sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dom Raymundo Damasceno: os meios de comunicação são aliados indispensáveis para a evangelização.

Na abertura do 1º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil, que teve início ontem (12) no Centro de Formação Sumaré, no Rio de Janeiro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, destacou a importância e a necessidade dos meios de comunicação para a evangelização no contexto atual.


O evento conta com a presença de Dom Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e reúne outros 80 bispos de todo o país.

O seminário foi aberto às 19h30 pelo arcebispo do Rio de Janeiro e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social da CNBB, Dom Orani João Tempesta quem agradeceu a presença dos bispos e ressaltou a importância desta iniciativa da CNBB, juntamente com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e o apoio da arquidiocese do Rio.

Em seu discurso aos prelados presentes, Dom Damasceno afirmou que "a Igreja, consciente da força e do alcance destes meios, os tem como indispensáveis aliados no anúncio da Boa Nova". O arcebispo também citou o texto da conferência de Puebla no qual os bispos latino-americanos afirmaram que "evangelização é comunicação" e por esta razão, "a comunicação social deve ser levada em conta em todos os aspectos da transmissão da Boa Nova".

«Já em Medellin, há mais de 40 anos, a Igreja da América Latina compreendeu a imprescindibilidade dos Meios de Comunicação Social ao afirmar que, sem eles, não poderia cumprir sua missão de levar a Boa Nova de Cristo "até os confins da terra"», ressaltou também o cardeal Damasceno.

"A Igreja reconhece que nestes meios está a 'versão moderna e eficaz do púlpito', como nos asseverou o papa Paulo VI, por isso, não mede esforço para se fazer presente em todos eles", acrescentou o purpurado brasileiro em declarações reunidas pela CNBB.

Falando sobre o tema do encontro (Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias), Dom Raymundo afirmou também que "a Igreja no Brasil se mostra atenta às transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias" e destacou iniciativas eclesiais no campo das comunicações que mostram que "a CNBB leva a sério" este tema.

Concluindo seu discurso o cardeal Damasceno afirmou sobre o evento que já podia "antever seus abundantes frutos para nossas dioceses, paróquias e comunidades traduzidos no compromisso com uma comunicação que leve as pessoas à plena comunhão umas com as outras, em Jesus Cristo".

Por sua parte, o presidente do Pontifício Conselho, Dom Claudio Maria Celli recordou a importância da comunicação no ministério episcopal.

"Ao iniciar este seminário de comunicação desejo sublinhar a importância da comunicação do ministério dos bispos e de sua transversalidade em relação à pastoral da Igreja", afirmou Dom Celli e acrescentou que "é imperativo superar uma visão meramente instrumental dos meios de comunicação".

Segundo o arcebispo italiano, as novas tecnologias vão criando novas formas de socializar e novas linguagens e novas formas de relacionar-se entre as pessoas "e ao mesmo abrem horizontes e desafios à tarefa evangelizadora de cada um dos batizados".

O Seminário continua hoje com a missa que foi presidida por Dom Claudio Celli e segundo informou a CNBB seria seguida da apresentação do professor da Universidade Federal do Paraná, Elson Faxina, com o tema "Processos e meios, uma introdução ao fenômeno da Comunicação". Ainda pela manhã, o professor da ECA/USP, Mauro Wilton de Souza, profere a conferência "Evolução dos modelos da comunicação e a construção de sentidos".

I Seminário de Comunicação para os prelados brasileiros
O I Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil (SECOBB) teve início na noite dessa terça-feira, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro.

O evento, que será realizado até o dia 16 de julho, tem como lema “Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias” e visa oferecer um ambiente para reflexões.

Segundo informa o portal da arquidiocese do Rio, durante a conferência de abertura o arcebispo Dom Orani João Tempesta saudou a todos, agradeceu a presença e desejou dias de reflexão e partilha.

Ao falar sobre as atividades, destacou a qualidade dos palestrantes e a oportunidade de conhecer a Central Globo de Produções.

Dom Orani comentou ainda a evolução dos processos comunicacionais durante os oito anos em que foi presidente da Comissão Episcopal para Comunicação Social da CNBB.

“Eu percebo uma mudança de mentalidade, uma mudança cultural que transforma a maneira de comunicar e afeta nosso trabalho de evangelização. Estamos aprendendo uma cultura digital, esse seminário é a oportunidade de oferecer aos bispos um momento de reflexão”, disse o arcebispo.

Dom Orani também destacou que todas as conferências serão transmitidas ao vivo pela WEBTV Redentor, da Arquidiocese do Rio, e ainda a Rede Vida e Canção Nova estarão preparando matérias sobre o evento.

Segundo ele, além de mostrar a comunicação da Igreja no Rio, a presença as emissoras católicas serve ainda para que os Bispos que não puderam comparecer e as demais pessoas também participem desse momento de reflexão.

Falou também na abertura do evento o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações, Dom Cláudio Maria Celli.

Ele enfatizou para os bispos que as tão faladas “novas mídias” já não são novas para muitos, já que os jovens nasceram na geração internet. Por isso se faz tão importante que a Igreja faça parte dessa realidade.

“Se a Igreja não estiver ciente das mudanças culturais, vai encontrar muitas dificuldades para evangelizar. Um dos grandes desafios hoje é a linguagem. Só podemos dialogar com o mundo se encontramos espaços de comum entendimento”, disse.

Dom Celli também falou que é necessário valorizar o serviço dos meios de comunicações tradicionais, como jornais e rádios católicas. E, a partir de um diálogo respeitoso, aprender as novas formas de falar de Deus.


sábado, 9 de julho de 2011

Segundo a PMVR, mais de 5 mil lotaram a Praça Brasil.

Portal VR: http://www.portalvr.com/noticias/index.php?show=15191

Na próxima sexta, 8, os católicos, com certeza, vão literalmente ocupar a Praça Brasil, a partir das 20 horas, para assistir ao show do padre Reginaldo Manzotti. O evento, promovido pela prefeitura de Volta Redonda, faz parte das comemorações do aniversário da cidade do aço. Coincidência ou não, o show acontece após uma grande chiadeira dos católicos, via aQui, que se sentiam prejudicados em detrimento aos evangélicos. Principalmente, pelo fato de todo mês o ‘Projeto Gospel’, da prefeitura de Volta Redonda, promover no Cine 9 de Abril a apresentação de um grande nome da música evangélica.

Católico fervoroso, Leandro Costa , por exemplo, sempre disse em cartas ao aQui que estava havendo uma política unilateral na cidade do aço, que iria, de acordo com ele, de encontro com a Constituição Federal “por sermos um país laico”. “Acompanho nos noticiários que a prefeitura de Volta Redonda tem o projeto em que inclui apresentações mensais de bandas protestantes em nossa cidade. Acredito que política igualitária, respeitando as religiões, não é fazendo lobby da religião ‘a’ ou ‘b’”, disse.

Leandro chegou a dar uma dica ao governo Neto. “Se vocês fizerem um levantamento pelo IBGE de quantos católicos há em nossa cidade, verão que é desproporcional apadrinhar só um segmento de profissão religiosa”, acreditava Leandro que chegou a bater boca com o vereador Paiva, que, além de católico, é chegado ao Palácio 17 de Julho e poderia ajudar, e muito, a conseguir eventos voltados para esse segmento.

Independente das discussões, hoje muitos católicos devem estar comemorando a possibilidade de curtir o show da mais nova sensação da música cristã, padre Reginaldo Manzotti, acreditando que agora não serão deixados de lado na hora da escolha de eventos voltados para os cristãos. Mas não é bem assim. É que a prefeitura já estava buscando algum show voltado para a turma do Vaticano há bastante tempo. Pelo menos é o que afirma o chefe da Assessoria de Comunicação da prefeitura de Volta Redonda, jornalista Ricardo Ballarini. “O assunto de trazer alguém do segmento católico vem de muito tempo. Já estavam buscando um nome, mas é preciso de disponibilidade de datas, vias de trabalho, me parece que precisa também de um ‘ok’ da Diocese. Por isso a demora”, justificou.

sábado, 2 de julho de 2011

Juiz de Goiânia desafia Tribunal e anula mais uma união de gays.


O juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da primeira instância de Goiânia (GO), anulou mais uma união estável de homossexuais, reafirmando, assim, sua desobediência ao STF (Supremo Tribunal Federal), que legalizou essa forma de convivência. Boas também é pastor da Assembleia de Deus.

“É fato, anulei mesmo. Foi-me enviado o ato por ofício pelo tabelião e exerci o controle de legalidade do ato”, disse.

A sua primeira decisão foi anulada pela desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do TJ (Tribunal de Justiça) de Goiás.

Desta vez, os gays atingidos pelo juiz vivem juntos há 22 anos, de acordo com o blog Radar On-line, de Veja.
Mesmo após ter sido anulada a primeira sentença, Boas avisou que continuaria decidindo contra a união de homossexuais, em cumprimento, segundo ele, à Constituição. Ele cumpriu a promessa.

Homossexuais de Goiânia estão recorrendo à Justiça de outras cidades para formalizar sua união. A insistência do juiz deverá apressar o envio do seu caso à Corte Especial do TJ-GO, à qual caberá decidir se abre um processo disciplinar.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cardeal Scherer: a Igreja não é homofóbica

Em seu artigo mais recente que leva por título "Parada Gay: respeitar e ser respeitado", divulgado no site da Arquidiocese de São Paulo este 28 de junho, o Cardeal Odilo Pedro Scherer explica que o mesmo direito constitucional que ampara o respeito às manifestações a favor dos homossexuais, "também garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas".

"Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar", adverte Dom Scherer negando as acusações de que a Igreja seja uma organização homofóbica.

"Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados", afirma o Cardeal no parágrafo inaugural do seu artigo.

"Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida".

Falando sobre São Sebastião, um dos santos ridicularizados pelo desfile homossexual, Dom Odilo afirmou que "foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir".

"Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!", questionou o purpurado.

Criticando o slogan "Nem santo salva do vírus da AIDS", também usado na parada gay no centro da capital paulista no domingo 26, O cardeal ressaltou que "o que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo".

"Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus - "amai-vos uns aos outros" - como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de "amor"; o "mandamento novo" foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus", acrescentou o arcebispo.

Mais adiante, frisando que a Igreja católica refuta a acusação de ser "homofóbica", o prelado instou a que sejam investigados os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos.

Dom Scherer recalcou que "a Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito".

"Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna", acrescentou.

"Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar", asseverou o Cardeal.

"Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer", esclareceu também Dom Odilo em seu último artigo.

"A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher", assegurou.

Dom Odilo afirma ainda que a sexualidade não depende de "opção", mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.

O arcebispo da capital paulista afirmou que hoje "mais do que nunca", "todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida".

"Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?", indagou o Cardeal Scherer.

Finalmente o purpurado afirma que "as ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles".

"E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros", concluiu Dom Odilo.

Para ler o artigo do cardeal arcebispo de São Paulo na íntegra visite o site da arquidiocese paulista em:

http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/artigos/2011/artigos_110628_parada_gay.htm

Católicos podem manifestar-se contra o desrespeito à fé realizado na parada gay em São Paulo

Um grupo de leigos católicos no Brasil defendeu o direito que lhes corresponde para protestar contra as ofensas e o vilipêndio de imagens e símbolos sagrados por parte de homossexuais na última parada gay em São Paulo, pois atentou contra o Artigo 208 do Código Penal Brasileiro que considera um crime vilipendiar publicamente um ato ou objeto de culto religioso.

Segundo os editores do site, "o que houve na Avenida Paulista durante a "Parada LGBT" foi um ataque, um deboche e vilipêndio do ensinamento moral da Igreja, que considera - sendo fiel à Revelação - os atos homossexuais intrinsecamente maus".

O evento, explicam os organizadores da página votocatólico, teve como tema um versículo do Evangelho de São João manipulado - "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!" - colocou 170 cartazes em postes ao longo da avenida Paulista, com modelos masculinos representando santos católicos como se fossem homossexuais, seminus e em posturas eróticas, ao lado das mensagens: "Nem santo te protege" e "Use camisinha".

Para o Doutor Valmor Bolan, perito em Sociologia e conselheiro da Organização Universitária Interamericana (OUI-IOHE ) no Brasil e membro da Comissão Ministerial do Prouni (CONAP), "O fato mais chocante da parada gay deste ano, foi a forma como se apropriaram de uma frase (fora de contexto) do Evangelho, para insinuar que o amor proposto por Jesus seria também gay. E ainda mais usando imagens sagradas de santos católicos para ainda fazer as pessoas concluírem que tais santos eram gays. Tudo isso pode se resumir numa palavra pouco mencionada hoje em dia, mas tratou-se de um sacrilégio".

Depois de afirmar que o fato foi uma clara provocação e um desrespeito à Igreja e às práticas religiosas milhões de brasileiros, considerando estas manifestações como "um ataque, deboche e vilipêndio do ensinamento moral da Igreja, os organizadores da iniciativa laical votocatólico recordam que o artigo 208 do código pena considera como crime "escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. Pena – detenção de um mês a um ano, ou multa".

"O fato se torna ainda mais grave pelo fato de a Parada receber financiamento público, especialmente dos Ministérios da Cultura e da Saúde, da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura de São Paulo. Consideramos que se este episódio passar despercebido, outros mais graves virão", denunciaram.

Assim, o site católico lança o seguinte convite:

"Se você sentiu-se ofendido e agredido na sua fé com os cartazes desrespeitosos à fé católica na "Parada LGBT", convidamos a queixar-se com as entidades governamentais que financiaram o evento (clique aqui), manifestar sua inconformidade com as empresas patrocinadoras do evento (clique aqui) e entrar em contato com as procuradorias regionais dos direitos dos cidadãos (clique aqui).

Para ver o artigo completo do Dr. Valmor Bolan e manifestar-se contra o desrespeito à fé ocorrido na parada gay, visite:
http://www.votocatolico.com.br/

Leis anti-homofobia: O Brasil não precisa disso, disse o deputado Márcio Pacheco.

Márcio Pacheco vota contra PEC 23/2011

Em um plenário bastante agitado, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não aprovou a PEC 23/2007 com 39 votos contrários, nesta terça-feira (21). A proposta de emenda constitucional – PEC 23/07 – defendia a inclusão da orientação sexual no rol e direitos fundamentais protegidos na Constituição estadual. O deputado estadual Márcio Pacheco declarou seu voto contrário a essa emenda:

“ (…) Na Constituição Federal já existe um fundamento básico em defesa da dignidade humana e da promoção do bem. Entendo que num estado democrático todos devem ser protegidos em sua dignidade e liberdade. Meu voto é contrário à PEC 23 por entender que não podemos elevar todos os direitos ao nível da fundamentalidade e que nesse caso a constituição federal e a legislção penal já oferecem a devida proteção sobre a matéria. Por isso, voto contra emenda, em favor da vida e dos valores da família”, declarou.

Leis anti-homofobia: O Brasil não precisa disso

O deputado Márcio Pacheco discursou, na tarde desta terça-feira (28), na sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Alerj) manifestando-se contra a utilização de imagens de santos católicos, pelo movimento LGTB, na passeata ocorrida no último final de semana, em São Paulo:

“O que me traz ao debate hoje é a necessidade concreta de falarmos sobre algo que está acontecendo em nosso País, nas Casas Legislativas e no Poder Executivo, como bem foi dito várias vezes neste plenário. É um debate onde cada vez mais aflora e tem a ver com a palavra “intolerância”.

O debate sobre a opção sexual, sobre a homossexualidade, algo que é intrínseco ao ser humano e é de foro íntimo, está ocorrendo na sociedade. O Brasil vem discorrendo sobre o tema, midiaticamente há muitos anos tem sido abordado, e precisa mesmo ser feito. As Casas Legislativas são o fórum competente para debater o assunto, é nelas que se ouvem opiniões favoráveis e opiniões contrárias, nos Executivos, no Judiciário.

Eu, como Deputado desta Casa, tive oportunidade de, com coragem, manifestar minha opinião a respeito da Emenda proposta pelo Exmo. Sr. Deputado Gilberto Palmares. Votei contrário à Emenda porque entendia assim, primeiro pela sua inconstitucionalidade, e também pelo fato de que ela exacerbava algo que a própria lei já previa, ou seja, a não discriminação de qualquer pessoa.

Uma Lei Constitucional Estadual não deve propor algo que a Constituição Federal já defende, que é o direito de todos. Portanto, fui contrário à Emenda da PEC 23 como sou contrário ao PLC 122 por entender também que é determinantemente obrigatório que todos tenham direito a livre expressão, de serem contrários, e por manifestação de fé muitas vezes, a determinadas condutas. Sou contrário porque entendo que não há necessidade de uma lei anti-homofobia no País, porque todas as leis vigentes são claras: todos devem ser respeitados. Já existem leis para isso. O que se entende hoje no processo é que a exarcebação vai além, e o Brasil não precisa disso.

O que aconteceu em São Paulo no domingo foi que o movimento LGBT, de forma concreta, extrapolou, desrespeitou e afrontou equivocadamente não os fiéis, afrontou também a Igreja Católica, afrontou uma instituição quando colocou a imagem de santos reverenciados pelos católicos nos quatro cantos do mundo, sem a menor necessidade, porque ali estavam no objetivo único de defender aquilo que pensam, e legitimados pela lei. Estavam lá para defender o que pensam. Não podiam porque estavam legitimados pela lei ofender de forma intolerante aqueles que têm na imagem dos santos uma representação de vida a qual eles desejam seguir.

Eu falo para os meus irmãos protestantes, evangélicos, umbandistas, mulçumanos. Eu falo a todos. Mas hoje, especialmente, me refiro a uma igreja que é a maior unidade de caridade do mundo, que combate as drogas e defende a vida. Falo como deputado estadual, falo com a propriedade de quem, na lei, tem argumentos para ser contra esses projetos de lei, falo como católico que há 20 anos vem defendendo aquilo em que crê porque foi transformado por uma palavra de vida.

E vejo, naqueles que não pensam como eu, o direito de não concordar com a palavra que transformou a minha vida. Ela não obriga ninguém, ela chama, ela convoca. Ninguém está obrigado a crer no que eu creio, mas eu também quero respeito, porque sei que na imagem de um santo, na imagem daquele homem, daquela mulher que teve uma vida que eu também queria ter, uma vida com os olhos virados para o alto. Quando eu vejo que para se afirmar um direito se ofende o direito do outro, Sr. Presidente, eu me sinto muito entristecido.

Quando para afirmar o que eu acredito eu firo o seu direito de acreditar, não reflete a democracia. Isso não pode acontecer num país democrático, essa não é a legislação que nós queremos para o nosso País. Que sociedade nós queremos? Uma sociedade que não me permite crer e não me permite defender o que creio, sem ferir o que o outro crê? Não, não é possível!

E, nesse movimento – falo agora como católico, como fiel que, ao crer no que creio há 20 anos tive a minha vida transformada – eu vi aquilo em que eu de uma forma tão coerente creio há tantos anos ser usado de forma vilipendiosa e de mau gosto, eu me sinto ofendido como homem, como ser humano, como pai. Eu não posso aceitar isso como cidadão, mesmo que os que não crêem no que eu creio, pelo menos devam ter por mim, e por tantos outros milhões e milhões de pessoas que pensam como eu, e que são católicos como eu, respeito, o respeito de ter, na sua fé, os seus símbolos sagrados protegidos e respeitados.

Sou um católico que não quer ver ninguém botar fogo em Alcorão, que não quer ver protestantes, umbandistas e candomblecistas sendo maltratados ou agnósticos sendo desrespeitados. Sou um católico que quer ver – como homem, cidadão e Deputado – sua igreja, a igreja que tenho defendido e que tem salvado vidas nos quatro cantos do mundo, ser respeitada também.

O movimento LGBT errou na mão, agiu da mesma forma que aqueles contra os quais tem brigado: foi intolerante, foi discriminatório, passou dos limites do desejo de se afirmar. As leis que o defendem estão aí e nenhum de nós pode ir contra elas, ninguém pode ir contra o que a Constituição prevê, ainda que por motivos de fé, mesmo que toda e qualquer expressão religiosa e filosófica venha há séculos trabalhando condutas e discutindo valores. A religião pode fazer isso. Por quê, Sr. Presidente? Por que a religião pode debater valores? Porque ela não obriga ninguém a segui-la, não obriga ninguém a seguir aquilo que prega; ela apenas se apresenta para que homens e mulheres se coloquem à disposição dela ou não.

É com esse sentimento que digo: amai-vos uns aos outros, como Cristo nos amou. O próprio Evangelho defende: “Que sejam um” O que eu quero mais eu peço: que se retratem. O movimento do LGBT em São Paulo foi equivocado e precisa se retratar com a Igreja Católica e com a sociedade brasileira. Precisa se retratar porque causou um dano muito duro no coração daqueles que creem e que não estavam lá para se defender.

Queremos uma sociedade democrática, que lute pelos seus direitos, mas que não se esqueça de onde nasceu. Este País, nasceu aos pés da Santa Cruz. Este País não é ateu, é religioso em suas mais diversas demonstrações de fé. Como católico, como Deputado, peço a caridade de que o movimento possa – não em nome da fé, e sim em nome do respeito, em nome de se afirmar direitos sem ultrapassar limites – se retratar com o povo brasileiro, com a Igreja Católica e com os que vêem nos santos um exemplo a ser seguido.

Cito não o que vimos na Parada Gay, e sim um exemplo que transforma almas. Madre Teresa de Calcutá – mulher santa que ultrapassou os muros da Igreja Católica, os muros de todos os credos – está aí para mostrar que santidade é possível. Quando se busca santidade à luz desses homens e mulheres, o Brasil pode ser melhor. É por isso que termino minha fala dizendo que nós podemos pedir para os que defendem seus direitos que tomem a decisão de não ferir os direitos dos que crêem.”

Brasil está enfim livre da ditadura gay?

Marta Suplicy arquiva PLC 122. Brasil está enfim livre da ditadura gay?


O sepultamento ocorreu durante almoço hoje (30/jun) entre o senador Magno Malta e Marta Suplicy. Participaram também da reunião os parlamentares evangélicos socialistas senador Walter Pinheiro (PT/BA), deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ) e o deputado Gilmar Machado (PT/MG).

Leia este assunto completo.

Com informações do Blog Julio Severo e Assessoria de Imprensa do Senador Magno Malta.

COMENTÁRIO:

É preciso estar em ALERTA, pois isto é uma estratégia da Senadora Marta Suplicy. Na parada gay de São Paulo ela disse que o nome “PL 122″ está demonizado. A solução seria arquivá-lo e se propor um novo PL com outro número.