segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Entrevista exclusiva com a cantora Adriana

Na última sexta, Belém, mais uma vez, se animou e compareceu em peso e de coração aberto à 13ª noite do Círio Musical, para acompanhar o show da cantora Adriana. Em cerca de duas horas, muita emoção e louvor tomaram conta do público que gritava e, também, cantava todos os sucessos deste grande nome da música católica, além de conhecerem ‘Minha Graça Te Basta’, lançamento do próximo disco ‘Coisas Que Vivi’, que já está disponível em pré-venda.

Após um belíssimo show, repleto de grandes sucessos, como ‘A Chave do Coração’, ‘Tocar Em Tuas Vestes’ e ‘Abraço de Pai’, a cantora paulista concedeu uma entrevista ao nosso coordenador Antonio Anderson, no camarim.








Existe ainda um certo nervosismo, antes ou após o show, mesmo após tanto tempo de carreira?

Acho que nervosismo, não, pois cada missão tem um diferencial. Quando a gente vai a uma mesma cidade, sempre há aquela expectativa de reencontrar... Enfim, acho que a palavra não seria essa “nervosismo” e, sim uma expectativa. Aquele friozinho na barriga? É, pode ser.

Já que você disse que cada missão tem um diferencial, tem algum show ou evento que foi mais marcante na sua vida?

É difícil falar de um show que é mais marcante, a gente viaja a muitos lugares. Aqui no Brasil, a gente já tem uma expectativa muito boa, mas quando a gente vai pra fora do Brasil, é outra realidade; mas, cada uma tem sua particularidade, é difícil, impossível, falar de um.

E qual sua música favorita?

Ah, a mesma coisa (risos). É igual mãe falar de filho... É difícil falar de uma música, mas tem algumas músicas que são imprescindíveis, eu tenho que cantar, preciso cantar: ‘Qual é a Chave?’, ‘Abraço de Pai’, ‘Lindo Céu’... Essas músicas especiais pra mim, mas eu nunca gravei música para “encher lingüiça” – como a gente fala no interior de São Paulo -, mas eu gravo as músicas que eu gostei, me identifiquei...

Vários cantores, de diversos gêneros, católicos ou não, começaram cantando ou tocando na Igreja. Quando você decidiu cantar para Deus?

Sempre! Eu sempre cantei na Igreja e o que eu vivo hoje é uma conseqüência de ter começado a cantar na Igreja. Então, eu não decidi “Eu vou ser cantora, hoje”, eu comecei servindo à Paróquia e, hoje, eu vivo uma conseqüência de muitos anos cantando na Paróquia.

Este ano, a Jake, o Pe. Antônio Maria e alguns outros acompanharam todo o Círio, então, quando vai ser sua vez de acompanhar todo ele conosco: Transladação, Círio...?

Uai, é só a gente ser convidado (risos) e, também, a gente ter a oportunidade de vir, abrir um pouco mais a agenda, para que a gente possa vir pra cá, dispor de mais tempo para ficar uns dias a mais. A gente ta com uma vida muito corrida, a mil! Mas, eu não tenho dúvida que vai chegar o momento que eu vou poder vir, com certeza.

E qual a emoção de estar novamente, em Belém, no Círio de Nazaré?

Pra mim, é sempre muito especial, eu já disse isso em outra entrevista, é sempre muito especial estar no Círio, poder cantar pra esse povo de Belém do Pará, que eu amo, e a experiência de poder cantar a intimidade que eu tenho com Nossa Senhora porque eu venho aqui e celebro a minha intimidade com Deus.

Bate e volta!

Deus: É tudo.

Família: Minha base.

Amor: O maior dom que Deus deu.

Perseverança: Uai, é você buscar aquilo que é vontade de Deus pra você.

Música: A tradução do meu coração.

Uma palavra ou frase: “Deus não muda uma história senão para deixá-la melhor”.

Vida: Vida é vida! É que to fazendo aqui.

Adriana por Adriana: Adriana por Adriana... É um coração desejoso de poder, cada vez mais, servir a quem Deus confiar.

Fonte: Grupo PCV - http://grupopcv.blogspot.com/2011/10/entrevista-exclusiva-com-cantora.html


Novas regras para concessões não agradam rádios comunitárias

Uma portaria publicada nessa semana pelo Ministério das Comunicações estabelece novas regras e novos critérios para a seleção das entidades interessadas em prestar o serviço de rádios comunitárias do país. De acordo com ogoverno, as mudanças procuram atender a uma das principais reclamações das rádios comunitárias, que é a burocracia no processo de novas concessões.

Além de aumentar o prazo para a inscrição das entidades interessadas em operar o serviço de 45 para 60 dias, a norma prevê a elaboração periódica de planos nacionais de outorgas, que devem estabelecer um calendário antecipando os avisos de habilitação que serão lançados.

Isso permite que as entidades interessadas possam se preparar para participar do processo. Os avisos de habilitação deverão priorizar a universalização do serviço e o atendimento da demanda reprimida.

Portaria define o que pode ser veiculado como apoio cultural

A portaria também deixa mais claros os critérios para renovação das outorgas e define o que pode ou não ser veiculado como apoio cultural, que é o único tipo de publicidade que as rádios comunitárias podem ter.

"O objetivo é tornar o processo de outorga mais célere e mais qualificado, no sentido de tentar valorizar alguns aspectos das entidades que de fato contribuem para a execução do serviço de radiodifusão comunitária", explica o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Octavio Pieranti.

Para o coordenador executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), José Sóter, a divulgação antecipada dos avisos de habilitação é um avanço, mas o ideal seria um processo de aviso permanente, que permitisse que as entidades interessadas pudessem pedir a autorização a qualquer momento. Mas, segundo Pieranti, o sistema atual, com prazos pré-determinados para a habilitação, permite que a análise do ministério seja mais rápida, além de tornar o processo mais justo.

"Um aviso permanente significa que tem mais chances de serem contempladas aquelas que se apresentarem primeiro, e não necessariamente esse é um bom critério, muito pelo contrário."

Anatel irá fiscalizar conteúdo das emissoras

Outra queixa comum das emissoras comunitárias é em relação à fiscalização sobre os aspectos técnicos e sobre o conteúdo veiculado nessas rádios. O representante da Abraço critica a rigidez da fiscalização que, segundo ele, acaba prejudicando a sobrevivência das emissoras.

"A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) é um carrasco para as rádios comunitárias e um capataz das rádios comerciais", classifica.

A fiscalização das questões técnicas relacionadas às rádios comunitárias sempre ficou a cargo da Anatel, mas só a partir deste ano é que a agência ficou responsável por verificar também aspectos do conteúdo das emissoras, como o respeito à proibição de propagandas comerciais e o limite máximo de veiculação de apoio cultural.

Segundo Pieranti, a mudança tem o intuito de aproveitar melhor a estrutura da Anatel, que está presente em todos os estados e tem os equipamentos e a mão de obra necessários para o serviço.

"Conteúdo seria com Ministério da Cultura e não com rádios comerciais

"Mas as rádios comunitárias não gostaram da alteração e pedem que o governo reveja sua posição.

"Nós refutamos essa transferência, se tivesse que passar para algum órgão fiscalizar o conteúdo seria o Ministério da Cultura e não os capangas das rádios comerciais", afirma Sóter.

A reportagem entrou em contato com a Anatel para obter uma resposta em relação às críticas, mas não obteve retorno sobre o pedido de entrevista.Se a fiscalização do governo é considerada extremamente rígida pelas rádios comunitárias, para as emissoras comerciais ela é "praticamente inexistente".

O diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Moura, diz que existem muitas rádios travestidas de comunitárias, que veiculam comerciais e têm grade de programação fixa.

"Essas emissoras acabam trazendo uma concorrência desleal com as emissoras comerciais, que têm uma série de encargos fiscais, tributários e trabalhistas, que as rádios comunitárias não têm", diz o representante da Abert.

Fonte: Agência Brasil.


sábado, 15 de outubro de 2011

Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção.

Segundo o policial militar João Dias Ferreira, ministro do Esporte recebeu propina nas dependências do ministério
Rodrigo Rangel
As fraudes no programa Segundo Tempo são investigadas há mais de três anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades

NA MIRA
As fraudes no programa Segundo Tempo são investigadas há mais de três anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades

No ano passado, a polícia de Brasília prendeu cinco pessoas acusadas de desviar dinheiro de um programa criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas. O grupo era acusado de receber recursos do Ministério do Esporte através de organizações não governamentais (ONGs) e embolsar parte do dinheiro. Chamava atenção o fato de um dos principais envolvidos ser militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ex-candidato a deputado e amigo de pessoas influentes e muito próximas a Orlando Silva, o ministro do Esporte. Parecia um acontecimento isolado, uma coincidência. Desde então, casos semelhantes pipocaram em vários estados, quase sempre tendo figuras do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Agora, surgem evidências mais sólidas daquilo que os investigadores sempre desconfiaram: funcionava dentro do Ministério do Esporte uma estrutura organizada pelo partido para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada. E o mais surpreendente: o ministro Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário do esquema.

Em entrevista a VEJA, o policial militar João Dias Ferreira, um dos militantes presos no ano passado, revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos. Dinheiro de impostos dos brasileiros que deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes, mas que acabou no bolso de alguns figurões e no caixa eleitoral do PCdoB. O relato do policial impressiona pela maneira rudimentar como o esquema funcionava. As ONGs, segundo ele, só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O partido indicava desde os fornecedores até pessoas encarregadas de arrumar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias. O militar conta que Orlando Silva chegou a receber, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério do Esporte, remessas de dinheiro vivo provenientes da quadrilha: “Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia o dinheiro na garagem” (veja a entrevista na edição de VEJA desta semana). João Dias dá o nome da pessoa que fez a entrega. Parte desse dinheiro foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.

O programa Segundo Tempo é repleto de boas intenções. Porém, há pelo menos três anos o Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União desconfiam de que exista muita coisa além da ajuda às criancinhas. Uma das investigações mais completas sobre as fraudes se deu em Brasília. A capital, embora detentora de excelentes indicadores sociais, foi muito bem aquinhoada com recursos do Segundo Tempo, especialmente quando o responsável pelo programa era um político da cidade, o então ministro do Esporte Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. Coincidência? A investigação mostrou que não. A polícia descobriu que o dinheiro repassado para entidades de Brasília seguia para entidades amigas do próprio Agnelo, que por meio de notas fiscais frias apenas fingiam gastar a verba com crianças carentes. Agnelo, pessoalmente, foi acusado de receber dinheiro público desviado por uma ONG parceira. O soldado João Dias, amigo e aliado político de Agnelo, controlava duas delas, que receberam 3 milhões de reais, dos quais dois terços teriam desaparecido, de acordo com o inquérito. Na ocasião, integrantes confessos do esquema concordaram em falar à polícia. Contaram em detalhes como funcionava a engrenagem. O soldado João Dias, porém, manteve-se em silêncio sepulcral — até agora.

Na entrevista, o policial afirma que, na gestão de Agnelo Queiroz no ministério, o Segundo Tempo já funcionava como fonte do caixa dois do PCdoB — e que o gerente do esquema era o atual ministro Orlando Silva, então secretário executivo da pasta. Por nota, a assessoria do governador Agnelo disse que as relações entre ele e João Dias se limitaram à convivência partidária, que nem sequer existe mais. VEJA entrevistou também o homem que o policial aponta como o encarregado de entregar dinheiro ao ministro. Trata-se de Célio Soares Pereira, 30 anos, que era uma espécie de faz-tudo, de motorista a mensageiro, do grupo que controlava a arrecadação paralela entre as ONGs agraciadas com os convênios do Segundo Tempo. “Eu dirigia e, quase todo mês, visitava as entidades para fazer as cobranças”, contou. Casado, pai de seis filhos, curso superior de direito inconcluso, Célio trabalha atualmente como gerente de uma das unidades da rede de academias de ginástica que o soldado João Dias possui. Célio afirma que, além do episódio em que entregou dinheiro ao próprio Orlando Silva, esteve pelo menos outras quatro vezes na garagem do ministério para levar dinheiro. “Nessas vezes, o dinheiro foi entregue a outras pessoas. Uma delas era o motorista do ministro”, disse a VEJA. O relato mais impressionante é de uma cena do fim de 2008. “Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”, conta.

Célio afirma que um dirigente do PCdoB, Fredo Ebling, era encarregado de indicar a quem, quando e onde entregar dinheiro. “Ele costumava ir junto nas entregas. No dia em que levei o dinheiro para o ministro, ele não pôde ir. Me ligou e disse que era para eu estar às 4 e meia da tarde no subsolo do ministério e que uma pessoa estaria lá esperando. O ministro estava sentado no banco de trás do carro oficial. Ele abriu o vidro e me cumprimentou. O motorista dele foi quem pegou a caixa com o dinheiro e colocou no porta-malas do carro”, afirma. Funcionário de carreira do Congresso Nacional, chefe de gabinete da liderança do partido na Câmara dos Deputados, Fredo Ebling é um quadro histórico entre os camaradas comunistas. Integrante da Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB nacional, ele foi candidato a senador e a deputado por Brasília. Em 2006, conseguiu um lugar entre os primeiros suplentes e, no final da legislatura passada, chegou a assumir por vinte dias o cargo de deputado federal. João Dias diz que Fredo Ebling era um dos camaradas destacados por Orlando Silva para coordenar a arrecadação entre as entidades. O policial relata um encontro em que Ebling abriu o bagageiro de seu Renault Mégane e lhe mostrou várias pilhas de dinheiro. “Ele disse que ia levar para o ministro”, afirma. Ebling nega. “Eu não tinha esse papel”, diz. O ex-deputado diz que conhece João Dias, mas não se lembra de Célio.

A lua de mel do policial com o ministério e a cúpula comunista começou a acabar em 2008, quando passaram a surgir denúncias de irregularidades no Segundo Tempo. Ele afirma que o ministério, emparedado pelas suspeitas, o deixou ao léu. “Eu tinha servido aos interesses deles e de repente, quando se viram em situação complicada, resolveram me abandonar. Tinham me prometido que não ia ter nenhum problema com as prestações de contas.” O policial diz que chegou a ir fardado ao ministério, mais de uma vez, para cobrar uma solução, sob pena de contar tudo. No auge da confusão, ele se reuniu com o próprio Orlando Silva. “O Orlando me prometeu que ia dar um jeito de solucionar e que tudo ia ficar bem”, diz. O ministro, por meio de nota, confirma ter se encontrado com o policial. Diz que o recebeu em audiência, mas nega que soubesse dos desvios ou de cobrança de propina. “É uma imputação falsa, descabida e despropositada. Acionarei judicialmente os caluniadores”, afirmou o ministro, em nota.

Em paralelo às investigações oficiais, João Dias respondeu por desvio de conduta na corporação militar. A Polícia Militar de Brasília oficiou ao ministério em busca de informações sobre os convênios. A resposta não foi nada boa para o soldado: dizia que ele estava devendo 2 milhões aos cofres públicos por irregularidades nas prestações de contas. João Dias então subiu o tom das ameaças. Em abril de 2008, quando foi chamado à PM para dar satisfações e tomou conhecimento do ofício, ele procurou pessoalmente o então secretário nacional de Esporte Educacional, Júlio Cesar Filgueira, para tirar satisfação. O encontro foi na secretaria. O próprio João Dias conta o que aconteceu: “Eu fui lá armado e dei umas pancadas nele. Dei várias coronhadas e ainda virei a mesa em cima dele. Eles me traíram”. Júlio Filgueira, também filiado ao PCdoB de Orlando Silva, era responsável por tocar o programa. A pressão deu certo: o ministério expediu um novo ofício à Polícia Militar amenizando a situação de Dias. O documento pedia que fosse desconsiderado o relatório anterior. A agressão que João Dias diz ter cometido dentro da repartição pública passou em branco. “Eles não tiveram coragem de registrar queixa porque ia expor o esquema”, diz o soldado. Indagado por VEJA, o gabinete de Orlando Silva respondeu que “não há registro de qualquer agressão nas dependências do Ministério do Esporte envolvendo estas pessoas”. O ex-secretário Júlio Filgueira, que deixou o cargo pouco depois da confusão, confirma ter recebido o policial mas nega que tenha sido agredido. “Ele estava visivelmente irritado, mas essa parte da agressão não existiu”, diz. A polícia e o Ministério Público têm uma excelente oportunidade para esclarecer o que se passava no terceiro tempo no Ministério do Esporte. As testemunhas, como se viu, estão prontas para entrar em campo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Trânsito ainda mata muito no país

O Globo - 09/10/2011

O Código de Trânsito Brasileiro dotou o país de uma legislação bem mais rigorosa para punir abusos dos motoristas. Por sua vez, a Lei Seca, com as blitzes para reprimir a mistura de álcool e direção, uma das maiores causas de tragédias nas vias brasileiras, melhorou visivelmente as estatísticas de acidentes. Um balanço do Ministérios da Saúde dava conta, ano passado, de que o cerco a irresponsáveis que dirigem sob efeito de bebidas alcoólicas resultou, desde a vigência da lei, em 2008, numa redução de 6,2% da taxa de óbitos em todo o território nacional (no Rio de Janeiro, o estado mais bem-sucedido nessa política, a queda dos índices de morte chegou a 32%).

São números positivos, mas não o suficiente para que se dê por vencida a luta por um trânsito em que a quantidade de tragédias seja menos vergonhosa. Pelo contrário. Acidentes com veículos ainda matam muita gente nas nossas vias. O Brasil é o quinto país com mais mortes no trânsito, diz a Organização Mundial de Saúde, com um índice de óbitos três vezes maior do que o considerado aceitável pela OMS. São 18,3 mortes por cem mil habitantes a cada ano, contra médias inferiores a seis em países dentro do padrão do organismo.

Mais: levantamento da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório para o licenciamento de veículos, registra que 160 pessoas morrem todo dia no trânsito brasileiro. É um número que impressiona - e que se torna apavorante se comparado ao total de civis mortos por dia no Iraque em 2006 (77 pessoas) e 2007 (68), o biênio de maior violência no país após a invasão americana, em 2003. O drama vivido pelas famílias diretamente envolvidas nessa carnificina é imensurável. Mas a fatura que fica espetada na conta da sociedade é concreta: se essa curva não for revertida, mesmo com a redução de danos obtida com o CTB e a Lei Seca, estima-se que o número de mortes no trânsito continue aumentando a uma taxa de 4% ao ano, com 150 mil óbitos e 500 mil feridos até 2014, um custo ao país de R$140 bilhões em resgate, tratamento de feridos e perda de produtividade das vítimas.


A constatação de que os índices de mortalidade no trânsito têm sido significativamente engordados pelas vítimas de acidentes com motos, como mostrou O GLOBO semana passada, apenas aumenta a gravidade do problema. No geral, as tragédias no trânsito têm causas bem identificadas - fiscalização falha que enfraquece a legislação, por mais dura que seja a lei; ruas e estradas mal pavimentadas e com sinalização deficiente, e, indiretamente, o aumento da frota de veículos (motos, inclusive) em circulação no país. Registre-se ainda um fator que, se não contribui diretamente com a morbidez estatística, dá bem a medida da insuficiente importância com que o tema é tratado institucionalmente pelo poder público: o trânsito não está representado no primeiro escalão federal. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão máximo do setor, ocupa o quinto escalão da hierarquia de Brasília.(Mas que não se invente um Ministério do Trânsito!)

Há, portanto, muito o que mudar em termos de política pública para o trânsito e de comportamento dos motoristas para reduzir as tragédias que a cada ano atingem milhares de famílias do país.

Cristo Redentor é homenageado em sessão solene na Câmara

Por iniciativa do deputado federal Hugo Leal (PSC/RJ), a Câmara dos Deputados realizou ontem (10/10) uma sessão solene pelos 80 anos do Cristo Redentor, considerado uma das novas Sete Maravilhas do mundo moderno. Estiveram presentes, além de deputados e autoridades, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, o reitor do Santuário do Cristo Redentor, padre Omar Raposo, além do diretor-geral da Rádio Catedral, padre Leandro Cury, e o representante do governo do estado, Luiz Carlos Pugialli.

Durante a solenidade, Hugo Leal lembrou a importância da data. “Essa homenagem de hoje ao Cristo tem o desejo de nos fazer refletir sobre a grandeza espiritual de nossa nação e sobre a alma generosa de um povo que aspira a uma situação humanamente mais digna e de progressos sociais”, disse o deputado.

Leal lembrou ainda a vocação do povo brasileiro para a diversidade. “Somos, sim, um povo vocacionado para o reconhecimento do valor da diversidade, uma atitude adequada a um tempo de graves problemas de ordem moral e de valores. Mas, ao olharmos a imagem do Cristo Redentor em tempos de incerteza, que põem à prova a solidez das convicções e a força dos laços que unem a nossa sociedade, sempre encontramos ali uma mensagem de esperança, justiça e solidariedade”, completou Hugo.

Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta também representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na solenidade, em Brasília. “Agradeço as homenagens litúrgicas, sociais, esportivas, culturais e de governo que o Cristo Redentor vem recebendo. O monumento é, com certeza, um dos símbolos mais emblemáticos do Brasil, da América Latina e até do mundo. Aproveito a oportunidade para agradecer também a todos os que trabalharam na construção do monumento. A proteção do Redentor, para todos nós, é abençoada e acolhedora”, afirmou Dom Orani.

Durante toda a semana, até a próxima quarta-feira, dia 12/10, o Cristo Redentor será homenageado em ações sociais, eventos religiosos e shows.

foto: Fernando Chaves

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Hugo Leal integra Comissão da Câmara para acompanhar preparativos da JMJ Rio 2013

O deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ) foi indicado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para integrar a futura Comissão Externa que será criada no Legislativo Federal para organizar, fiscalizar e acompanhar os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ Rio) no Rio de Janeiro. A realização do evento na cidade foi anunciada pelo Papa Bento XVI no último dia 21 de agosto, em Madri, na Espanha. A data prevista para o encontro no Brasil é de 23 a 28 de julho e a expectativa é reunir mais de dois milhões de jovens peregrinos.

“É necessário garantir qualidade de serviços e segurança aos milhares de jovens que estarão no nosso país”, afirma o deputado. Hugo ressaltou que a JMJ promovida pela Igreja Católica é um grande encontro que reúne milhares de jovens para celebrar e aprender a fé católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas.

A Cruz e o ícone de Nossa Senhora, símbolos da JMJ, chegaram ao Brasil no dia 15 de setembro em Brasília, vindos da Espanha, e encaminhados para a Nunciatura Apostólica. No Brasil, a Cruz peregrina vai passar por 275 dioceses, percorrendo 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em dezembro de 2012, os ícones visitarão o Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina, retornando em janeiro de 2013 para continuar a peregrinação em solo brasileiro até chegarem ao Rio de Janeiro, em abril, onde aguardarão a realização da 27ª Jornada Mundial da Juventude.

A JMJ é celebrada anualmente, mas, em intervalos de dois ou três anos, uma cidade é escolhida para celebrar a Grande Jornada, na qual participam pessoas do mundo inteiro.

Madri – Hugo Leal foi um dos representantes da Câmara dos Deputados durante a viagem à capital da Espanha, que acompanhou a jornada entre os dias 15 e 21 de agosto, convidado pela CNBB. “Foi muito emocionante toda a visita a Madrid no último fim de semana da Jornada Mundial da Juventude. A vinda da Jornada para o Rio de Janeiro vai mobilizar não só a comunidade católica, mas toda a sociedade brasileira”, afirmou o deputado.

Hugo Leal lembrou que o evento trará o Papa Bento XVI pela segunda vez ao Rio de Janeiro, além de jovens católicos de todas as partes do mundo, e deixará para a cidade um legado positivo. “Com certeza, assim como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a JMJ agregará valores à nossa cidade. Teremos mais visibilidade das ações culturais e sociais e ainda mais organização das nossas igrejas”, salienta. “Além disso, a JMJ movimentará a economia carioca e incentivará o turismo na cidade”, completa.

A Jornada Mundial da Juventude é um dos principais eventos criados pela Igreja Católica nos últimos anos. Idealizada pelo Papa João Paulo II, em 1986, desde sua primeira edição, em diferentes países, já reuniu milhões de jovens peregrinos.

Sessão Solene – Por iniciativa do deputado Hugo Leal, na próxima segunda-feira (10/10), às 10h, a Câmara dos Deputados realiza, em Brasília, Sessão Solene em homenagem aos 80 anos do monumento Cristo Redentor na cidade do Rio de Janeiro. A imagem, eleita uma das novas Sete Maravilhas do Mundo, é um dos principais ícones da Cidade Maravilhosa e do Brasil e representa pra toda a sociedade uma mensagem de fé. Entre outras autoridades convidadas para participarem da homenagem, Dom Orani Tempesta, bispo diocesano da Arquidiocese do Rio de Janeiro já confirmou presença.

sábado, 8 de outubro de 2011

Pastoral do Transito - Exemplo no Transito e na Vida

Pastoral do Trânsito



A Pastoral do Trânsito é um movimento católico que tem como finalidade promover a educação, a conscientização e a cidadania no trânsito com o intuito de reduzir os acidentes que vitimam milhares de famílias brasileiras.

A Pastoral do Trânsito foi fundada em 2010 através da Organização Não- Governamental Salvando Vidas, que já existe desde 2003 e que hoje é o braço jurídico da pastoral.

O trabalho desenvolvido pela Pastoral do Trânsito consiste na realização de campanhas educativas e palestras em escolas, faculdades e empresas, além de distribuição de kits de educação no trânsito para crianças, camisas e DVDs. A pastoral também cria e indica projetos de segurança no trânsito (lombadas eletrônicas, colocação de faixas de pedestres, placas de sinalização, aumento do ângulo de curvas e etc.).

Temos como parceiros associações, cidades, empresas, escolas, faculdades, igrejas, paróquias e voluntários.

PALAVRAS DE SABEDORIA

Meus irmãos do volante, muitos acidentes são cometidos por motoristas que não ligam para as normas de trânsito.

Esta atitude anti-social levou Tillman e Hobbs (1949) a dizer que: "É provável que tais pessoas também não levem muito a sério as observâncias de outras leis e que não se importam em constituir um certo peso para a sociedade e usa e abusa de todo tipo de assistência social e financeira".

Meus irmãos do volante vamos dar um bom exemplo no trânsito seguindo os dez bons exemplos de um motorista católico e com certeza teremos as bênçãos de São Cristóvão . Que Deus nos guarde na partida e na chegada.

Bispo Dom Dario

DEZ BONS EXEMPLOS DO MOTORISTA CATÓLICO PARA OS OUTROS CONDUTORES
1- Educação sempre em qualquer situação;
2- Prudência nunca é demais;
3- Usar o cinto de segurança e aconselhar aos outros a também usá-los;
4- Parar sempre nas faixas de pedestres;
5- Criança sempre em segurança (use cadeirinha, cinto e bebê conforto);
6- Se beber, não dirija;
7- Não correr (maior causa de mortes no trânsito é a velocidade excessiva);
8- Sinalize suas manobras;
9- Ajude em casos de acidentes, lembre-se Jesus sempre está ao nosso lado em qualquer situação. Faça o mesmo com o próximo.
10- Conscientize os outros motoristas sobre direção segura;

Palavras do Papa Bento XVI

Papa Bento XVI apóia as pastorais do trânsito e fala aos motoristas: "Convido os que percorrem as estradas do mundo à prudência, no espírito da responsabilidade pelo dom da saúde, da própria vida e dos demais"

Papa Bento XVI


PASTORAL DO TRÂNSITO "ser solidário é ser humano"
SALVANDO VIDAS