt 5, 8).
Fonte: Não Matar - http://naomatar.blogspot.com.br/2012/07/homossexualismo-vicio-contra-natureza.html
terça-feira, 19 de junho de 2012
A sacralidade do amor matrimonial
Prof. Ricardino Lassadier
A partir dessa podemos, legitimamente, compreender o significado inicial do Matrimônio: homem e mulher criados por Deus e chamados a viverem o Amor. Segundo a Escritura “O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda (assemelhe)” (Gn 2,18). Essa “correspondência” ou “semelhança” está na comum natureza:“Então, o Senhor Deus fez vir sobre o homem um profundo sono, e ele adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Depois, da costela tirada do homem, o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem. E o homem exclamou: ‘Esta sim é osso dos meus ossos, é carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque foi tirada do homem!’Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher e eles serão uma só carne” (Gn 2, 21-24). Homem e mulher têm a mesma natureza que implica no reconhecimento da diferença: masculino e feminino. Eis o que a união matrimonial nos mostra: a doação-união de dois seres diferentes que compartilham a mesma natureza frutificando em um terceiro ser: o filho. Nessa acepção, o amor matrimonial é chamado a sinalizar o Amor Trinitário. Ao mesmo tempo, a realidade matrimonial reflete a doação amorosa recíproca Cristo-Igreja (sua esposa). Ele entregou a vida por Ela. Ela vive por Ele (cf. Jo 19, 34-35).
Na cotidianidade da vida isso significa que o Matrimônio é o “local” em que o casal católico aprende a exercitar-se no amor visto que a necessária coexistência exige paciência, acolhimento, doação de si, renúncia. Em outras palavras, a vida matrimonial possibilita ao casal desenvolver-se nas duas dimensões do Amor: éros e ágape. A primeira dimensão é marcada pelo desejo de conquista, de posse. A segunda dimensão se caracteriza pela capacidade de sair de si, de doar-se. Nesse sentido, ensina o Santo Padre Bento XVI em sua encíclica DEUS CARITAS EST (DCE, 7) que eros e agape “nunca se deixam separar completamente um do outro. Quanto mais os dois encontram a justa unidade, embora em distintas dimensões, na única realidade do amor, tanto mais se realiza a verdadeira natureza do amor em geral”. Um matrimônio que não busque construir-se nesses dois sentidos do amor está fadado à frustração, pois se não há doação, não há comunhão e a sacralidade não é vivenciada.
__________
Professor Ricardino Lassadier é graduado em Filosofia. Especialista em Filosofia e Teologia. Leciona no IRFP e na Rede Pública Estadual, é ministrante de cursos no CCFC (Centro de Cultura e Formação Cristã).
Cidades Sustentáveis e o Branding de Políticas e Lugares
O exemplo do Programa Cidades Sustentáveis é o que me motivou a escrever este post, por já começar a mostrar frutos de um trabalho notável de articulação da sociedade civil, mídia e iniciativa privada. Recomendo uma visita ao site do programa, que em poucas palavras, consiste em uma agenda de ações e iniciativas do governo local para a sustentabilidade, estruturada em 12 eixos temáticos:
- Governança
- Bens Naturais Comuns
- Equidade, Justiça Social e Cultura de Paz
- Gestão Local para a Sustentabilidade
- Planejamento e Desenho Urbano
- Cultura para a Sustentabilidade
- Educação para a Sustentabilidade e Qualidade de Vida
- Economia Local Dinâmica, Criativa e Sustentável
- Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida
- Melhor Mobilidade, Menos Tráfego
- Ação Local para a Saúde
- Do Local para o Global
LIÇÃO DE ARTICULAÇÃO
O Programa Cidades Sustentáveis tem um número grande de participantes (que preferi não enumerar aqui pois são muitos, mas você encontra no site do programa), da iniciativa privada ao terceiro setor. O que achei oportuno destacar é que há uma lição de articulação de atores sociais que é um belo exemplo a ser seguido em qualquer localidade que queira empreender um trabalho de Place Branding. Não importa de quem seja a iniciativa de promover a localidade, seja para a revitalização de um bairro ou o desenvolvimento econômico de um estado, haverá sempre a necessidade de envolver outros setores, outros atores, outras perspectivas, pois no final, sozinho, nem mesmo o poder público consegue implantar um projeto de marca-localidade que seja relevante a seus públicos. No caso do ‘Cidades Sustentáveis’, o Poder Público está sendo convidado a assumir-se parte do programa através do compromisso público que os pré-candidatos e os partidos estão fazendo. Ao assinar a carta-compromisso eles se comprometem em seguir a agenda de ações e a publicarem uma prestação de contas baseada nos indicadores elaborados para o ‘Cidades Sustentáveis’.
BRANDING E A POLÍTICA DE INFLUÊNCIA
Um segundo ponto que eu gostaria de destacar, e está relacionado a alguns assuntos que retomaremos em outros momentos do blog, é em relação ao tipo de política que será praticada com mais frequência nesta eleição (palpite meu). Há paralelos entre princípios que identificamos em branding (criação e gestão de marcas) e o que estou chamando de uma política de influência.
A marca é uma construção simbólica e, na sua criação e proposição de valor para seus públicos, a matéria-prima é o conjunto de percepções e associações que são entrelaçados e administrados conforme a influência que exercem sobre seus públicos-alvo. O mundo em que vivemos hoje já está saturado de uma linguagem apelativa / argumentativa / racional com a qual muitos produtos / serviços / marcas se apresentam como sendo os melhores e merecedores da sua preferência. Grandes marcas são construídas de maneira mais complexa e sutil, tornando-se capazes de influenciar seus públicos em diversos níveis de percepção.
Ao assinar o compromisso público de seguir a agenda ‘Cidades Sustentáveis’, os políticos não estão sendo coagidos pela força da lei a seguirem tais ações, nem estão submetidos aos tradicionais meios de ‘comando e controle’. A força que os moverá a assumir e honrar este compromisso é a necessidade de se gerar valor para sua ‘marca-política’. Esta imagem percebida, ou podemos chamar de imagem de sua ‘marca-política’, é um ativo importante na sociedade em que vivemos. Já sabemos que discurso e promessas acrescentam muito pouco ou quase nada a essa ‘marca-política’, e muitas vezes nem mesmo a assinatura de um político significa um compromisso real (pelo menos é assim que as pessoas percebem). Como incluir na agenda de campanha o tema sustentabilidade indo além das palavras de um discurso com jeitão de blábláblá?
O programa ‘Cidades Sustentáveis’ entende esta necessidade e oferece visibilidade para incrementar a marca dos que quiserem se comprometer com o programa . O programa construiu uma consistente plataforma para sustentabilidade das cidades, escapando da superficialidade com que o termo tem sido empregado e, ao articular a mídia e a sociedade de maneira consciente, oferecem a plataforma sobre a qual muitos políticos poderão se apoiar. Fazem uso dos meios de comunicação para divulgar a plataforma e distinguir os que aderirem ao programa. Mas as mesmas plataformas que podem promover a imagem dos políticos que nelas se apoiarem, podem também oferecer um belo tombo aos oportunistas, que não levarem a sério essa enorme mobilização de pessoas sérias que há em torno do programa.
Vida longa a esta e a outras iniciativas cidadãs em prol de maior participação na vida pública.
sábado, 16 de junho de 2012
Ponto de Vista
A recente entrevista do psicanalista George Gouvêa, presidente da ONG Grupo Pela Vida, ao portal de notícias UOL é, no mínimo, estranha. Ao comentar o surto de aids no Brasil, Gouvêa comete o erro crasso de responsabilizar a Igreja e setores conservadores pelo fracasso das políticas públicas de prevenção da doença. Declara o psicanalista: “Há uma intromissão em políticas públicas de saúde no Estado laico de determinados setores religiosos. Se o Estado é laico, o nosso ordenamento político, com todo respeito, não é a Bíblia, é a Constituição”.
George Gouvêa parece não saber que a Constituição Federal foi promulgada “sob as bênçãos de Deus”. Os direitos, em geral, pressupõem um fundamento. E o que seria esse fundamento, senão a lei natural? A Igreja, sendo uma instituição formada por cidadãos, deve opinar e zelar para que os governos democraticamente instituídos respeitem a dignidade e o valor da vida humana em suas ações.
Todavia, o respeito à dignidade da pessoa humana é o que mais está em falta nos projetos do governo, inclusive os de combate à aids. O enfoque exclusivo na irresponsável distribuição de camisinhas e outros contraceptivos já se mostrou um verdadeiro fracasso. É antes o problema do que a solução. Além de não ser cem por cento segura, a camisinha estimula o sexo casual e a banalização dos relacionamentos humanos. Não é à toa que o Brasil é o país onde os adolescentes perdem a virgindade mais cedo.
Fechar os olhos para isso é contraproducente. Até mesmo a Universidade Harvard já reconheceu que a melhor maneira de se combater as doenças sexualmente transmissíveis é a apresentada pela Igreja: castidade e fidelidade conjugal. Uganda, por exemplo, conseguiu reduzir de 30% para 7% o número de soropositivos no país, através de campanhas que incentivam a abstinência e a monogamia.
Contudo, a atitude desonesta de Gouvêa em se eximir de suas responsabilidades e colocar a culpa em outrem, no caso, na Igreja, não é novidade. A prática remonta o primeiro século, quando Nero, após atear fogo em Roma, responsabilizou os cristãos pela tragédia. A ordem é essa: na dúvida, culpe a Igreja.
Assim, um skinhead mata um homossexual e a culpa é do Padre Paulo Ricardo; uma mulher é estuprada e a culpa é da Igreja; crianças morrem de fome na África e a culpa é do trono do Papa. E ai daquele que se atrever a contestar. Corre o risco de ser amordaçado e xingado de xiita por gente tão “tolerante” que faz campanha para criminalizar opiniões alheias.
O filósofo Luiz Felipe Pondé, em uma recente entrevista sobre o conceito de “politicamente correto”, declarou que “o único preconceito que no jantar inteligente é aceito é contra católico”. Há alguns anos, isso soaria como uma bobagem do filósofo. Hoje, no entanto, a declaração de Pondé não poderia ser mais lúcida!
Renan Cunha é estudante de Jornalismo na UEL.
O PAPA, OS JOVENS E A ALEGRIA.
OS JOVENS E O FUTURO DA IGREJA
As pesquisam cientificas comprovam que o ser humano precisa viver em comunidade. E em comunidade se encontra a felicidade. E a família é a primeira e mais importante delas. Mas, a vida na Igreja nos coloca na família de Deus, em convivência com os irmãos de fé. Jesus Cristo nunca ficava sozinho, a não ser nos momentos de oração pessoal. Ele estava sempre rodeado por muitas pessoas que buscavam alívio para os sofrimentos, sabedoria, conhecimento a respeito de Deus, da vida, do céu e dos mistérios da fé. E Jesus preenchia o coração de todos que O buscavam. E tudo isso nós encontramos na Santa Madre Igreja. Deus Pai, em sua infinita misericórdia, está sempre de braços abertos esperando por cada um de nós, seus filhos. Ele quer nos dar a verdadeira fonte da felicidade. Basta abrir o coração para que optarem pelos caminhos santo do nosso bondoso Pai Celestial.
A ESIRITUALIDADE DO AMOR
A espiritualidade cristã é a vivência sob a direção do Divino Espírito Santo, ao máximo possível o amor a Deus, sobre todas as coisas, e ao próximo como Cristo nos amou (Jo15,12). Nesta espiritualidade estão inseparavelmente a fé, a esperança e a caridade. O amor é, afinal, o motor, a força propulsora de nossa vida de discípulos missionários de Jesus Cristo. E não há amor sem o desejo e nada de grande conseguimos fazer sem o desejo e o amor. Aqui está a raiz da santidade, isto é, viver em Deus e para Deus, para fazer sua santa vontade. “A vontade de Deus é a nossa santificação” (1Ts 4,3).
O PAPA, OS JOVENS E A ALEGRIA.
O Papa Bento XVI manifestou o desejo de confiar aos jovens o futuro da Igreja e do mundo. Durante a sua visita ao Brasil, em 2007, ele disse: “O meu apelo de hoje, a vós jovens, é que não desperdiceis a vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade, sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja apresentar-se-ia desfigurada.”
Saibam, meus amados jovens, que ser Igreja não anula o ser jovem. Um complementa o outro, um precisa do outro, um preenche o outro. Através da Igreja os jovens chegam ao conhecimento de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida; através dos jovens, a Igreja ganha vida nova, perpetuando a verdade do Evangelho Jesus Cristo. Jovem, procure Jesus Cristo, procure a Igreja e veja sua vida tomar uma direção que você jamais pensou ou idealizou. Como diria o Papa João Paulo II: “Não tenham medo”. A verdadeira felicidade, ou seja, o sentido real, eficaz e eterno da vida, só se encontra em Cristo e Sua Santa Igreja.
“Exorto todos vocês a serem missionários da alegria. Não se pode ser feliz se os outros não são: a alegria deve ser partilhada. Contem aos outros jovens a alegria de ter encontrado o tesouro precioso que é o próprio Jesus. Não podemos guardar para nós a alegria da fé: para que ela possa permanecer nós, devemos transmiti-la”. (Papa Bento XVI).
Pe. Inácio José do Vale / Pregador de Retiros Espirituais
Doutor e Professor de História da Igreja / Instituto Teológico Bento XVI
Assinar:
Postagens (Atom)

