quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A proibição à ordenação de mulheres é definitiva?

Nota da Igreja sobre a ordenação de mulheres
Algumas pessoas me perguntam se a decisão da Igreja de não ordenar mulheres, confirmada pelo Papa João Paulo II na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 maio 1994), se é definitiva e válida para sempre. A Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano foi consultada sobre esta questão, e respondeu que SIM. 
Portanto, a discussão desse assunto deve ser encerrada na Igreja, e os católicos e católicas devem aceitar na “obediência da fé” (Rom 1,5) esse ponto de doutrina que o Papa e o magistério da Igreja definiram como verdade de fé. Sugiro que os fiéis leiam a importante Carta Apostólica do Papa João Paulo II sobre a dignidade e a vocação da mulher: “Mulieris Dignitatem”, para melhor entender o assunto.
Em 28/10/95 esta Congregação emitiu uma Nota que confirma o caráter definitório e irrevogável do pronunciamento do S. Padre João Paulo II. O Papa afirmou que segundo a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, em relação ao sacramento da Ordem,  nem Jesus Cristo nem algum sucessor de Apóstolo conferiu a ordenação sacerdotal a mulheres, tanto entre os cristãos ocidentais como entre os orientais. O Papa se baseou no procedimento do próprio Cristo, que não chamou mulheres para a Última Ceia (na qual instituiu e conferiu o sacramento da Ordem). Segundo ele a Igreja não tem autorização para mudar este ponto. Eis o que disse o Papa João Paulo II: “Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.
A decisão do Papa, por mais precisa que fosse, deixou margem a dúvidas sobre o caráter revogável ou não de tal sentença. As dúvidas foram levadas à Congregação para a Doutrina da Fé, que em Nota datada de 28/10/95, respondeu em favor da irrevogabilidade da sentença.
Em seguida publicamos o texto em que a autoridade competente explicita o sentido da Declaração do Papa.
Dúvida: “Se a doutrina segundo a qual a Igreja não tem faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, proposta como definitiva na Carta Apostólica “Ordinatio sacerdotalis”, deve ser considerada pertencente ao depósito da fé.”
Resposta: Afirmativa. “Esta doutrina exige um assentimento definitivo, já que, fundada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, é proposta infalivelmente pelo magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 25, 2). Portanto, nas presentes circunstâncias, o Sumo Pontífice, no exercício de seu ministério próprio de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina, com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que deve ser mantido sempre, em todas as partes e por todos os fiéis, enquanto pertencente ao depósito da fé.”
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação. Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 28 de outubro de 1995. + JOSEPH Cardeal RATZINGER – Prefeito/+ TARCÍSIO BERTONE – Secretário
Fonte: Revista “Pergunte e Responderemos”: N. 407/1996, pp. 153-155; e N. 492/2003, p. 266.
A Nota da Congregação para a Doutrina da Fé  transcrita cita a Constituição Lumen Gentium nº 25, que reza o seguinte:
“A infalibilidade da qual quis o Divino Redentor estivesse sua Igreja dotada ao definir doutrina de fé e Moral, tem a mesma extensão do depósito da Revelação Divina, que deve ser santamente guardado e fielmente exposto. Esta é a infalibilidade de que goza o Romano Pontífice, o Chefe do Colégio dos Bispos, em virtude de seu cargo, quando, com ato definitivo, como Pastor e Mestre Supremo de todos os fiéis que confirma seus irmãos na fé (cf. Lc 22, 32), proclama uma doutrina sobre a fé e os costumes. Esta é a razão por que se diz que suas definições são irreformáveis por si mesmas e não em virtude do consentimento da Igreja, pois são proferidas com a assistência do Espírito Santo a ele prometida na pessoa do Bem-aventurado Pedro. E por isto não precisam da aprovação de ninguém nem admitem apelação a outro tribunal. Pois neste caso o Romano Pontífice não se pronuncia como pessoa particular, mas expõe ou defende a doutrina da fé católica como Mestre supremo da Igreja universal, no qual, de modo especial, reside o carisma da infalibilidade da própria Igreja”.
“São estes conceitos que fundamentam o caráter definitório e irrevogável da Carta Apostólica 'Ordinatio Sacerdotalis'. Deve-se ainda enfatizar que a posição assumida pela Igreja Católica não implica depreciação da mulher, pois, na verdade, o sacerdócio é uma função de serviço muito mais do que uma honra ou promoção. O único carisma que realmente se deve almejar, é o ágape ou o amor cristão (cf. 1 Cor 13, 1-13). Na sua Carta Apostólica sobre a Dignidade da Mulher (15/08/1988) o S. Padre lembra que o homem e a mulher são diferentes e complementares entre si, de modo que têm suas funções específicas tanto na sociedade civil como na Igreja; os maiores no Reino dos Céus não são os ministros, mas são os Santos. De resto, observa S. Santidade que à mulher foca um papel de preeminência sobre o homem, que é o de educar o futuro cidadão, talvez chefe e dirigente de projeção na sociedade. Nunca o homem poderá retribuir à mulher que ela assim lhe presta; cf. nº 18.” (D. Estevão Bettencourt)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O padre que corrigiu Einstein‏

Mário Eugênio Saturno
Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 
Pesquisador convidado da NASA (National Aeronautics and Space Administration) para o projeto AQUA, 
Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas. Email: saturno@dea.inpe.br.


Durante milhares de anos, pergunta-se sobre a existência do universo. De onde vem tudo isso? 
Foi criado como ensina a Igreja? Ou terá sempre existido, conforme a tese de muitos filósofos? 
E quem está correto? Neste século uma resposta apareceu no horizonte para iluminar nossas mentes em nosso maior enigma.
Em 1917, no monte Wilson, nos Estados Unidos, foi construído o maior telescópio. Esse telescópio deu-nos uma nova visão do cosmo. Na mesma época, Albert Einstein desenvolvia sua Teoria da Relatividade Geral. Nessa teoria, o universo de Einstein, necessariamente estaria se contraindo ou se expandindo, não poderia ser estático. Einstein acreditava, como todos, que o universo era estático, assim, ele introduziu um truque em suas equações: a constante cosmológica.
Logo surgiu quem contestasse esse artifício. Entre eles um padre católico e também astrofísico, nascido na Bélgica, em 17 de julho de 1894, Georges Lemaitre. Lemaitre graduou-se engenheiro civil e serviu como oficial de artilharia durante a Primeira Guerra Mundial. Depois, entrou no seminário e tornou-se Padre em 1923. Então, estudou na Universidade de Cambridge e no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT). Em 1927, ele tornou-se professor de astrofísica da Universidade de Louvain e propôs a Teoria do Átomo Primitivo (depois conhecida como Teoria do Big Bang).
Lemaitre acreditava que ciência e religião podem se complementar. E, como outros padres cientistas que tiveram grande importância, coube a Lemaitre corrigir o maior erro de Einstein.
Lemaitre estudou teologia e matemática. Sabia mais sobre as fórmulas da Relatividade que o próprio autor. Formulou suas próprias idéias sobre a criação do universo, afirmando que houve um momento de início, a partir do que ele chamou de átomo primordial. Uma origem cataclísmica, hoje chamada de Big Bang (grande explosão). Enfrentou Einstein, mas não conseguiu convencê-lo, nem a comunidade científica.
Foi Edwin Hubble quem colocou fim à disputa. No início de 1920, Hubble foi ao observatório do monte Wilson para provar que os borrões de luz (as nebulosas espirais) no céu eram exteriores à Via Láctea, ou seja, eram outras galáxias. Com muito esforço, guiou o telescópio noites seguidas para produzir uma única fotografia (já que a luz é muito fraca) da galáxia Andrômeda.
De repente, o tamanho do universo foi aumentado em um bilhão de vezes, mostrando-nos a nossa tamanha pequenez. Com o tempo ele aprendeu a medir a distância pelo brilho. Então, ele descobriu, observando a luz que a galáxia emitia, se uma galáxia estava em movimento e quão rápidas estavam. Deduziu sua lei: quanto mais longe de nós está uma galáxia, mais rápido ela se afasta. E todas estavam se afastando de nós, sugerindo a expansão do universo.
Em 1931, quando Einstein foi visitar Hubble, Lemaitre viajou para a Califórnia para confrontá-los. Usando a matemática de Einstein e as observações de Hubble, Lemaitre convenceu-os de que a expansão era real e no passado houve um início, uma grande explosão. Nascia a cosmologia moderna.
Mas não foi ainda a vitória do Big Bang, houve oposição. Em 1948, Fred Hoyle propôs a Teoria do Estado Constante, afirmando que o universo não teve um começo como descrito por Lemaitre.
A grande questão levantada por Hoyle era: se houve uma explosão, cadê a radiação de fundo por todo o universo? Então, os cientistas partidários do Big Bang souberam o que procurar.
Em 1965, Bob Wilson, trabalhando para os Laboratórios Bell em uma antena em forma de corneta descobriu um ruído que aparecia por onde quer que apontasse. E, juntamente com seu colega Arno Penzel descobriram a ruído de fundo que comprovou o Big Bang.
Alguns dias após o anúncio da descoberta, em 1966, Lemaitre morreu. Pôde testemunhar em vida a prova de que a Igreja estava certa ao afirmar que o universo teve um início explicado na fórmula de Einstein, expressa na matemática de Deus.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Decapitando o Papa


Decapitando o Papa(um ultraje ao Santo Padre feito na PUC-SP)

Em novembro de 2012, Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo e grão-chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) nomeou a professora Anna Maria Marques Cintra como reitora da instituição. Isso foi feito em respeito ao Estatuto da PUC-SP, que diz:
Art. 28 – São atribuições do Grão-Chanceler:
[...]
II – escolher e nomear o Reitor, dentre os professores de uma lista tríplice organizada e encaminhada pelo Conselho Universitário, nos termos dos arts. 15, inciso XXII e 29 deste Estatuto[1].
O Conselho Universitário havia elegido três nomes: Dirceu de Melo, Francisco Serralvo e Anna Maria Marques Cintra. Dom Odilo escolheu esta última. Alunos e professores se rebelaram porque a professora nomeada pelo Cardeal ocupava o terceiro lugar na lista. Mas tal rebelião não tinha sentido: se o grão-chanceler fosse obrigado a escolher o mais votado da lista tríplice, por que motivo haveria uma lista tríplice? Depois de se discutir o caso no Poder Judiciário, foi concedido à professora Anna Cintra o direito de ocupar o cargo de reitora.
Foi durante esse clima de rebeldia que a “Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona” foi até o pátio central da PUC-SP, onde há uma grande Cruz, e fez uma encenação de decapitação do Papa Bento XVI.
O que ocorreu, conforme o vídeo[2], foi muitíssimo mais do que uma manifestação de descontentamento de estudantes pela nomeação da professora Anna Cintra. Foi um ato de gravíssimo ultraje e escárnio à pessoa do Papa Bento XVI e à fé católica.
A encenação começa com um trecho da “Ave-Maria” entoado diante da Cruz e de um boneco de grande tamanho, com uma mitra na cabeça, representando o Santo Padre. Entra então um homem com arma em punho gritando repetidas vezes “Golpistas não passarão!”[3]. Atores e espectadores repetem esse refrão até o barulho da explosão de uma bomba junto à Cruz. Segue-se a conversa com o boneco, a quem os atores escarnecem chamando-o de “Dona Benta”. Novamente ao som da “Ave-Maria”, o boneco fala, com sotaque estrangeiro, pedindo atenção para os novos “mandamentos”. Após o anúncio de cada “mandamento”, atores e espectadores vaiam. As vaias dirigem-se à virtude da castidade e ao respeito pela vida intrauterina. A proibição da fornicação, da anticoncepção, do homossexualismo, da pornografia e do aborto, tudo isso é objeto de zombaria. Ao fim, um ator munido de uma motosserra corta a cabeça do boneco sob os aplausos frenéticos dos espectadores. Após a execução capital, segue-se uma dança na presença do boneco decapitado e da Cruz.
Os atores, facilmente reconhecíveis pelo vídeo, uma vez que pertencem à Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona (www.teatroficina.com.br), incorreram no crime previsto no artigo 208 do Código Penal:
Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
A conduta também não está longe da tipificada no artigo 286, ou seja, a incitação ao crime, em particular ao crime de homicídio e ao de injúria. A gravidade do fato aumenta por ter sido praticado dentro de uma universidade pontifícia e às vésperas da chegada do Santo Padre ao Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Se nenhuma providência for tomada, os fautores da “cultura da morte” poderão sentir-se encorajados não só a renovar as agressões morais à pessoa do Papa, mas até a atentar contra a sua vida!
Diante de tais acontecimentos, objeto de indignação nacional e internacional, impõe-se o início de uma ação penal pública, prerrogativa e dever do Ministério Público, conforme reza a Constituição Federal (art. 129, I, CF), sob pena de prevaricação (art. 319, CP).


Desagravo a Dom Odilo Scherer

Excelentíssimo Cardeal Dom Odilo Scherer
Digníssimo Arcebispo de São Paulo (SP)

Manifestamos nossa solidariedade a Vossa Eminência no triste episódio de rebelião de alunos e professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo contra a nomeação da professora Anna Maria Marques Cintra como reitora, em perfeita conformidade com o Estatuto da instituição.
Manifestamos ainda nosso pasmo e assombro diante do inqualificável ultraje e escarnecimento à pessoa do Papa Bento XVI feito ao ar livre dentro da Universidade pela “Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona” num ato denominado “ocupação da PUC-SP pela democracia”. Segundo o vídeo, disponível emhttp://vimeo.com/54748381 e http://www.youtube.com/watch?v=rhxZupJ08Z8, os “atores” conversam com um boneco de grande tamanho representando o Santo Padre, chamam-no injuriosamente de “Dona Benta”, escarnecem longamente dos Dez Mandamentos e simplesmente cortam a cabeça do boneco com uma motosserra.
Além de incorrerem na pena do artigo 208 do Código Penal, (“ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo”), os participantes do macabro espetáculo infringiram gravemente a disciplina da Universidade, em especial causando danos ao patrimônio moral da instituição (art. 127, III, Estatuto da PUC-SP). E tudo isso às vésperas da visita do Santo Padre ao Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013!
Pedimos a Vossa Eminência que, nos termos dos artigos 133 e seguintes do Estatuto da Universidade, solicite à Magnífica Reitora a instauração de uma sindicância e de um processo administrativo para apurar os fatos e aplicar as sanções disciplinares aos autores do ultraje que estejam sob sua jurisdição.
Pedimos ainda que a Universidade, por seu órgão jurídico, promova a competente ação de responsabilidade civil por danos morais contra a “Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona”.
Convém lembrar às autoridades da PUC-SP que o fato ultrapassou os limites de uma rebelião contra a nomeação da Reitora e atingiu a pessoa do Sumo Pontífice e a honra de todos os que professam a fé católica.
Desde já comprometemo-nos a manter nossa solidariedade a Vossa Eminência diante de todas as possíveis críticas que possa sofrer por esse ato de coragem.
Pedindo sua bênção, subscrevemo-nos.

Nota: o desagravo pode ser enviado a Dom Odilo por correio à Caixa Postal 1670, 01064-970 – São Paulo – SP, por fax ao número (11)3825-6806 e por e-mail ao endereço casaepiscopal@terra.com.br.


Notícia-crime ao Ministério Público de São Paulo

Excelentíssimo Procurador Geral de Justiça de São Paulo

Vimos à presença de Vossa Excelência relatar os fatos que seguem e pedir o início de uma ação penal em face dos responsáveis.
Foi postado no dia 02 de dezembro de 2012 em
http://vimeo.com/54748381 e no dia 25 de dezembro de 2012 em http://www.youtube.com/watch?v=rhxZupJ08Z8 um vídeo intitulado “Decapitando o Papa na PUC”, que apresenta uma encenação teatral ao ar livre feita pela “Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona” na “ocupação da PUC-SP pela democracia”. O que ocorreu, conforme o vídeo, foi um ato de gravíssimo ultraje e escarnecimento à pessoa do Papa Bento XVI e à fé católica. Os “atores” conversam com um boneco de grande tamanho representando o Santo Padre, chamam-no injuriosamente de “Dona Benta”, escarnecem longamente os Dez Mandamentos e, por fim, simplesmente cortam a cabeça do boneco com uma motosserra.
Os agentes, facilmente reconhecíveis pelo vídeo, uma vez que pertencem à Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona (www.teatroficina.com.br), incorreram no crime previsto no artigo 208 do Código Penal (“Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa...”), de ação pública incondicionada. Sua conduta também não está longe da incitação ao crime (art. 286, CP), em particular ao crime de homicídio e injúria.
Considerando como circunstâncias agravantes o lugar em que o delito foi praticado (dentro de uma Universidade Pontifícia) e a ocasião em que foi praticado (na proximidade da visita do Santo Padre ao Brasil), solicitamos a oferta de denúncia aos responsáveis, o que constitui prerrogativa e dever do Ministério Público.
Atenciosamente, subscrevemo-nos.

Nota: a notícia-crime pode ser enviada ao Ministério Público de São Paulo, Rua Riachuelo, 115, Centro, 01007-904 – São Paulo – SP, telefone (11)3119-9816, e-mail: pgj-sp@mp.sp.gov.br



[2] O vídeo, intitulado “Decapitando o Papa na PUC”, foi postado no dia 02 de dezembro de 2012 emhttp://vimeo.com/54748381 e no dia 25 de dezembro de 2012 em http://www.youtube.com/watch?v=rhxZupJ08Z8.
[3] Alusão à nomeação da professora Ana Cintra, considerada um “golpe” à democracia.
Anápolis, 11 de fevereiro de 2013.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Esboço de programação SBT detalhado


SEGUNDA-FEIRA

05:00 Futuração – Ação para o futuro, o futuro em ação.
05:45 Campo Rural – Com Cristine Alcalá
06:05 É de Manhã RJ – SP: Analice Nicolau
06:50 É de Manhã BRASIL – Com Rodolfo Gamberini e Renata Capucci
*07:50 TV Animal – Com Richard e Luisa Mel
**08:30 Mais Saúde – Com Gisela Savioli e Roque Savioli
09:30 Bom dia e Cia
***10:30 Manhã SBT – Com Márcia Pfeitier
11:50 SBT RIO
12:40 Jornal da Tarde – Com Marcelo Torres e Karyn Bravo
****13:20 SBT TV – Com Helen Ganzarolli – Fábio Judice – Mirela Santos
14:00 Programa Livre – Com André Vasco ou André Marques (ou Evaristo Costa)
16:00 Cinema em Casa
*****18:00 Republica – Seriado Jovem
18:30 Novela
19:10 TJ RJ – Capital e regional.
19:30 SBT Brasil
20:20 Novela

21:00 SEG: Amigo da Onça – TER: Astros – QUA: Cante se Puder – QUI: Esquadrão da Moda – SEX: Família Brasileira (Comédia) – Com Tom Cavalcanti e Paulo Gustavo.

22:00 Programa do Ratinho. Com o quadro RISADARIA.

23:15 SEG: SBT Repórter – Com Hermano Hering; - TER: Os Melhores do Mundo (comédia) – QUA: De Frente com Gabi – QUI: Conexão Repórter – Com Roberto Cabrini – SEX: Qual é a música? – Com César Filho

00:15 Jornal do SBT – Com Maria Cristina Poli. Editor chefe: Sergio Fernandes. Formato parecido com o apresentado por ela na TV Cultura. Contratar Kenedy Alencar.

01:00 Seriado
02:00 Seriado
03: 00 Sessão Madruga

*Esse programa pode fazer parte da grade da programação convidando os artistas do SBT. Relatando as experiências com animais de estimação com um quis. Sempre dois convidados. Reportagem com Luisa Mel. Caso ache curto o período da programação infantil pequena ele pode ser uma idéia futura.
**Programa já exibido por eles em rádio. O nome já diz o foco do programa.
***Programa matinal de assuntos variados. Moda, jornalismo, tema pautado, música, comédia etc...
****Mais um programa para falar do SBT. Mostrar bastidores de gravação, erros de gravação, projetos dos artistas da casa, falar de novos programas, cultura, cinema... Baú SBT, Onde tudo começou... Entre outros quadros.
*****Seriado Jovem. Um grupo de universitário se encontram numa republica, onde nascerá uma forte amizade, namoro, ciúmes e muita diversão. A república em tempo atrás tinha uma boate no porão. Descoberto por eles, vira point jovem. Com as habilidades musicais dos jovens eles passam a serem empresários do local. Poderia até fazer alusão a tragédia de Santa Maria com relatos dos pais. Podendo até fazer uma homenagem aos jovens que perderam a vida  na tragédia da vida real. Trazendo a realidade das faculdades também. 

SABADO

05:00 Chaves / Chapolim
06:00 Futuração
06:40 Campo Rural
07:15 Sábado Animado – Com Patati e Patatá
10:00 Lance Esportivo – Com Rafael Ribeiro e Carol Barcelos
11:50 SBT RIO
12:40 Jornal da Tarde
13:20 Vip TV – Com Elen Ganzaroli entrevista artistas do SBT ‘invadindo’ a privacidade de cada um.
14:20 Programa Raul Gil
18:00 Programa Livre
19:10 TJ RJ
19:30 SBT BRASIL
20:20  CARROCEL

21:00 SHOW DOS ARTISTAS – Um musico apresentará e convidará outros artistas, fazendo uma grande festa. Criar alguns quadros ou só se apresentar mesmo.

22:00 A PRAÇA É NOSSA

00:00 CINE BELAS ARTES

01:50 Sábado a Noite – Com Fábio Judice.
03:00 Sessão Madruga
05:00 Seriado I
06:00 Seriado II

DOMINGO

06:30 Pesca Alternativa
07:30 Brasil Caminhoneiro
08:30 A Grande Ideia
09:30 VRUM
10:30 Eu e as Crianças - Com o quadro JOVENS TALENTOS na apresentação Raul Gil
12:00 DOMINGO LEGAL
15:00 ELIANA
18:00 Informe SBT - Com Carlos Nascimento e Renata Vasconselos. Um terceiro apresentador para falar de esporte. 
20:00 Programa Silvio Santos
00:00 De Frente com Gabi
01:00 True Blood
02:00 Sessão Madruga



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Toma JEAN WYLLYS.

EMAIL DE PAULISTANA DÁ LIÇÃO DE MORAL NO DEP. JEAN WYLLYS.

Date: Mon, 17 Dec 2012 19:34:12 -0200 
From: 
To: dep.jeanwyllys@camara.leg.br 
Subject: Um minuto de sua atenção, deputado. 
São Paulo, 17 de dezembro de 2012.

V. Exa. deputado Jean Wyllys,

Chamo-me Renata e resido em São Paulo. Sou cidadã brasileira, casada, mãe de família e profissional.O intuito dessa mensagem é dirigir-me a V. Exa. no sentido de expor-lhe, data venia, minha indignação e repúdio a diversas mensagens que V. Exa. postou em seu twitter, como resposta à primeira mensagem oficial do Santo Padre enviada por este meio de comunicação.

O senhor, em uma clara mensagem que incita o ódio e a humilhação ao Papa, afirma diversas acusações contra a Igreja Católica. Duas coisas me chamaram a atenção: primeiro, o senhor, como uma pessoa pública e representante do povo brasileiro que o elegeu (este povo, que em último censo realizado pelo IBGE mostrou-se majoritariamente religioso), teve uma postura desrespeitosa e impertinente.

Gostaria de lembrá-lo que o Papa é um chefe de Estado. Aos chefes de Estado deve-se o respeito e a consideração, por mais que discordemos de suas posturas éticas, filosóficas ou religiosas. O senhor, neste ponto, considerou-se acima do respeito devido a um chefe de Estado. 

Em segundo lugar, eu quero pedir-lhe que me envie as fontes "primárias" que comprovem TODAS as acusações que o senhor levantou contra a Igreja Católica. Quero lembrá-lo que, para tanto, será necessário ir às fontes, não aos impropérios que qualquer professor de cursinho repete, sem nem mesmo saber o que faz, nas aulas de História, completamente ideologizadas pela visão marxista antireligiosa.

O senhor em seus comentários deveria, por força de justiça, junto com suas acusações à Igreja, dizer quais foram os bens legados e ainda hoje mantidos pela MAIOR INSTITUIÇÃO DE CARIDADE EXISTENTE NA FACE DA TERRA. Se não o fez, prova que a intenção não era a de simplesmente discordar da visão do Santo Padre e da Igreja Católica, mas a de incitar o ódio contra eles. O senhor deveria, por exemplo, citar que a Igreja Católica criou os conceitos de:

- Universidade,

- Hospital (com seu ápice em São Camilo de Lelis, o qual foi o fundador dos padres e freiras que se dedicam aos cuidados dos doentes e que deu origem à "Cruz Vermelha")

- Atendimento "humanizado", baseado na antropologia cristã de que somos todos imagens e semelhança de Deus. Aqui, vale lembrar que na India, por exemplo, o sistema de castas afirma que existem os "intocáveis", que não devem nem ser tocados pelas pessoas de castas superiores – vide o trabalho de Madre Teresa de Calcutá)

- Avanço nos estudos astronômicos (uma pequena pesquisa pode fazê-lo ver que grande parte das estrelas e demais corpos celestes mais importantes receberam nomes de padres jesuítas, exímios astrônomos)

- Genética (o monge beneditino Gregor Mendel é considerado o pai da Genética por ter sido o primeiro a perceber que os fatores hereditários transmitiam-se de acordo com uma proporção matemática evidenciável)

- Cuidado de doentes incuráveis (os leprosários onde ninguém queria entrar eram cuidados por padres e freiras cujos nomes permanecem no mais total anonimato, mas que foram heróis da caridade, muitas vezes vindo a morrer pelas doenças transmitidas pelos doentes dos quais cuidavam desinteressadamente)

- Caridade: apesar de a máxima "fazer aos outro o que quer que ele lhe faça" ser universal, não podemos negar que ela encontrou um eco forte e vigoroso entre os cristãos, especialmente os católicos (vide São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, São Vicente de Paulo e tantos e tantos católicos que não vão nunca aparecer na mídia, mas que são os verdadeiros herois da humanidade) 

- Ecologia – o respeito pela criação, que vibra tão pujantemente das palavras e ações do "pobre de Assis".

…

Como podemos evidenciar, deputado, sua mensagem deixou muita coisa por dizer. Evidenciou uma verdade distorcida, caluniadora e de fracos argumentos. Entendemos que, com isso, o senhor não teve uma verdadeira intenção de contrapor-se às ideias do Papa, mas em desrespeitá-lo e levar outros a fazer o mesmo.

Concluo esta mensagem pedindo-lhe que venha a público desculpar-se pelo viés causado por suas mensagens e também pedir-lhe que, em um próxima vez, lembre-se que com a fé das pessoas não se brinca; se respeita, por mais que delas discordemos.

Atenciosamente,

Renata Gusson.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O que é Dogma?


Dogma é uma verdade revelada por Deus, e, como tal, diretamente proposta pela Igreja à nossa fé.
A Revelação, fonte do dogma, dá a conhecer o ensinamento divino em seu próprio conceito: tal é a primazia de Pedro e de seus discípulos e, como consequência, a infalibilidade pontifícia. Para que uma verdade revelada seja um dogma é necessário que este proponha diretamente à nossa fé por uma definição solene da Igreja o pelo ensinamento de seu magistério ordinário.
No Evangelho se sublinha várias vezes a natureza da fé. Está descrita como uma adesão ao ensinamento divino anunciado por Cristo ou pregada em seu nome e com sua autoridade pelos Apóstolos. No Evangelho de São Marcos encontramos:
"Depois lhes disse: 'Ide pelo mundo e pregai a boa nova a toda criação. O que crer e for batizado se salvará; o que não crer, será condenado.'" (Mc 16,15-16).
"A fé é garantia do que se espera; a prova das realidades que não se vêem. Foi ela que valeu aos nossos ancestrais." (Hb 11,1-2).
Do século I ao IV, esta doutrina se manifesta pela insistência com a qual os Santos Padres afimaram a obrigação de crer integramente na doutrina ensinada por Jesus Cristo aos Apóstolos. Para que o ensinamento divino contido nas Sagradas Escrituras seja um dogma são necessárias duas condições:
1. O sentido deve estar suficientemente manifestado.
2. Esta doutrina deve ser proposta pela Igreja como revelada. Quando o texto das escrituras estiver definido pela Igreja como contendo um dogma revelado, com sentido preciso e determinado, é um dever estrito para os exegetas católicos aceitá-lo.
Para nosso crescimento, listamos abaixo boa parte dos Dogmas da nossa Igreja:
Dogmas sobre Deus
1. A Existência de Deus
2. A Existência de Deus como Objeto de Fé
A Unicidade de Deus
3. Deus é Eterno
4. Santíssima Trindade
Dogmas sobre Jesus Cristo
1. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência
2. Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
3. Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física
4. Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
5. Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
6. Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
7. Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
8. Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai
Dogmas sobre a Criação do Mundo
1. Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
2. Caráter temporal do mundo
3. Conservação do mundo
Dogmas sobre o Ser Humano
1. O homem é formado por corpo material e alma espiritual
2. O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação
3. O homem caído não pode redimir-se a si próprio
Dogmas Marianos
1. A Imaculada Conceição de Maria
2. Maria, Mãe de Deus
3. A Assunção de Maria
4. A Virgindade perpétua de Maria
Dogmas sobre o Papa e a Igreja
1. A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
2. Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição
3. O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja
4. O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra
5. A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
Dogmas sobre os Sacramentos
1. O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
2. A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
3. A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo
4. A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação
5. A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
6. Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue
7. A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
8. A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
9. O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento
Dogmas sobre as Últimas Coisas (Escatologia)
1. A Morte e sua origem
2. O Céu (Paraíso)
3. O Inferno
4. O Purgatório
5. O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo
6. A Ressurreição dos Mortos no Último Dia
7. O Juízo Universal
Informativo Editora Cleofas.

Homossexualismo: vício contra a natureza.


Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Um amigo que várias vezes defendeu-me enquanto estava sendo processado pelo uso da palavra “abortista” publicou um artigo em que afirma não crer que o homossexualismo seja antinatural.
Não é fácil nem agradável corrigir um amigo. Mas a Escritura fala da correção fraterna como de um dever grave, por cuja omissão deveremos prestar contas a Deus (ver, por exemplo, Ez 3).
Constrangido pelo dever, escrevo no intuito de demonstrar que os atos libidinosos praticados entre pessoas do mesmo sexo são antinaturais. Servir-me-ei de Santo Tomás de Aquino: não de sua autoridade, mas de sua argumentação, que é puramente racional e não cita um versículo sequer de Bíblia quando trata desse assunto.
Na Suma Teológica, o santo doutor pergunta “se o vício contra a natureza é o pecado maior nas espécies de luxúria” (II-II, q. 154, a. 12). Começando por enumerar as possíveis objeções à sua tese — como costuma fazer - o Aquinate depois vai ao “corpo” do artigo e explica que “a pior corrupção é a do princípio”. Um pecado que corrompe a natureza do ato conjugal — como o a bestialidade (conjunção carnal com animais), o homossexualismo (conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo), as práticas aberrantes no acasalamento (entre pessoas de sexo diverso) e a masturbação (excitação sexual solitária) — é mais grave do que um pecado que “apenas contraria o que está determinado pela reta razão, resguardando-se os princípios naturais” — como o adultério (ato sexual entre uma pessoa casada e outra que não o próprio cônjuge) e a fornicação (ato sexual entre um homem e uma mulher solteiros).
O homossexualismo pertence à primeira classe dos pecados de luxúria. Ele não se contenta em usar da natureza contra a reta razão: viola a própria natureza. Entre os vícios contra a natureza, ele ocupa o segundo lugar, perdendo apenas para a bestialidade. Talvez seja por sua especial gravidade que esse pecado tenha sido escolhido como motivo de “orgulho”, com marchas, campanhas e ameaça de perseguição aos discordantes (“homofóbicos”). Quem exalta o homossexualismo deve fazê-lo com a intenção de afrontar a Deus ao máximo.
Mas o que é a natureza? O mesmo que essência ou quididade. É aquilo que caracteriza a coisa em sua intimidade. Responde à pergunta: “o que é a coisa?”
Se perguntarmos: “o que é o ato sexual?”, a resposta deverá incluir três notas: adualidade, a complementaridade e a fecundidade. Não pode haver um ato sexual solitário (masturbação), pois isso fere a dualidade. Não basta que haja duas pessoas, é preciso que elas sejam complementares (fisiológica e psicologicamente): um homem e uma mulher. É preciso ainda que tal ato seja realizado de modo a abrir-se à procriação: ele é naturalmente fecundo. Nada disso existe nos atos de homossexualismo.
Segundo o Direito Canônico — que extrai suas fontes tanto da Revelação quanto do Direito Natural — diz-se que o matrimônio foi consumado “se os cônjuges realizaram entre si, de modo humano, o ato conjugal apto por si para a geração da prole, ao qual por sua própria natureza se ordena o matrimônio, e pelo qual os cônjuges se tornam uma só carne” (cânon 1061, §1º). Este ato consiste em: erectio (ereção), penetratio (penetração),ejaculatio in vaginam (ejaculação dentro da vagina).
Os que não entendem que o homossexualismo seja antinatural, talvez usem “natural” no sentido de “habitual”. O hábito, porém, não se confunde com a natureza. Um hábito acrescentado à natureza produz uma inclinação que a natureza, por si só, não tem. Um hábito contrário à natureza é capaz de inclinar a faculdade a agir contra a natureza. Tal inclinação habitual, não é, porém, natural.
No entanto, diz um provérbio que “o hábito é uma segunda natureza”, isto é, tanto o hábito quanto a natureza produzem alguma tendência. Se a tendência produzida pelo hábito aperfeiçoa a natureza (a tendência de comer moderadamente, adquirida pela repetição de mortificações do paladar), ótimo. Se a tendência produzida pelo hábito corrompe a natureza (a tendência de praticar conjunção carnal com pessoas do mesmo sexo adquirida pela repetição de atos homossexuais), péssimo.
O movimento homossexualista tem tudo a ver com a causa antivida. Ele tenta destruir a família, que o saudoso Beato João Paulo II chamava “o santuário da vida”. Se quisermos verdadeiramente defender a vida, temos que defender com todas as forças a virtude dacastidade, que regula o instinto sexual segundo a razão. É aos puros de coração que Jesus fez esta maravilhosa promessa: “verão a Deus” (Mt 5, 8).