segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lei Seca abordou 415 mil e condenou 6.

Crime quase sem castigo

Em dois anos e meio, a Operação Lei Seca abordou 415 mil motoristas no Rio e prendeu 1.211 alcoolizados. Levantamento feito pelo Globo em 1.053 processos criminais abertos entre março de 2009 e junho deste ano revela que apenas seis resultaram em condenações por embriaguez aovolante. Dois projetos na Câmara pretendem tornar a Lei Seca mais rigorosa.
De 1.053 motoristas presos em dois anos e meio em blitzes da Lei Seca por consumo de bebida alcoólica, apenas seis foram condenados.

Desde o início das fiscalizações diárias de combate à embriaguez no trânsito, há dois anos e meio, a Operação Lei Seca já parou mais de meio milhão de motoristas no estado. Até o dia 15 de agosto, foram 415.678 só na capital. Desse total, 1.211 foram presos em flagrante por beber acima do limite permitido por lei e processados na Justiça. Mas interpretações antagônicas da lei e da legalidade das operações estão criando um perigoso desvio para a impunidade. O GLOBO teve acesso ao andamento de 1.053 processos criminais abertos entre março de 2009 e junho deste ano, na maioria, contra pessoas flagradas em blitzes. Apesar da grande quantidade de ações, apenas seis delas acabaram em condenações por embriaguez ao volante.

Criada para tentar frear a epidemia de acidentes que, só em 2008, vitimou 43.193 pessoas noestado, a lei federal 11.705/2008 (que transformou em crime o ato de dirigir embriagado) e, consequentemente, a Operação Lei Seca conquistaram apoio popular ao reduzir os índices de morte no trânsito. Mas a unanimidade que se vê nas ruas se desfaz nos tribunais, no momentoda responsabilização criminal.

A legislação brasileira garante ao réu primário o benefício da suspensão condicional do processonos crimes em que a pena mínima for igual ou inferior a um ano, - caso da Lei Seca. Em respeito a esse princípio, dos 1.053 processos pesquisados pelo GLOBO, 384 tratavam de suspensões condicionais de denúncias recebidas pela Justiça, contra outras 120 denúncias rejeitadas. Havia ainda 50 absolvições e 50 trancamentos de processos, em recursos às câmaras criminais. Orestante dos processos ainda estava em fase de denúncia ou já tinha sido arquivado em definitivo, por cumprimento de suspensão condicional, por não localização do réu ou por inépcia da denúncia.

Além de dividir magistrados, a Lei Seca trouxe um efeito colateral para as ações que apuram embriaguez em acidentes de trânsito. Agora, é crime dirigir com um volume de álcool igual ou superior a seis decigramas por litro de sangue ou superior a três décimos de miligrama por litroexpelido dos pulmões (cerca de dois copos de cerveja). Diante disso, a tendência no Tribunal de Justiça tem sido a de cobrar o teste do bafômetro ou o exame de sangue, como prova fundamental. Como todos têm o direito de não produzir provas contra si mesmos - como prevê oartigo V da Constituição Federal - , aqueles que estão realmente bêbados não se submetem aoteste do bafômetro e acabam sendo absolvidos.

É o que mostra uma sentença da 17ª Vara Criminal da capital. Segundo denúncia, no dia 21 de dezembro de 2008, por volta de 10h, na Rua Honório, em Todos os Santos, um motorista conduzia seu Fiat Doblò na contramão quando bateu num Astra. O motorista apresentava "hálitoetílico, equilíbrio e coordenação motora prejudicados e desorientação", conforme constatado por peritos. Mesmo assim, foi absolvido do crime previsto no artigo 306 do Código de TrânsitoBrasileiro. "O tipo penal previsto no art. 306 da referida lei exige expressamente que o agente esteja com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, o que somente pode ser aferido através de exames específicos, seja o de sangue, seja o etilômetro, e não através de presunção em razão do hálito, falta de equilíbrio ou coordenação motora", diz a decisão. "Assim, ausente o exame que pudesse constatar a concentração de álcool, não se preenchem todos os elementos do tipo, não havendo, portanto, a materialidade do delito. Istoposto, rejeito a denúncia."

Esse entendimento do TJ virou regra entre os motoristas parados nas operações. Na madrugada de 6 de maio passado, durante uma blitz no Aterro do Flamengo, um médico visivelmente embriagado deu um cavalo de pau e fugiu pela contramão para tentar escapar de uma blitz daLei Seca. Detido mais adiante, ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e adormeceu antes mesmo de receber as multas. No carro, os policiais encontraram uma garrafa de vodca.

- Pelo menos, ele não vai mais oferecer riscos a ninguém hoje - comentou um policial.

Enquanto um servidor anotava os dados do médico, outro fazia o teste do bafômetro noestudante Adriano Gonçalves. O jovem foi preso em flagrante, com índice de 0,53 ml/l expelidodos pulmões (cerca de uma garrafa de cerveja) e levado para a 12ª DP (Copacabana), onde ficou por toda a noite até de manhã, quando finalmente o banco abriu e ele pôde retirar R$308 para pagar a fiança:

- Eu nem ia beber, mas acabei aceitando tomar três copos de cerveja com o pessoal da faculdade. Achei que estava bem e que poderia soprar no bafômetro. Agora, não vou dormir e ainda corro o risco de chegar atrasado e perder o emprego.

Na madrugada do feriado de 7 de setembro, um motociclista parou numa blitz na esquina da Avenida General San Martin com a Bartolomeu Mitre, no Leblon. Com a voz embargada, ele contou a um policial que havia bebido, mas não precisava fazer o teste porque afinal estava na garupa da moto.

- Mas o senhor está sozinho. Então onde está o condutor? - reagiu o policial.

- Sei lá, só sei que estou na garupa.

Como o condutor fantasma não apareceu, além de ter a carteira apreendida e de ser multado, omotociclista teve o veículo rebocado.

- Hoje, só são presas as pessoas de boa fé. Os motoristas embriagados se recusam a fazer oteste, porque sabem que vão ser presos, e acabam respondendo apenas administrativamente -contou o delegado Antenor Lopes, da 12ª DP.

Dos 24 presos levados à delegacia este ano, o motorista mais bêbado havia consumido 0,76 ml/l (cerca de uma garrafa e meia de cerveja).

Elenilce Bottari
O Globo - 11/09/2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PT: “Odeio censura! Por isso, vou censurar você!”.

Em atitude totalmente hipócrita e em nome de um suposto princípio que repudia, repele e barrar qualquer tentativa de censura e restrição à liberdade de imprensa, PT quer total controle e censura em blogs, jornais, livros, TVs, rádios, etc.


A notícia abaixo é do Portal Terra e cheira, nas entrelinhas e fora delas, a mentiras e censura:

PT APROVA TEXTO PRELIMINAR COM PROPOSTA DE REGULAÇÃO DA MÍDIA
Laryssa Borges

Militantes e dirigentes aprovaram neste sábado, durante o 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília, texto preliminar que faz duros ataques à "mídia conspiradora" e que propõe um marco regulatório para os meios de comunicação como forma de combater a "partidarização" e a "parcialidade" da imprensa. A proposta faz parte da resolução política e ainda poderá receber adaptações até ter seu conteúdo fechado neste domingo.

"A crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no País", diz trecho do documento preliminar do PT.

No texto, o partido relembra a inexistência de uma Lei de Imprensa ¿ em 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF) a considerou incompatível com a Constituição - e diz que atualmente alguns veículos fazem um "jornalismo marrom (...) que deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar".

"Para nós é questão de princípio repudiar, repelir e barrar qualquer tentativa de censura e restrição à liberdade de imprensa. Mas o jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar", diz trecho do texto básico.

"A inexistência de uma lei de Imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presente na mídia, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim, criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil", completa o partido.

Na abertura do Congresso do PT nesta sexta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu. Alvo de uma reportagem de revista Veja o ex-ministro foi retratado como um político que teria um gabinete informal em um hotel de Brasília para "conspirar" contra o governo Dilma. Neste domingo, Dirceu deve receber uma moção de desagravo no congresso petista.

Independentemente da crítica à imprensa, o Congresso do PT também prevê manter em seu documento final o repúdio ao polêmico projeto que criminaliza práticas cometidas por meio da internet. "Nosso repúdio ao projeto 84/99, que se originou e tramita no Senado, o AI-5 digital, pois pretende reprimir a livre expressão na blogosfera", diz o texto.

Pelo projeto relatado pelo deputado Eduardo Azeredo (PMDB-MG), por exemplo, passa a ser crime a divulgação ou utilização indevida de informações e dados pessoais por hackers ou usuários comuns. Para o PT, o projeto que classificam como AI-5 Digital merece críticas no que diz respeito ao armazenamento pelo prazo de três anos de dados de endereçamento eletrônico de computadores, classificado pelos opositores do texto como quebra de privacidade, e à adoção de penas de reclusão muito altas para delitos que não comportariam a mesma gravidade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Comunicadores comunitários se reúnem no Rio de Janeiro

Comunicadores comunitários das cinco regiões do país lotaram o auditório Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro durante o IV Seminário de Legislação e Direito à Comunicação, realizado pela Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) no dia 11 de agosto.

Segundo a presidenta mundial da entidade, Maria Pía Matta, a intenção da Amarc em realizar o seminário é debater junto a outros atores sociais e unir forças para a defesa do Marco Regulatório para as comunicações que permita a democratização do setor no Brasil. “A mídia comunitária possui um acúmulo que tem que ser somado aos demais movimentos que também lutam pela democratização da comunicação. Precisamos agregar as reivindicações dos profissionais da mídia e dos cidadãos na luta por uma política social para o país”, defendeu a presidenta.

Durante o evento, o representante do Ministério das Comunicações, Demerval da Silva Júnior, adiantou que governo estuda enviar de forma fragmentada a Lei Geral das Comunicações. “Estamos estudando se enviaremos uma Lei Geral com todas as propostas de regulamentação para o setor ou se vamos fatiar esse envio. O Ministério está estudando a melhor forma para aprovar no Congresso Nacional”, confirmou. Ainda segundo Demerval, existe a possibilidade das rádios comunitárias ganharem uma lei específica para o setor. Porém, as TVs Comunitárias poderão não estar inclusas nessa legislação. “Ainda não definimos a questão das TVs comunitárias, mas a gente enxerga a TV comunitária como parte do Canal Cidadania no âmbito da TV Digital”, finalizou.

Criminalização das Radcoms

Para o professor Adilson Cabral, da Universidade Federal Fluminense (UFF), é preciso desconstruir a imagem negativa que os grandes meios de comunicação criam em relação às rádios comunitárias. “Não se trata de um negócio, nem de um mercado ou segmento de mercado, comunicação comunitária é comunicação pública”, sustentou o docente.

Seguindo a mesma linha na defesa dos veículos comunitários, o pesquisador Dioclécio Luz criticou a criação de novos dispositivos que aumentam a criminalização do movimento. “O Estado vem aprimorando sua repressão às rádios comunitárias. No governo Lula, a lei foi modificada para permitir aos agentes da Anatel a recolherem equipamentos”, criticou o pesquisador. Para ele, é preciso criar uma legislação que reconheça os serviços prestados pelos radiodifusores comunitários, que são limitados pela lei a operar em um “galinheiro eletromagnético de 1km”.

Fonte: http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=8189 por André Vieira, para o Observatório do Direito à Comunicação

Mais do mesmo: PT quer controle da imprensa.

Congresso do partido, que teve início nesta sexta-feira em Brasília, deve aprovar resolução atacando veículos de comunicação e pedindo intervenção estatal

Gabriel Castro
Lula, Dirceu e Dilma no congresso do PT: ofensiva sobre imprensa está explícita na proposta de resolução que será aprovada no domingo

Lula, Dirceu e Dilma no congresso do PT: ofensiva sobre imprensa está explícita na proposta de resolução que será aprovada no domingo (Ueslei Marcelino/Reuters)

A abertura de mais um congresso do PT em Brasília, nesta sexta-feira, marcou a volta de uma antiga obsessão do partido: o controle dos meios de comunicação. A mais nova ofensiva do partido sobre a imprensa está explícita na proposta de resolução que será aprovada ao fim do encontro, no domingo. Diz o texto: “A crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no país”.

Nos discursos do presidente da legenda, Rui Falcão, e do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, os meios de comunicação se transformaram no principal alvo de um partido que enfrenta uma oposição cada vez mais enfraquecida. Falcão defendeu que o Parlamento aprove um marco regulatório para os meios de comunicação.

Até quando declarou apoio à propalada “faxina do governo”, Falcão não poupou a imprensa: “Apoiamos incondicionalmente o combate sem tréguas da corrupção. Sem transferir acriticamente para setores da midia que se erigem juízes da moralidade uma responsabilidade que é pública, a ser compartilhada por todos os cidadãos”, teorizou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso curto e não ficou até o final do evento. Logo no início, admitiu estar inseguro: “Eu não sei muito o que dizer. Não posso me meter muito mas coisas do partido porque o presidente já falou. Segundo porque não posso me meter nas coisas do Brasil, porque a presidente vai falar".

Prévias - Depois, Lula garantiu que não é contra as prévias para a escolha de candidatos nas eleições de 2012: o ex-presidente, que trabalha para emplacar a qualquer custo o nome de Fernando Haddad na prefeitura paulistana, se fez de desentendido. E, claro, culpou a imprensa: "É uma bobagem, porque fui eu que propus a criação das prévias num Congresso do PT em São Bernardo, em 1991. Cada um decide fazer prévias ou não de acordo com a realidade política de cada região", disse.

A reunião da Executiva do PT reúne mais de 1 300 delegados em Brasília. Os militantes devem atualizar o estatuto do partido e decidir as condições da realização de prévias para a disputa das prefeituras em 2012. A disputa interna entre os pré-candidatos tem criado desgastes em algumas capitais, especialmente em São Paulo. O encontro também deve terminar com a aprovação de uma nota de apoio ao mensaleiro José Dirceu. Dirceu, aliás, teve lugar de destaque na mesa principal do evento desta sexta-feira. E, ao ser anunciado, foi aplaudido de pé pelos militantes.

Além da referência ao controle da imprensa, o texto apresentado pela direção do partido e que deve ser aprovado ao fim do congresso defende ainda uma reforma política com voto em lista e financiamento público de campanha e declara apoio à redução da taxa de juros.

Amarc propõe criação de fundo público para comunicação comunitária.

O financiamento para as rádios comunitárias foi um dos temas mais debatidos durante o Seminário de Legislação e Direito à Comunicação da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), realizado no último dia 11 de agosto na cidade do Rio de Janeiro. Para o novo representante da Amarc-Brasil, Arthur William, é preciso pensar em um fundo público para possibilitar a operacionalidade dos meios de comunicação comunitários.

William assume com o compromisso ainda de lutar pela implementação de um novo marco para as comunicações. “A Amarc vai atuar junto com rádios comunitárias e entidades do movimento social, unindo forças para que o marco regulatório traga avanços para a garantia do direito humano à comunicação”, enfatiza.

Outro grave erro apontado pelo militante na atual legislação é em relação à criminalização dos meios comunitários. “É um absurdo um comunicador ser levado em um camburão por estar prestando um serviço de utilidade pública. Nós cumprimos esse serviço que não é desempenhado pelos grandes meios, mas somos criminalizados”, critica.

Em relação ao financiamento para as rádios, o representante nacional da Amarc faz duras críticas. “Não queremos mesadinha, temos que debater financiamento para as rádios comunitárias. A publicidade estatal tem que ser feita por lei”. Ainda segundo Arthur, enquanto os grandes meios recebem muito com a publicidade estatal, as rádios comunitárias ficam na dependência do apoio cultural.

Nova composição da Amarc-Brasil

Além de eleger Arthur como representante nacional, a Amarc-Brasil, que esteve reunida entre os dias 11 e 14 de agosto em sua IX Assembleia, escolheu ainda
João Paulo Malerba, comocoordenador-executivo da entidade e Denise Viola para comandar a Rede de Mulheres da associação. Foi escolhido ainda o novo conselho da entidade, que em sua nova gestão traz: a Rádio Comunitária Independência, do Ceará; o associado individual Dioclécio Luz, pesquisador de rádios comunitárias em Brasília; e o Ilê Mulher, do Rio Grande do Sul. A Rádio Comunitária Nativa FM, de Altamira, no Pará; e a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) do Norte do Ceará, ficaram como suplentes. Todos cumprirão uma gestão de dois anos.

Fonte: http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=8188 por André Vieira, para o Observatório do Direito à Comunicação

Márcio Pacheco entrevista Dom Orani Tempesta em Madri.


Em Madri, o Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, declarou sua alegria em ver mais de um milhão de jovens de todo o mundo reunidos, participando da Jornada Mundial da Juventude (JMJ): “A Jornada é uma experiência de Deus, que os jovens de todo o mundo fazem para depois continuar em suas dioceses com a evangelização”, declarou. No seu primeiro dia da catequese, quando pregou sobre o tema “Firmes na fé”, Dom Orani destacou a importância dos jovens serem evangelizadores no mundo de hoje, relembrando as palavras do Beato João Paulo II, para que os cristãos abrissem o coração para Cristo. Para o Arcebispo do Rio, desde a primeira Jornada Mundial da Juventude, em 1985, em Roma, que esses encontros buscam mostrar o quanto os jovens tentam buscar Cristo em suas vidas: “É a verdadeira alegria, que os jovens e os fiéis de todo o mundo encontram em suas vidas.”

Márcio Pacheco, além de participar da Jornada, cantando, animando e evangelizando os jovens brasileiros presentes ao evento, fez também um registro, através de fotos, vídeos e depoimentos, dos momentos mais significativos da JMJ em Madri. Entre eles, o anúncio oficial da próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Dom Orani João Tempesta, foi entrevistado por Márcio Pacheco, no domingo: “Neste dia muito bonito que é o Domingo, jovens do mundo inteiro serão enviados para evangelizar o mundo (…)”, declarou o Arcebispo.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novo PLC 122 sobre homofobia ganha nome de 'Lei Alexandre Ivo'

O novo PLC 122 a exemplo da Lei Maria da Penha, lei que tornou mais rigoroso o tratamento de crimes cometidos contra a mulher, será batizada de Lei Alexandre Ivo, em homenagem ao adolescente que foi assassinado supostamente por ser gay.

Segundo a assessoria da senadora Marta Suplicy (PT-SP), o novo texto do projeto foi elaborado em um trabalho conjunto com os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e com o presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT), Toni Reis.

Agora o projeto está sob análise dos intregrantes da Frente Parlamentar Mista LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), o texto substitui o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, de autoria da ex-deputada lara Bernardi, do qual Marta é relatora.

A iniciativa surgiu depois de várias tentativas de acordo para aprovar o PLC 122 com a Frente em Defesa da Família, representada pelo senador Magno Malta (PL).

"Estão confundindo a opinião pública. Homofobia é violência física, assassinato, crueldade, barbaridades, já o texto apresentado pela senadora Marta Suplicy, também com novo nome, agora, batizado de Lei Alexandre Ivo, é uma tentativa de não enfrentar a intolerância, o preconceito e a discriminação no mais amplo sentido e não apenas em favor dos homossexuais, mas também na questão racial, estética, social, religiosa e contra o machismo que humilha as mulheres", disse o senador Magno Malta segundo sua assessoria de imprensa.

A Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira, após estudos feitos, declarou que a homofobia foi banalizada por causa do PLC 122 e que este foi erroneamente chamado de "Lei Anti-Homofobia".

Magno Malta enfatizou que não se deve priorizar as minorias de forma isolada, como exigem os homossexuais. "Devemos ter ações para enfrentar os preconceitos étnico-racial, o social – de rico contra pobre – estético – principalmente as crianças obesas que sofrem bullying, em relação à sexualidade, a intolerância a religiosidade, a discriminação contra o idosos, o excepcional e a cruel violência contra a mulher", ressaltou ele.

Sem o desejo de arquivar o PLC 122, Marta Suplicy reconhece que se ouver um acordo com as bancadas ligadas a Igrejas cristãs, ficará mais fácil conseguir a aprovação de uma legislação que considere a homofobia como crime.

"Nunca falei em arquivar o PLC 122. Disse que, fruto das discussões do PLC 122, um novo projeto é discutido no momento, com acompanhamento de Toni Reis, presidente da ABGLT, e também tendo eu relatado a mais lideranças do movimento LGBT o andamento de cada conversa feita entre senadores", declarou a senadora em uma nota de esclarecimento.

O que o novo projeto faz é definir "crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação". Um desses crimes seria o de "induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero".

Os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Manuela D'ávila (PCdoB-RS) serão responsáveis por apresentar o novo texto à bancada evangélica da Câmara dos Deputados e representantes do movimento LGBT.

Opinião: Blá, blá, blá... Historinha do boi tatá. Tentaram uma vez, estão tentando de novo e sempre voltam numa hora oportuna. Cabe a nós nos levantar contra essa agressão a Constituição, a Sagrada Escritura e a opinião pública (diferente o da publicada). Não caem nesta história da caroxinha não hein... FORA PLC 122!!!

Fonte: The Christian Post

Via: http://www.pl122.com