UM DOS MAIORES ESPECIALISTAS DO MUNDO NO COMBATE À AIDS DIZ: “O PAPA ESTÁ CERTO”.
Há coisas que você jamais vai ler na imprensa brasileira porque, dada a sua “isenção” de propaganda, às vezes letal para a inteligência e a verdade, pouco importa a consideração de uma autoridade científica ou religiosa se o que elas dizem não coincide com a metafísica politicamente correta.
Aceita-se a chamada pluralidade, mas sem exageros, é claro. Querem ver ?
Vocês se lembram que, em Camarões e , de fato, foi uma mensagem para o continente africano , o papa Bento 16 afirmou que a distribuição maciça de camisinhas não era o melhor programa de combate à AIDS. E disse que o problema poderia até se agravar.
A estupidez militante logo entendeu, ou fingiu entender, que Sua Santidade contestara a eficiência do preservativo para barrar a transmissão do vírus.
Bento 16 não tratava desse assunto, mas de coisa mais ampla.
Referia-se a políticas públicas de combate à expansão da doença.
Apanhou de todo lado. De todo mundo.
No Brasil, noticiou-se a coisa com ares de escândalo.
Os valentes nem mesmo investigaram os números no Brasil a contaminação continua alta e EM ALTA em alguns grupos e no mundo. Adiante.
Se você pesquisar um pouco, vai saber que o médico e antropólogo Edward Green é uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS.
Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. Pois bem.
Green concedeu uma entrevista sobre o tema. E o que ele disse?
O PAPA ESTÁ CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZ SUA SANTIDADE. Ora, como pode o papa estar certo ? Vamos sonegar essa informação dos leitores.
Em entrevista aos sites National Review Online (NRO) e Ilsuodiario.net , Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África.
Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, assumiu claramente a posição do papa — e, notem bem!, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” — literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, freqüentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.
Pois é , Green também afirma que o chamado programa ABC — abstinência, fidelidade e, sim, camisinha (se necessário), que está em curso em Uganda — tem-se mostrado eficiente para diminuir a contaminação.
E diz que o grande fator para a queda é a redução de parceiros sexuais.
Que coisa, não ?
NÃO É MESMO INCRÍVEL QUE SEXO MAIS RESPONSÁVEL CONTRIBUA PRA DIMINUIR OS CASOS DE CONTAMINAÇÃO ? Pois é !
Critico as campanhas de combate à aids no Brasil desde o Primeira Leitura, como sabem.
E, aqui, desde o primeiro dia. Há textos às pencas no arquivo.
A petralhada que se pensa cheia de veneno e picardia erótica gritava: “Você quer impor seu padrão religioso ao país...” Ou então: “Você não gosta de sexo...” Pois é.
Vai ver Harvard escolheu um idiota católico e sexofóbico para dirigir o programa.
Bento 16 apanhou que deu gosto. E apanhou pelo que não disse , e ele jamais disse que a camisinha facilita a contaminação de um indivíduo em particular , e pelo que disse: a AIDS é , sim , uma doença associada ao comportamento de risco e , pois , às escolhas individuais.
Sem que se mude esse compartamento, nada feito.
Pois é.
O mundo moderno não aceita que as pessoas possam ter escolhas.
Como já escrevi aqui certa feita, transformaram a camisinha numa nova ética.
E, como tal, ela é de uma escandalosa ineficiência.
Por Reinaldo Azevedo , Blog.
segunda-feira, 30 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
GRÁVIDA DE GÊMEOS EM ALAGOINHA...
...O lado que a imprensa deixou de contar.
Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos.
Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.
O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos.
Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos.
Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato.
Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um "encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato".
A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março.
Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.
No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria.
Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.
Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado "alguns papéis por lá".
A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.
Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto.
Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que "ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus".
Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.
Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias.
Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.
Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas.
Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em "embriões" e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança.
Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado.
Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela.
Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa.
Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque "a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças", afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele.
Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala.
Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina.
A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social.
Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.
Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história.
O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez.
Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças.
E assim se fez. Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira.
Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança.
Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.
Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito.
Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança.
Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento "estava havendo troca de plantão de enfermagem".
A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.
No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa.
Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte ? Como explicar isso ? Como um quadro pode mudar tão repentinamente ? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai ?
Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha. Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife.
Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.
Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte.
Espero que casos como este não se repitam mais. Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela.
Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.
Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. "Vinde a mim as crianças", disse Jesus.
E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo, 10,10).
Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre.
Acima de tudo, a Vida !
Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE
padreedson@hotmail.com
http://padreedson.blogspot.com
(87) 3839.1473
Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos.
Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.
O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos.
Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos.
Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato.
Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um "encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato".
A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março.
Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.
No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria.
Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.
Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado "alguns papéis por lá".
A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.
Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto.
Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que "ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus".
Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.
Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias.
Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.
Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas.
Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em "embriões" e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança.
Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado.
Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela.
Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa.
Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque "a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças", afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele.
Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala.
Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina.
A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social.
Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.
Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história.
O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez.
Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças.
E assim se fez. Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira.
Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança.
Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.
Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito.
Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança.
Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento "estava havendo troca de plantão de enfermagem".
A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.
No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa.
Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte ? Como explicar isso ? Como um quadro pode mudar tão repentinamente ? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai ?
Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha. Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife.
Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.
Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte.
Espero que casos como este não se repitam mais. Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela.
Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.
Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. "Vinde a mim as crianças", disse Jesus.
E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo, 10,10).
Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre.
Acima de tudo, a Vida !
Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE
padreedson@hotmail.com
http://padreedson.blogspot.com
(87) 3839.1473
Aborto X Excomunhão
Estamos diante de mais um fato em que a mídia se coloca com toda voracidade contra a Igreja.
Frases como:
A Igreja insiste no erro. Igreja é retrógrada. Dom José age como inquisitor e tantas outras que já foram feitas e que ainda serão.
É bom que fique bem claro uma coisa, não foi Dom José Cardoso Sobrinho quem excomungou os envolvidos no ato do aborto, (independente da situação que certamente ninguém desejaria no que ocorresse com um de sua família), mas sim eles próprios incorreram em um delito contra as leis da Igreja.
O assunto é muito polêmico e sei que muitos católicos pensando na menina de 9 anos (pois até eu ainda hoje só em pensar fico chocado) são à favor de tal situação. Infelizmente por não conhecer bem a doutrina da Igreja e o que ela realmente pensa a respeito de tais assuntos.
O QUE É EXCOMUNHÃO?
Quando faço parte de uma instituição, o faço por concordar com suas idéias e doutrinas, se as trangrido, logo não estou em comunhão com os demais do grupo que dela fazem parte. No caso da Igreja que considera o aborto um homicídio (e não há exceção) quem não concorda lógicamente não está em comunhão com ela.
Quanto à excomunhão por causa de aborto, é claro que sendo o aborto um assassinato, nessa medida, todos o que o praticam cometem homicídio e sabem que estão cometendo um homicídio, portanto automaticamente, mesmo que a Igreja não venha a ter o conhecimento de tal ato, as pessoas estão excomungadas, ou seja, fora da comunhão!
Esta sentença categórica que vem dos primórdios do cristianismo, persistiu na Igreja até o Código de Direito Canônico atual, que prevê a excomunhão para o delito:
“Cânon 1398. Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Ou seja, 'quem cometeu tal ato exclui-se automaticamente da comunhão da Igreja Católica..."
O QUE ACARRETA?
A excomunhão exclui o fiel da Igreja, impedindo-o de participar da comunhão dos santos. Quem está excomungado, não pode, então, receber a Eucaristia e nenhum dos sacramentos a não ser o da penitência que o restabelece à comunhão. Além dos sacramentos, 'a pessoa está excluída também do funeral religioso, porque este é sinal de que o cristão viveu em comunhão com a Igreja'. Repito, Teria antes que confessar.
O pecado de aborto é absolvido pelo Bispo. Creio que hoje em dia a Igreja delega a determinados sacerdotes perdoar esse crime no confessionário.
Pode isso parecer autoritarismo, posição retrógrada, inquisitório ou seja lá como quiserem chamar. Mas é bom lembrar que religião não é um consenso humano. O simples fato de todos se reunirem e determinarem leis humanas dizendo que tal coisa não é mais delito, não muda as leis de Deus. Se fosse assim, quando o povo de Deus no deserto, diante da ausência de Moisés, se reuniu e entraram em consenso de fazer um bezerro de ouro para o adorar, Deus deveria ter respeitado, ja que o que vale é o consenso humano, a opinião popular. E sabemos que não foi isso que aconteceu, Deus que deve ser adorado somente e unicamente, corrigiu o seu povo (Ex 32, 1-10).
NO ENTANTO
“A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade” (Catecismo, n. 2272).
No entanto, segundo o canonista Pe. Jesus Hortal, “a mulher, não raramente, não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro das circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1º, 3º e 5º”[8]. Tais circunstâncias são: a posse imperfeita do uso da razão, o forte ímpeto da paixão ou a coação por medo grave. A culpa maior cabe ao aborteiros. Isso significa que nem sempre a mulher na qual se realizou o aborto, será excomungada.
Então, como o próprio arcebispo de Olinda e Recife falou, a menina, não está em excomunhão, por não ter a posse perfeita do uso da razão, pois não completou ainda 16 anos de idade de acordo com o Cânon 1323.
SÓ LEMBRANDO
Para que os excomungados retornem à comunhão com a Igreja, basta refletir sobre o delito, se arrependerem dele e confessarem-se ao Bispo ou Sacerdote para isso delegado.
FINALIZANDO
A Igreja é mãe e quer o melhor para a saúde expiritual (principalmente) dos seus filhos, mesmo que isso vá de encontro convicções da sociedade. Para ela todo o ser humano tem igual dignidade, seja ainda feto, tendo 9 anos ou no fim de sua vida terrena.
Não basta ser católico, tem que compreender o que Deus concedeu à sua Igreja: o papel de defender a verdade!
Deus nos ajude a compreender isso.
Ivanildo Silva
nildocom@gmail.com
Frases como:
A Igreja insiste no erro. Igreja é retrógrada. Dom José age como inquisitor e tantas outras que já foram feitas e que ainda serão.
É bom que fique bem claro uma coisa, não foi Dom José Cardoso Sobrinho quem excomungou os envolvidos no ato do aborto, (independente da situação que certamente ninguém desejaria no que ocorresse com um de sua família), mas sim eles próprios incorreram em um delito contra as leis da Igreja.
O assunto é muito polêmico e sei que muitos católicos pensando na menina de 9 anos (pois até eu ainda hoje só em pensar fico chocado) são à favor de tal situação. Infelizmente por não conhecer bem a doutrina da Igreja e o que ela realmente pensa a respeito de tais assuntos.
O QUE É EXCOMUNHÃO?
Quando faço parte de uma instituição, o faço por concordar com suas idéias e doutrinas, se as trangrido, logo não estou em comunhão com os demais do grupo que dela fazem parte. No caso da Igreja que considera o aborto um homicídio (e não há exceção) quem não concorda lógicamente não está em comunhão com ela.
Quanto à excomunhão por causa de aborto, é claro que sendo o aborto um assassinato, nessa medida, todos o que o praticam cometem homicídio e sabem que estão cometendo um homicídio, portanto automaticamente, mesmo que a Igreja não venha a ter o conhecimento de tal ato, as pessoas estão excomungadas, ou seja, fora da comunhão!
Esta sentença categórica que vem dos primórdios do cristianismo, persistiu na Igreja até o Código de Direito Canônico atual, que prevê a excomunhão para o delito:
“Cânon 1398. Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Ou seja, 'quem cometeu tal ato exclui-se automaticamente da comunhão da Igreja Católica..."
O QUE ACARRETA?
A excomunhão exclui o fiel da Igreja, impedindo-o de participar da comunhão dos santos. Quem está excomungado, não pode, então, receber a Eucaristia e nenhum dos sacramentos a não ser o da penitência que o restabelece à comunhão. Além dos sacramentos, 'a pessoa está excluída também do funeral religioso, porque este é sinal de que o cristão viveu em comunhão com a Igreja'. Repito, Teria antes que confessar.
O pecado de aborto é absolvido pelo Bispo. Creio que hoje em dia a Igreja delega a determinados sacerdotes perdoar esse crime no confessionário.
Pode isso parecer autoritarismo, posição retrógrada, inquisitório ou seja lá como quiserem chamar. Mas é bom lembrar que religião não é um consenso humano. O simples fato de todos se reunirem e determinarem leis humanas dizendo que tal coisa não é mais delito, não muda as leis de Deus. Se fosse assim, quando o povo de Deus no deserto, diante da ausência de Moisés, se reuniu e entraram em consenso de fazer um bezerro de ouro para o adorar, Deus deveria ter respeitado, ja que o que vale é o consenso humano, a opinião popular. E sabemos que não foi isso que aconteceu, Deus que deve ser adorado somente e unicamente, corrigiu o seu povo (Ex 32, 1-10).
NO ENTANTO
“A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade” (Catecismo, n. 2272).
No entanto, segundo o canonista Pe. Jesus Hortal, “a mulher, não raramente, não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro das circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1º, 3º e 5º”[8]. Tais circunstâncias são: a posse imperfeita do uso da razão, o forte ímpeto da paixão ou a coação por medo grave. A culpa maior cabe ao aborteiros. Isso significa que nem sempre a mulher na qual se realizou o aborto, será excomungada.
Então, como o próprio arcebispo de Olinda e Recife falou, a menina, não está em excomunhão, por não ter a posse perfeita do uso da razão, pois não completou ainda 16 anos de idade de acordo com o Cânon 1323.
SÓ LEMBRANDO
Para que os excomungados retornem à comunhão com a Igreja, basta refletir sobre o delito, se arrependerem dele e confessarem-se ao Bispo ou Sacerdote para isso delegado.
FINALIZANDO
A Igreja é mãe e quer o melhor para a saúde expiritual (principalmente) dos seus filhos, mesmo que isso vá de encontro convicções da sociedade. Para ela todo o ser humano tem igual dignidade, seja ainda feto, tendo 9 anos ou no fim de sua vida terrena.
Não basta ser católico, tem que compreender o que Deus concedeu à sua Igreja: o papel de defender a verdade!
Deus nos ajude a compreender isso.
Ivanildo Silva
nildocom@gmail.com
Zagueiro do Juventus lança biografia na qual desaprova o uso da camisinha
O zagueiro Nicola Legrottaglie, do Juventus, deu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira para divulgar o lançamento da sua biografia em Turim.
O jogador, de 32 anos, revela passagens importantes da sua vida profissional e pessoal.
Sem medo de julgamento, fala sobre o seu lado religioso, afirma que continua na Velha Senhora por obra de Deus e defende a Igreja ao dizer que também não aprova o uso da camisinha.
Para ele, sexo só com a mulher certa.
A transformação de Legrottaglie, segundo ele mesmo conta, quando esteve perto de ser contratado pelo Besiktas, da Turquia. Na época, ele não queria a negociação, mas seu procurador fazia pressão, pois o time turco era o único interessado nos serviços do defensor.
- O momento mais importante da minha carreira foi esse.
A fé mudou a minha vida. Eu queria continuar em Turim e não entendia o por que deveria largar tudo para viver na Turquia com os muçulmanos. Eu queria ser um cristão entre os cristãos.
E, de uma hora para a outra, as negociações congelaram, o que ficou claro que foi obra de Deus - confessou.
Desde então, Legrottaglie, que tinha um estilo de vida polêmico, se tornou uma outra pessoa. Agora, defende até mesmo o pensamento da igreja e diz que não usa camisinha porque não precisa. Ele só faz sexo com a mulher certa.
- Não apoio o uso da camisinha para combater a Aids, porque seria melhor esperar pela mulher certa. É melhor escolher a pessoa certa do que ter relacionamentos com camisinha. Só vou me casar quando achar a pessoa certa. Até lá, vou me concentrar apenas em Deus - afirmou o zagueiro, que também opina sobre outro assunto polêmico: homossexualidade.
- Não é um problema. Tenho muitos amigos gays e sempre fui honesto com eles. Eles sabem como eu me sinto. Deus ama o pecador, mas não o pecado. - disse.
O jogador, de 32 anos, revela passagens importantes da sua vida profissional e pessoal.
Sem medo de julgamento, fala sobre o seu lado religioso, afirma que continua na Velha Senhora por obra de Deus e defende a Igreja ao dizer que também não aprova o uso da camisinha.
Para ele, sexo só com a mulher certa.
A transformação de Legrottaglie, segundo ele mesmo conta, quando esteve perto de ser contratado pelo Besiktas, da Turquia. Na época, ele não queria a negociação, mas seu procurador fazia pressão, pois o time turco era o único interessado nos serviços do defensor.
- O momento mais importante da minha carreira foi esse.
A fé mudou a minha vida. Eu queria continuar em Turim e não entendia o por que deveria largar tudo para viver na Turquia com os muçulmanos. Eu queria ser um cristão entre os cristãos.
E, de uma hora para a outra, as negociações congelaram, o que ficou claro que foi obra de Deus - confessou.
Desde então, Legrottaglie, que tinha um estilo de vida polêmico, se tornou uma outra pessoa. Agora, defende até mesmo o pensamento da igreja e diz que não usa camisinha porque não precisa. Ele só faz sexo com a mulher certa.
- Não apoio o uso da camisinha para combater a Aids, porque seria melhor esperar pela mulher certa. É melhor escolher a pessoa certa do que ter relacionamentos com camisinha. Só vou me casar quando achar a pessoa certa. Até lá, vou me concentrar apenas em Deus - afirmou o zagueiro, que também opina sobre outro assunto polêmico: homossexualidade.
- Não é um problema. Tenho muitos amigos gays e sempre fui honesto com eles. Eles sabem como eu me sinto. Deus ama o pecador, mas não o pecado. - disse.
domingo, 22 de março de 2009
Midianização e seus pressupostos.
Fico tão descontente , quando pessoas dizendo-se "católicas" , criticando a IGREJA CATÓLICA , alardeando sei lá o que , dizem palavras vazias e sem conteudo colocando a IGREJA contra a parede.
Midianizaram o episodio da menina , com coisa que foi a primeira vez que a IGREJA se coloca contrário ao aborto e não será pelo fato de ser lei que a IGREJA se furtara de se impor , defedendo a sacralidade da vida , mesmo que desagrade aos abortistas legalista.
No final das contas 3 inocentes , se salvou uma só. E quem disse que ela morreria com o prolongamento da gestação , a clinica médica abortista ?
O Brasil não é um pais laico , é um pais laicista , ou seja , ateu na questão comportamental e em outras áreas da sociedade modernista de que não tem nada haver.
Dá ouvido a Arnaldo Jabour , Datena , Dráuzio Varela entre outros , ao que se juntar no que diz a IGREJA , é demais e ainda com a máxima de se dizer católico. (ufrs !)
Quem é Arnaldo Jabour ? Quem é Datena ? Quem é Dráuzio Varela ? Quem é o semi-deus Lula , que se diz católico e queria levar uma mãe de "santo" em visita ao Vaticano , para se achar doutor em teologia para se posicionar em relação a um assunto que não lhe compete , mais ainda tem "católicos" que seguem esses , em seus comentários.
Existe pressupostos modernos que são maléficos para a sociedade e a IGREJA não se furtará nesta causa.
Criticar a IGREJA pelos "erros" cometidos pelos seus filhos como : Papa , Bispos , Padres , leigos isso desde que IGREJA é IGREJA acontece , isso não nos ofende não , só nos mostra que incomodando a minoria , que tem a midia em sua mão , estamos no caminho certo , e isso a mais de 2000 anos.
Quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão e a IGREJA não precisa de se posicionar em relação a isso , neste caso ela se pocisionou , com a alto excomunhão dos envolvidos, assim como a IGREJA afirmo : aborto é crime !
A direção do blog.
Leandro Costa.
Midianizaram o episodio da menina , com coisa que foi a primeira vez que a IGREJA se coloca contrário ao aborto e não será pelo fato de ser lei que a IGREJA se furtara de se impor , defedendo a sacralidade da vida , mesmo que desagrade aos abortistas legalista.
No final das contas 3 inocentes , se salvou uma só. E quem disse que ela morreria com o prolongamento da gestação , a clinica médica abortista ?
O Brasil não é um pais laico , é um pais laicista , ou seja , ateu na questão comportamental e em outras áreas da sociedade modernista de que não tem nada haver.
Dá ouvido a Arnaldo Jabour , Datena , Dráuzio Varela entre outros , ao que se juntar no que diz a IGREJA , é demais e ainda com a máxima de se dizer católico. (ufrs !)
Quem é Arnaldo Jabour ? Quem é Datena ? Quem é Dráuzio Varela ? Quem é o semi-deus Lula , que se diz católico e queria levar uma mãe de "santo" em visita ao Vaticano , para se achar doutor em teologia para se posicionar em relação a um assunto que não lhe compete , mais ainda tem "católicos" que seguem esses , em seus comentários.
Existe pressupostos modernos que são maléficos para a sociedade e a IGREJA não se furtará nesta causa.
Criticar a IGREJA pelos "erros" cometidos pelos seus filhos como : Papa , Bispos , Padres , leigos isso desde que IGREJA é IGREJA acontece , isso não nos ofende não , só nos mostra que incomodando a minoria , que tem a midia em sua mão , estamos no caminho certo , e isso a mais de 2000 anos.
Quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão e a IGREJA não precisa de se posicionar em relação a isso , neste caso ela se pocisionou , com a alto excomunhão dos envolvidos, assim como a IGREJA afirmo : aborto é crime !
A direção do blog.
Leandro Costa.
sábado, 21 de março de 2009
Bênçãos eletrizantes
À frente de trio elétrico, padre quer comandar bloco e arrebanhar fiéis no Carnaval da Bahia
Carnaval em Salvador só tem graça com música axé tocada em cima do trio elétrico e muita cerveja para os foliões , certo ? Não.
No próximo ano, um novo bloco promete mudar essa receita tradicional, vai ter muita música, mas bebida alcoólica será proibida.
Criado pelo padre Marco Lázaro, de 31 anos, o Carnafé é o mais recente lance dos padres-cantores da Igreja Católica. À frente do trio elétrico Jesus Cristo 2000, Pe Marco Lázaro pretende mostrar que a festa pagã também pode ser usada para catequizar fiéis.
"Juntar a música carismática com axé tem tudo a ver com a Bahia", diz o padre.
A base do repertório do Carnafé serão as músicas da banda católica Dom de Deus, que tem Pe Marco Lázaro como letrista e cantor.
Os abadás, que darão direito à participação no bloco, serão trocados por cestas básicas.
Só falta a bênção final da Igreja.
Antes de Pe Marco Lázaro pensar em aventurar-se no Carnaval, seus dons musicais já eram conhecidos pelos freqüentadores da Igreja de Nossa Senhora da Piedade.
Em agosto, porém, o padre foi proibido pelos superiores de continuar celebrando missas.
O motivo foi o excesso de tempo dedicado à música e pelo barulho , um certo incômodo para os colegas da Ordem dos Capuchinhos, à qual pertence, não são novidade na trajetória do padre Marco Lázaro.
Com o objetivo de ser um comunicador religioso, ele estudou Filosofia, Jornalismo e Ciências Sociais e hoje, cursa Marketing.
O Carnafé prova que Pe Marco Lázaro aprendeu rápido o mais novo ofício.
CDs de padres carismáticos estão nas paradas de sucesso musicais como Pe Marcelo Rossi que é o mais famoso dos padres-cantores seus dois CDs venderam mais de 4,5 milhões de cópias. Padre Zeca ex-surfista em Ipanema, seu primeiro CD vendeu 150 mil cópias.
Padre Zezinho foi o pioneiro , suas músicas fazem sucesso há 20 anos.
Carnaval em Salvador só tem graça com música axé tocada em cima do trio elétrico e muita cerveja para os foliões , certo ? Não.
No próximo ano, um novo bloco promete mudar essa receita tradicional, vai ter muita música, mas bebida alcoólica será proibida.
Criado pelo padre Marco Lázaro, de 31 anos, o Carnafé é o mais recente lance dos padres-cantores da Igreja Católica. À frente do trio elétrico Jesus Cristo 2000, Pe Marco Lázaro pretende mostrar que a festa pagã também pode ser usada para catequizar fiéis.
"Juntar a música carismática com axé tem tudo a ver com a Bahia", diz o padre.
A base do repertório do Carnafé serão as músicas da banda católica Dom de Deus, que tem Pe Marco Lázaro como letrista e cantor.
Os abadás, que darão direito à participação no bloco, serão trocados por cestas básicas.
Só falta a bênção final da Igreja.
Antes de Pe Marco Lázaro pensar em aventurar-se no Carnaval, seus dons musicais já eram conhecidos pelos freqüentadores da Igreja de Nossa Senhora da Piedade.
Em agosto, porém, o padre foi proibido pelos superiores de continuar celebrando missas.
O motivo foi o excesso de tempo dedicado à música e pelo barulho , um certo incômodo para os colegas da Ordem dos Capuchinhos, à qual pertence, não são novidade na trajetória do padre Marco Lázaro.
Com o objetivo de ser um comunicador religioso, ele estudou Filosofia, Jornalismo e Ciências Sociais e hoje, cursa Marketing.
O Carnafé prova que Pe Marco Lázaro aprendeu rápido o mais novo ofício.
CDs de padres carismáticos estão nas paradas de sucesso musicais como Pe Marcelo Rossi que é o mais famoso dos padres-cantores seus dois CDs venderam mais de 4,5 milhões de cópias. Padre Zeca ex-surfista em Ipanema, seu primeiro CD vendeu 150 mil cópias.
Padre Zezinho foi o pioneiro , suas músicas fazem sucesso há 20 anos.
Papa a sacerdotes: maior dedicação à penitência e à direção espiritual
Formar a consciência dos fiéis retamente, «prioridade pastoral»
O Papa exortou os sacerdotes a cuidarem especialmente da formação de uma reta consciência nos fiéis, através sobretudo do sacramento da Penitência e da direção espiritual.
Em uma mensagem aos participantes do curso sobre o «Fórum Interno», organizado pelo tribunal da Penitenciaria Apostólica, que a Santa Sé divulgou no sábado passado (14 de março), o Papa afirma que esta questão é «prioritária».
«Neste novo tempo, constitui sem dúvida uma de nossas prioridades pastorais formar retamente as consciências dos crentes – explicou o Papa – estimulando-as a perceber cada vez melhor o sentido do pecado.»
Este sentido do pecado, acrescentou, «hoje, em parte, está o perdido ou, pior ainda, obscurecido por um modo de pensar e viver "etsi Deus non daretur" , segundo a conhecida expressão de Grócio, que está agora de grande atualidade, e que denota um relativismo fechado ao verdadeiro sentido da vida».
Contudo, este obscurecimento do sentido do pecado provocou um aumento dos «sentimentos de culpa , que se quiseram eliminar com remédios paliativos insuficientes», acrescenta.
Diante disso, propõe a necessidade de uma maior dedicação dos sacerdotes a este campo, especialmente através da catequese, da homilia e da direção das almas na confissão.
Hoje mais que nunca, afirma, precisamos «de mestres de espírito sábios e santos: um importante serviço eclesial, para o que é necessária sem dúvida uma vitalidade interior que deve implorar-se como dom do Espírito Santo mediante a oração prolongada e intensa e uma preparação específica que se adquiri com cuidado».
«Nos diversos contextos em que se encontrarão vivendo e trabalhando, procurem manter sempre viva em si mesmos a consciência de dever ser dignos ministros da misericórdia divina e educadores responsáveis das consciências.»
A respeito disso, propôs como modelo o Cura d'Ars, São João Maria Vianney, agora no 150º aniversário de sua morte.
Dele se escreveu que «na catequese que ministrava cada dia a crianças e a adultos, na reconciliação que administrava aos penitentes e nas obras impregnadas dessa caridade ardente, que ele obtinha da santa Eucaristia como de uma fonte, avançou até tal ponto que difundiu em todo lugar seu consenso e aproximou muitos sabiamente de Deus», recorda o Papa.
Por outro lado, afirma que neste campo, a pregação, mais concretamente as homilias, são um veículo muito importante de formação dos fiéis.
«A homilia, que, com a reforma querida pelo Concílio Vaticano II, voltou a adquirir seu papel sacramental dentro do único ato de culto constituído pela liturgia da Palavra e pela da Eucaristia, é sem dúvida a forma de pregação mais difundida, com a qual cada domingo se educa a consciência de milhões de fiéis», afirma.
É necessário, adverte, adaptar a pregação à mentalidade contemporânea. Também aconselha, no campo da catequese, não deixar de utilizar os meios telemáticos necessários, pois «oferecem oportunidades providenciais para anunciar, de forma nova e mais próxima das sensibilidades contemporâneas, a perene e imutável Palavra de verdade que o Divino mestre confiou à sua Igreja».
O Papa exortou os sacerdotes a cuidarem especialmente da formação de uma reta consciência nos fiéis, através sobretudo do sacramento da Penitência e da direção espiritual.
Em uma mensagem aos participantes do curso sobre o «Fórum Interno», organizado pelo tribunal da Penitenciaria Apostólica, que a Santa Sé divulgou no sábado passado (14 de março), o Papa afirma que esta questão é «prioritária».
«Neste novo tempo, constitui sem dúvida uma de nossas prioridades pastorais formar retamente as consciências dos crentes – explicou o Papa – estimulando-as a perceber cada vez melhor o sentido do pecado.»
Este sentido do pecado, acrescentou, «hoje, em parte, está o perdido ou, pior ainda, obscurecido por um modo de pensar e viver "etsi Deus non daretur" , segundo a conhecida expressão de Grócio, que está agora de grande atualidade, e que denota um relativismo fechado ao verdadeiro sentido da vida».
Contudo, este obscurecimento do sentido do pecado provocou um aumento dos «sentimentos de culpa , que se quiseram eliminar com remédios paliativos insuficientes», acrescenta.
Diante disso, propõe a necessidade de uma maior dedicação dos sacerdotes a este campo, especialmente através da catequese, da homilia e da direção das almas na confissão.
Hoje mais que nunca, afirma, precisamos «de mestres de espírito sábios e santos: um importante serviço eclesial, para o que é necessária sem dúvida uma vitalidade interior que deve implorar-se como dom do Espírito Santo mediante a oração prolongada e intensa e uma preparação específica que se adquiri com cuidado».
«Nos diversos contextos em que se encontrarão vivendo e trabalhando, procurem manter sempre viva em si mesmos a consciência de dever ser dignos ministros da misericórdia divina e educadores responsáveis das consciências.»
A respeito disso, propôs como modelo o Cura d'Ars, São João Maria Vianney, agora no 150º aniversário de sua morte.
Dele se escreveu que «na catequese que ministrava cada dia a crianças e a adultos, na reconciliação que administrava aos penitentes e nas obras impregnadas dessa caridade ardente, que ele obtinha da santa Eucaristia como de uma fonte, avançou até tal ponto que difundiu em todo lugar seu consenso e aproximou muitos sabiamente de Deus», recorda o Papa.
Por outro lado, afirma que neste campo, a pregação, mais concretamente as homilias, são um veículo muito importante de formação dos fiéis.
«A homilia, que, com a reforma querida pelo Concílio Vaticano II, voltou a adquirir seu papel sacramental dentro do único ato de culto constituído pela liturgia da Palavra e pela da Eucaristia, é sem dúvida a forma de pregação mais difundida, com a qual cada domingo se educa a consciência de milhões de fiéis», afirma.
É necessário, adverte, adaptar a pregação à mentalidade contemporânea. Também aconselha, no campo da catequese, não deixar de utilizar os meios telemáticos necessários, pois «oferecem oportunidades providenciais para anunciar, de forma nova e mais próxima das sensibilidades contemporâneas, a perene e imutável Palavra de verdade que o Divino mestre confiou à sua Igreja».
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