sexta-feira, 6 de maio de 2011

O IMPÉRIO DO MAL.

“E não nos exponha á tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6,13).

Na obra de J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, a inscrição num anel de ouro descreve a luta moral entre o bem e o mal.

Um anel para todos dominar,
Um anel para todos achar,
Um anel para todos trazer,
E a todos na escuridão prender.

No mundo imaginário de Tolkien, cheio de criaturas lendárias, anões, duendes e seres humanos, aquele que possui o “anel do poder” recebe uma vida longa e a capacidade de se tornar invisível, sempre que o usa. Mas o anel tem um lado obscuro: ele traz em si a influência do mal. Com o passar do tempo, o anel toma posse daquele que o usa. Na medida em que escurece a alma de seu proprietário, procura fazer dano a outros.

Hoje, o conceito do mal é muitas vezes ignorado, exceto quando é apresentado como entretenimento em novelas e filmes. Mas a Sagrada Escritura retrata o mal como algo real e perigoso.

Escreve o reverendo americano Dr. Dennis Fisher: “As características ocultas e secretas do mal são um de seus elementos mais perturbadores. Á semelhança do monóxido de carbono, incolor e sem cheiro, o mal pode permanecer imperceptível por períodos prolongados de tem e pode matar sem aviso prévio”.

O anel de Tolkien faz uso do poder para sujeitar as pessoas ás trevas e controla-las com o propósito de lhes causar dano. Mas o Senhor dos senhores e Rei dos reis dá seu poder aqueles que querem caminhar com ele na luz gloriosa da sua presença e que querem trazer liberdade cura e salvação para os que ainda estão presos na escravidão do pecado e do mal.

As pessoas ficam surpresas, até chocadas, quando vêem que o mal usa, muitas vezes, cenários sagrados, como um manto, para se ocultar. São Paulo Apóstolo, ao escrever aos seguidores de Cristo que viviam em Corinto, admoestou-os com relação aqueles que usam um linguajar, espiritual como um disfarce: “E continuarei fazendo o que faço, a fim de não dar oportunidade áqueles que desejam encontrar ocasião de serem considerados iguais a nós nas coisas de que se orgulham. Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem” (2 Cor 11,12-15).

A rigorosa estratégia do mal é passar como disfarce de bondade. Isso só pode ser revelado como o discernimento do Espírito Santo. O maior esquema e a mais excelente vantagem que o mal e o diabo têm sobre o mundo é a negação de ambos pelos homens. Tal negação pode ser por boçalidade ou por ideologia racionalista. Esta dar sustentação a teologia liberal.

O QUE ELES DISSERAM SOBRE O MAL

O premiado escritor americano Lance Morrow escreveu: “O mal procura suas oportunidades e se instala como um parasita onde encontra condições favoráveis. Ele adota a linguagem e os costumes locais; infesta as formas de vida e as domina, de modo que a insanidade entra numa vida previamente sadia, e desaloje a pessoa que ali vivia anteriormente” (Evil-An Invetigation).

Martin Buber, filósofo alemão escreveu: “Como a principal tática do mal é o disfarce, um dos lugares onde, provavelmente, encontraremos pessoas más é na igreja. Dentro de nossa cultura que forma melhor existe de ocultar o seu próprio mal, de si mesmo e dos outros, do que sendo diácono de uma igreja ou sendo um cristão de destaque? Na Índia, eu suponho que o mal demonstre a mesma tendência de se mostrar como “bom” hindu ou “bom” muçulmano. Com isso não quero dizer que o mal não seja mais do que uma pequena minoria entre os religiosos, ou que as motivações religiosas da maioria das pessoas sejam espúrias. Eu quero apenas dizer que as pessoas más tendem a se aproximar dos grupos piedosos por causa da camuflagem que eles podem proporcionar” (Imagens do Bem e do Mal, Editora Vozes).

O renomado psiquiatra austríaco Victor Frankl escreveu: “Nossa geração é realista, pois chegamos a conhecer o homem como ele realmente é. Afinal, o homem foi o ser que inventou as câmaras de gás de Auschwitz, todavia, ele foi também o ser que entrou na câmara de gás de cabeça erguida, orando o Pai Nosso ou com o Shema Ysrael nos seus lábios” (A Man’s Search For Meaning).

Lawrence Konner, o roteirista da badaladíssima série americana Família Soprano afirmou: “Eu posso dizer que o mal tem sido a idéia condutora por trás de toda boa literatura. Até mesmo da Bíblia”.

DESEJO PARA DEUS
“Tenha sempre a alma o desejo contínuo de imitar a Cristo em todas as coisas”.

São João da Cruz
Doutor da Igreja

O ser humano foi dotado de desejos e necessidades inimagináveis e isso não é mau. O Criador nos capacitou com as qualidades imanentes e transcendentes. Todo o nosso desejo deve ser capitaneado com inteligência para o bem da mente, da alma e do corpo. O nosso desejo deve ser canalizado para o amor ardente ao Senhor Deus e ao nosso semelhante. Dessa forma ficamos libertos das incompatibilidades maléficas.

Santos desejos nos movem para comunhão com Deus e as nossas necessidades são depositadas nos pés de Jesus Cristo, esta é a satisfação da vivencia em estado de graça. Alimentando o desejo para o progresso da misericórdia e das virtudes teologais com a Palavra de Deus, oração, meditação, Eucaristia e a vida dos santos, chegaremos a imitar Jesus Cristo.

A nossa razão iluminada pelo Espírito Santo, conduzem todo o nosso ser para paz, justiça e as beatitudes celestiais. A nossa racionalidade está conectada com a fé e a graça, cujo resultado é o desejo agradável de santificação e de obras grandiosas.

DUAS CILADAS PARA O MAL
“O bem anda a passo de tartaruga e o mal tem asas”.

Voltarie (1694-1778)
Filósofo Francês

O mal gruda mais do que o grude. Não subestime o poder do mal. É necessário viver a sabedoria divina para ficar livre da engenharia do mal. Existe toda uma arquitetura amalgamada para atuação do mal. Possuir o conhecimento do meio em que se vive e entender a filosofia das pessoas mais próximas. Conhecer a estrutura mental, intelectual, cultural e religiosa das pessoas com quem se relacionam.

Diz o provérbio sapiencial: “O sábio sabe ficar livre do mal”.

Para o mal, o diabo usa duas principais ciladas: A primeira. No ardor do sofrimento e da humilhação a pessoa pode reagir com violência, ou largar tudo. Perdendo o que estava construindo para o sucesso.

A segunda. Suportando tudo, até alcançar o objetivo. No poder, se vinga dos inimigos. Vai fazer o mesmo com os subordinados referente às humilhações e vexames passados.

Como se proteger dessas duas armadilhas?

A primeira: Usar a racionalidade. Ser inteligente. Saber que tudo passa: do sofrimento aos inimigos.

A segunda: Persistência. Ninguém consegue coisa alguma sem a virtude da perseverança.

A terceira: Visualização do objetivo. Focar no projeto. Radicalizar no alvedrio.

E isso é fácil? Nada é fácil! Nada é fácil nesse Vale de Lágrimas, nesse mundo de titãs e de cantos de sereias. Já foi dito de pelo grande intelectual inglês Willian Shakespeare (1564-1616): “Se fosse tão fácil fazer o que se fala, as capelas seriam igrejas e choupanas seriam palácios ”.

Para suportar a artilharia do mal e não perder a visão da gloriosa vitória é fundamental: sacrifício, fé em Deus o Todo-Poderoso, oração, jejum, meditação (silêncio), Leitura da Sagrada Escritura, bons livros de autoajuda, conselhos de pessoas vencedoras. Procurar lugares especiais para retiros e palestras. Tudo isso é para fortalecer a força interior, poder de determinação; ocupar a mente e o coração com pensamentos no sucesso, no amor , no perdão, na reconciliação e nos amigos verdadeiros. Desta forma, não sobra espaço na alma para vingança e outras ciladas do mal.

CONCLUSÃO

O mal é tremendamente organizado e executado com tamanha inteligência do diabo. A conspiração contra o bem será até o fim dos tempos. O mal é muito propagado e construído, dando lucros astronômicos. O mal é uma fonte grandiosa para os perversos. É a indústria econômica dos filhos das trevas.

A maldade passa pela historia sufocando a bondade. Esta não dá matéria para mídia. Não vende e não dá show. O mal que se faz é bastante divulgado, enquanto o bem não é promovido.

Os vilões, os criminosos, os bandidos de grandes roubos e tráficos, os religiosos, escandalosos e fundamentalistas, as prostitutas e os prostitutos da indústria pornográfica e os promotores da cultura de morte, estão em evidencias e fazendo acontecer à escola do mal.

E o que resta? Acreditar no bem, promover a bondade e temer a Justiça Divina e ter consciência que o amor vence tudo.

Sabemos que o tisnar jamais supera a LUZ DE CRISTO. A LUZ derrota as trevas; o BEM vence o mal e o AMOR detona o ódio; a HONRA triunfa sobre a humilhação e a vergonha; a VERDADE é a dignidade eterna da alma, enquanto a mentira é curta e podre como a matéria.

No nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e com os Santos Anjos derrotamos todo o império infernal do mal.

Pe. Inácio José do Vale
Escritor e Conferencista
Mestre em Psicanálise Educacional
Especialista em Ciência Social da Religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmai.com

BRASIL DO REALITY SHOW.

“O Brasil é, muitas vezes, refém de explicações apocalípticas ou utópicas”.
Sylvio Back - Cineasta

O Brasil é o caldeirão de tudo. Tudo se cruza na terra do pau-brasil. Babel é aqui. Babel do carnaval, do futebol, das religiões, da política caracul, de todas as raças e gostos.

Portugueses e indígenas foram os primeiros protagonistas do reality show.

O reality show é a principal cultura do entretenimento do brasileirismo e brasílico. Tudo que planta por aqui nasce um reality show.

O Brasil é lindo por natureza, lúdico por se ludibriar, alegre por seu lúbrico e bizarro no humor mortal.

Os protagonistas desse show são obcecados pelo blasonar e pela loucura da bravata.

No reality show “No Limite”: “Uma prova em que os participantes comeram de modo repugnante olhos de cabra”.

Das festas juninas que misturaram o sagrado com o profano: do carnaval para inglês ver; do futebol com a torcida do mesmo time brigando; da política corrupta; da sociedade do crack; da economia pirata, tudo por 1,99 e da mulher do glúteo que no “fundo” a propaganda é enganosa, tudo isso faz parte do reality show brasileiro.

Já dizia o escritor e jornalista Euclides da Cunha, autor de ‘Os Sertões’: “Temos uma sociedade pulha, covarde e sanguinária”.

Isso se confirma em um Brasil que a população carcerária é de 446 mil pessoas e 48 mil homicídios por ano, uma das taxas mais altas do mundo.

O BRASIL É EXCENTRICO

Escreve o colunista J.R. Guzzo: “Sarney se queixa até hoje das 1200 greves, a maioria comandada pelo PT, que teve ao longo de seu governo, e já descreveu Collor como “um homem profundamente transtornado”. A vida passa, o mundo gira, e eis aí os três, [Lula, Sarney e Collor], hoje, como os melhores amigos do mundo, como é que pode? Para o brasileiro comum, que tem pouca paciência, interesse ou respeito por política e políticos, a resposta e curta: é tudo safadeza”.

Disse o Lula para Dona Marisa, na visita que o casal fez, em 2006, ao Palácio de Buckingham: “E eu aqui, fazendo cocô no palácio da rainha da Inglaterra”.

O cenário da política brasileira é um reality show do cara sem vergonha. Têm muitos políticos que não tem vergonha do linchamento moral da população. Para essa gente não existe ética, respeito pela dignidade da pessoa humana e nem hombridade pelos seus familiares. Muitos desses políticos são crentes, religiosos e defensores de cultos, templos e seitas.

O nosso Brasil é conhecidíssimo pela espetacularização de Lula, pelo esoterismo de Paulo Coelho, pelo neo-espiritualismo de Zibia Gasparetto, pela teologia da prosperidade de Edir Macedo, pelas 56 mil seitas e religiões que um só guerreiro tem que lutar com uma única lança contra o terrível dragão: São Jorge! “Até quando o cavalo do santo guerreiro vai agüentar?”

REALITY SHOW DAS SEITAS
Vivemos a era do auto-sensacionalismo do reality show das seitas. Os líderes sectários promovem o culto à personalidade e usa da autopromoção dos demônios para seu glamour e status financeiro.

No Brasil tem demônio para tudo. A Indústria desses espíritos é muito lucrativa. Até já rendeu uma grande rede de televisão e uma financeira.

A simbiose desse comércio com o híbrido da mente capitalista resulta numa religião mafiosa e receptora de todo esquema anticristão.

Os líderes sectários constroem templos pomposos e fingem para enganar o povo que se trata de igrejas cristãs, mas observando bem o reality show de seus cultos compreendemos que se trata de uma fraude celebrativa religiosa, que na verdade não passa de um triste teatro para arrancar dinheiro das pessoas sofredoras e frágeis emocionais pelos problemas que estão passando em suas vidas.

Babilônia também é aqui: “A Pátria amada e idolatrada” é um grande terreiro de ídolos, orixás, deuses e demônios na terra e na praia de sol de 40 graus. Aqui é a terra de Deus, mas, também é o chão de Marduque e Baal. Jesus é o caminho e muitos líderes religiosos estão cobrando caro demais o pedágio.

As alianças política e partidária se espelham no sincretismo religioso. A promiscuidade sexual segue o modelo das hieródulas. O sacrifício humano ao deus Moloque continua como sempre.

Política suja, religiões, seitas, crenças alienantes e interesseiras por bens materiais, sociedade hipócrita com o seu falso moralismo e a cultura de morte fazem parte do verdadeiro reality show brasileiro.

“A terra da Santa Cruz” é a terra do “Cristo Redentor” e a terra dos que desconhecem verdadeiramente o preço que custou a redenção da Cruz.

Desde o início, passaram por aqui e fizeram escola e lucram em nome da Cruz do Redentor até hoje, e, até durar esse país os: monges loucos, pitonisas, fanáticos, fundamentalistas, sectários, messias, curandeiros, salvacionistas, místicos, santarrões, babalorixás, beatos, prestidigitadores, mitômanos, videntes, sebastianistas, conselheiros, virgens-santas, mártires, profetas, apóstolos, pastores, ‘bispos’, gurus, bruxos, magos, missionários, feiticeiros e evangelistas.

Em nome de Deus, da fé e dos mortos se ganham fortunas pela ignorância do povo.

CONCLUSÃO

Não há dúvida que existe no mundo e no Brasil tupiniquim uma indústria poderosa para fabricarem boçais.

A bênção e a maldição; a alta tecnologia e a extrema miséria andam de mãos dadas no Brasil.

O esquema é eliminar o bom senso, a razão crítica para que tudo seja levado na palhaçada e na impunidade.

A ideologia maquiavélica é negar o verdadeiro conhecimento e passar muitas informações, banais, desnecessárias e prejudiciais. Levar o ser humano ao vazio, ao ridículo, ao nada. Condicionar a uma mente improdutiva, demente e cretina.

Não ter posse do verdadeiro conhecimento é viver, cego escravo, infeliz e cavando a própria sepultura.

Não faça parte do reality show “do coitado”, “do enfezado”, “do inferninho”, “do danado” e “do estropiado”.

Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Escritor e Pesquisador de Seitas
Especialista em Ciência Social da Religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

REFERÊNCIAS:

Folha de São Paulo, 11/08/2009, p. E6.
O Globo, 15/11/2009, p. 2.
Extra, 16/08/2009, p.3.
O Dia, 25/10/2009, p.33.
Jornal do Brasil, 24/08/2009, p. A5.
Veja, 19/08/2009, p.142.

Martinho Lutero sobre os crucifixos, imagens de santos e o Sinal da Cruz.

Artigo traduzido do livro Martinho Lutero: Analise Crítica Católica e Louvor. Contem uma série de citações de Lutero a respeito do crucifixo e imagens.

CRUCIFIXOS

O costume de segurar um crucifixo diante de uma pessoa que esteja morrendo tem mantido muitos na comunidade Cristã e permitiu-lhes morrer com uma Fé confiante no Cristo crucificado. (Sermão sobre João, Capítulos 1-4, 1539; LW, Vol. XXII, 147)

Foi uma prática boa segurar um crucifixo de madeira diante dos olhos dos moribundos ou pressionar nas mãos deles. Isto trouxe o sofrimento e a morte de Cristo a mente, e confortava os moribundos. Mas para os outros, que arrogantemente se basearam em suas boas obras, entraram num céu que continha um fogo crepitante. Pois eles foram afastados de Cristo e falharam em impressionar a Paixão e morte vivificante de Jesus, em seus corações.(Sermão sobre João, Capítulo 6-8, 1532; LW, Vol. XXIII, 360)

Quando eu escuto falar de Cristo, uma imagem de um homem pendurado numa cruz toma meu coração, assim como o reflexo de meu rosto aparece naturalmente na água quando eu olho nela. Se não é pecado, mas sim bom em ter uma imagem de Cristo em meu coração, porque deveria ser um pecado de tê-lo em meus olhos? (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 99-100)

IMAGENS E ESTATUAS DE SANTOS

Agora, nós não pedimos mais do que gentileza em considerar um crucifixo ou a imagem de um santo, como testemunha, para a lembrança, como um sinal, assim como foi lembrado à imagem de César. (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 96)

E eu digo desde já que de acordo com a lei de Moises, nenhuma outra imagem é proibida, do que uma imagem de Deus no qual se adora. Um crucifixo, por outro lado, ou qualquer outra imagem santa não é proibida. (Ibid., 85-86)

Onde, porém, imagens ou estatuas são produzidas sem idolatria, então a fabricação delas não é proibida.

Meus confinadores devem também deixar-me ter, usar, e olhar para um crucifixo ou uma Madonna… Contanto que eu não os adore, mas apenas os tenha como memoriais. (Ibid., 86,88)

Porém, imagens para memoriais e testemunho, como crucifixos e imagens de santos, são para ser tolerados… E não são apenas para ser tolerados, mas por causa do memorial e testemunho eles são louváveis e honrados… (Ibid., 91)

SINAL DA CRUZ - Oração da Manhã

De manhã, quando você levantar, faça o sinal da santa cruz e diga: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém…

À noite, quando fores dormir, faça o sinal da santa cruz e diga:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

(Pequeno Catecismo, 1529, Seção II: Como o Chefe da Família Deve Ensinar a Sua Família a Orar Pela Manha e Noite, 22-23)

Assim se originou e continua entre nós o costume de dizer a graça e retornando graças às refeições, e outras orações de manhã e à noite. Da mesma fonte veio a prática com crianças de benzer-se a visão ou audição de ocorrências aterrorizantes… (Grande Catecismo, 1529, O Segundo Mandamento, seção 31, p.57)

Se o diabo coloca na sua cabeça que em você falta a santidade, a piedade e o merecimento de Davi e por essa razão não podem ter certeza que Deus escutará você, faça o sinal da cruz e diga a si mesmo: “ Deixe ser piedosos e dignos aqueles que serão!! Eu sei com certeza que eu sou uma criatura do mesmo Deus que criou Davi. E Davi, independente de sua santidade, não tem um Deus nem melhor nem maior do que eu.” (Salmo 118, LW, Vol. XIV, 61)

Se você tiver um poltergeist ou espírito tocando em sua casa, não vá e discuta sobre isso aqui e ali, mas saiba que não existe um espírito bom ao qual não procede de Deus. Faça o sinal da cruz quietamente e confie em sua fé. (Sermão do Festival da Epifania, LW, Vol. 52, 178-79)

BIBLIOGRAFIA E FONTES PRIMÁRIAS

Grande Catecismo, 1529, traduzido por John Nicholas Lenker, Mineapolis: Augsburg Publishing House, 1935.

Os Trabalhos de Lutero (LW-Luther’s Work), Edição Americana, editado por Jaroslav Pelikan (volumes 1-30) e Helmut T. Lehmann (volumes 31-55), São Luis: Concordia Pub House (volumes 1-30); Filadelfia: Fortress Press (volumes 31-55), 1955.

Armstrong, Dave. Martinho Lutero sobre os crucifixos, imagens de santos e o Sinal da Cruz. [Traduzido pela colaboradora Ana Paula Livingston]. Disponível em: http://socrates58.blogspot.com/2008/04/martin-luther-on-crucifixes-images-and.html.

A inconstituicionalidade imoralizada pelos "sábios" de arquitetadas falácias.

Romanos 12, 2. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.

Esse reconhecimento é um retrocesso dada pelo STF. Muito se falou em preconceito, discriminação, liberdade de escolha sexual, outras formas de convivencia familiar, o orgão sexual é um plus e dai pro diante. Expressões essas para dar legitimidade a uma minoria, segundo IBGE 60 mil, as suas praticas. Muitos são politicamente correto e vão na onda da midia e dizem "eles tem direito". Nenhuma dessas "afirmações" me convencem ao ponto do Supremo dá seu parecer favoravel aos gays. Até porque não acredito que conceito gere preconceito e posso ir além, não existe homofobia e sim heterofobia. O STF provou por A e mais B que a lei sem moral é vã. Eu queria uma discursão a respeito da PL 122 de modo real e sem circo. Meu conceito contrário esta firmado na Constituição e na religião. A Constituição especifica claramente o que é união estavél:

Art. 226 § 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

Dispositivo do Codigo Civil, Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. - que é uma reprodução da Constituição Federal.

Como disse o advogado Hugo Cysneiros "afeto não pode ser parâmetro para constituição de união homoafetiva estável”. E foi além: "poligâmicos, incestuosos, alegrai-vos! Vocês também procuram afeto." E finalizou dizendo: "A Constituição não é lacunosa. A falta da palavra “apenas” não pode significar que todo e qualquer tipo de união poderá ser contemplada. Quando a Constituição fala em homem e a mulher, não posso enxergar algo distinto de alguém do sexo masculino e alguém do sexo feminino. Aqui não são os perseguidos, oprimidos e massacrados contra os poderosos. Trata-se do que quis dizer o nosso legislador constituinte originário, e ele já disse tudo."

Na questão religiosa, enumero citações biblicas. Não são palavras minha e sim as repasso:

1 Timoteo 1 : 8 Sabemos que a Lei é boa, contanto que usemos dela como se deve. 9. De fato, a Lei não é feita para o justo, mas para os indisciplinados e rebeldes, para os irreligiosos e pecadores, para os ímpios e mundanos, para os que matam pai ou mãe e para os demais assassinos, 10. para os dados à prostituição, os sodomitas, os traficantes de escravos, os mentirosos, os perjuros e para tudo o mais que se opõe a sã doutrina, 11. a qual é conforme ao glorioso evangelho de Deus bendito, a mim confiado!

I Coríntios 6 : 9 Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos 10. nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.

Isaías 49 : 1 Escutai-me, terras de além-mar, povos distantes, atenção! Desde o seio materno, o SENHOR me chamou, desde o ventre de minha mãe, já sabia meu nome. 5. E agora o SENHOR vai falar, ele que desde o útero me vem formando para que eu seja seu servo, de volta lhe traga Jacó, e reúna Israel para ele. Fui valorizado aos olhos do SENHOR, o meu Deus é a minha força.

Efésios 4 : 17 Eu vos digo, pois, e vos conjuro no Senhor, que não vos comporteis mais como se comportam os pagãos, por sua mentalidade fútil. 18. Eles têm a inteligência obscurecida e são alheios à vida de Deus, por causa da ignorância produzida neles pela dureza de seus corações. 19. Com sua consciência embotada, entregaram-se à devassidão, praticando avidamente toda sorte de impureza. 20. Quanto a vós, não foi assim que o Cristo vos foi ensinado, 21. se é que ouvistes falar dele e nele fostes instruídos, conforme a verdade que há nele — em Jesus. 22. Precisais deixar a vossa antiga maneira de viver e despojar-vos do homem velho, que vai se corrompendo ao sabor das paixões enganadoras. 23. Por outro lado, precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, 24. e vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade.

Agora essa é pra você ver que a Sagrada Escritura é justa e fiel. Te faço outro desafio: leia essa passagem biblica no seu programa. Porque depois de lê-la a consciência, eu duvido que seu posicionamento seja tão insisivo que possa continuar com o mesmo posicionamento:

Romanos 1 : 18. Ao mesmo tempo revela-se, lá do céu, a ira de Deus contra toda impiedade e injustiça humana, daqueles que por sua injustiça reprimem a verdade. 19. Pois o que de Deus se pode conhecer é a eles manifesto, já que Deus mesmo lhes deu esse conhecimento. 20. De fato, as perfeições invisíveis de Deus — não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade — são claramente conhecidas, através de suas obras, desde a criação do mundo. Portanto, eles não têm desculpa: 21. apesar de conhecerem a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe deram graças. Pelo contrário, perderam-se em seus pensamentos fúteis, e seu coração insensato se obscureceu. 22. Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos 23. e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma imagem de seres corruptíveis, como: homens, pássaros, quadrúpedes, répteis. 24. Por isso, Deus os entregou, dominados pelas paixões de seus corações, a tal impureza que eles desonram seus próprios corpos. 25. Trocaram a verdade de Deus pela falsidade, cultuando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. 26. Por tudo isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: tanto as mulheres substituíram a relação natural por uma relação antinatural, 27. como também os homens abandonaram a relação sexual com a mulher e arderam de paixão uns pelos outros, praticando a torpeza homem com homem e recebendo em si mesmos a devida paga de seus desvios. 28. E, porque não aprovaram alcançar a Deus pelo conhecimento, Deus os entregou ao seu reprovado modo de pensar. Praticaram então todo tipo de torpeza: 29. cheios de injustiça, iniqüidade, avareza, malvadez, inveja, homicídio, rixa, astúcia, perversidade; intrigantes, 30. difamadores, odiadores de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, tramadores de maldades, rebeldes aos pais, 31. insensatos, traidores, sem afeição, sem compaixão. 32. E, apesar de conhecerem o juízo de Deus que declara dignos de morte os autores de tais ações, não somente as praticam, mas ainda aprovam os que as praticam.

Sem mais Leandro Costa. “A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CNBB: união entre homossexuais é a 'destruição da família'.

Embora o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo não seja tema da 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos que participam do evento anual, que está sendo realizado em Aparecida (SP) e define as ações da Igreja Católica no Brasil, condenaram o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo. O arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, afirmou que a união entre homossexuais aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma "agressão frontal" à família, fato com o qual a Justiça estará "institucionalizando a destruição da família". - Criando essa norma, essa lei, estaremos institucionalizando a destruição da família. Se torna mais uma vez uma agressão frontal à família que nós sempre defendemos - disse o arcebispo de Maringá, que não concorda com o "matrimônio" entre gays: - Não podemos concordar que aí exista uma união matrimonial, porque não existe uma união sacramental entre duas pessoas do mesmo sexo.

Criando essa norma, essa lei, estaremos institucionalizando a destruição da família. Se torna mais uma vez uma agressão frontal à família que nós sempre defendemos.

Para o bispo de Nova Friburgo (RJ), dom Edney Gouvêa Mattoso, é preciso que haja discernimento entre o que é "união civil" e "casamento", já que a Igreja Católica condena o casamento entre homossexuais, não a união civil.

- Uma coisa é união civil, outra é casamento. A Igreja se posiciona contrária a questão do casamento. O casamento, do ponto-de-vista religioso, é um sacramento e tem suas orientações próprias. Agora, o direito de duas pessoas de conviver e constituir um patrimônio, com direito a herança, penso que é consenso. Mas essa união não pode ser chamada de casamento - pregou o bispo.

Seria uma contradição, conforme o ponto-de-vista de dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, a Igreja defender a infelicidade das pessoas, mas a felicidade, conforme seus princípios, não deve ter como base uma família homossexual.

- A Igreja não deseja a infelicidade das pessoas. Isso seria uma contradição em si mesma. Ela busca, na fidelidade de Jesus, a salvação das pessoas, portanto a realização plena das pessoas. A Igreja, ao pensar assim, não está castigando ninguém, não está sendo proibitiva, leviana. Não, ele entende que o ser humano de fato se realizará na profundidade de sua relação na constituição de uma família a partir de um casal homem e mulher. Não homossexual.

Em tom didático, dom Joaquim Mol, que já foi professor da PUC-MG, observa que a discussão que acontece a partir da proposta de união gay em votação no STF deve servir para que a Igreja reforce suas convicções

- No Brasil nós deveremos dar o exemplo de reforçar nossa ação na criação de convicções das pessoas. Essas questões todas que tem sido discutidas ultimamente no Brasil, em outros países já foram discutidas, inclusive aprovadas. A Igreja não deseja ficar brigando apenas pela lei. Ela deseja uma lei muito boa e, se a lei contempla o que ele acredita, melhor ainda. Mas se isso não acontece, como já acontece em muitos países, e em algumas situações no Brasil, o que as Igreja precisa fazer é gerar convicções - defendeu o bispo mineiro.

Como exemplo, dom Joaquim Mol cita a hipótese de criação de uma lei que permitisse roubar que, mesmo aprovada, não teria a prática dos católicos convictos.

- Se essa lei for criada, que nós trabalhemos com a convicção tal que o cristão, seguidor de Jesus, diga assim: 'Embora a lei me faculte isso, por convicção e porque sou seguidor de Jesus e seu evangelho, eu não vou.' É a ação como resultado da convicção

Mais comedido, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, observou que, assim como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a igreja católica no Rio quer garantir direitos civis a funcionários públicos, cidadãos que constroem um patrimônio em conjunto, a Igreja Católica quer preservar o direito de todos

- A CNBB, como toda a Igreja do Brasil e do mundo inteiro, quer preservar o direito de todos, quer o bem de todos, a dignidade de todos. No caso do Rio de Janeiro, o governador quer que as pessoas tenham direito a herança, uma coisa e outra. São questões financeiras, estão trabalhando juntos, construindo juntos, mas não é uma família. A Igreja sempre defendeu, defende e defenderá os direitos das pessoas, é contra qualquer exclusão - defendeu.

Dom Orani afirma que não há qualquer divergência dos católicos em relação a duas pessoas que constroem os seus bens em conjunto, mas em relação ao que se entendo como família.

- O que a Igreja coloca é que partimos de bases diferentes, a família. A família é uma entidade que vem do direito natural, não é uma decisão da maioria das pessoas. As pessoas tem o direito sim, de ter sua responsabilidade, sua dignidade. Somos favoráveis a isso. Mas não é pela maioria que se diz o que é família.


SUSTENTAÇÃO ORAL CONTRÁRIA AO RECONHECIMENTO DA UNIÃO HOMOAFETIVA ESTÁVEL PERANTE O STF.

Advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae (amigos da Corte), contra pedidos feitos na ADPF 132 e na ADI 4277.

A participação das entidades, na sessão desta quarta-feira (4), ocorreu durante julgamento de duas ações relativas ao reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo.

O advogado Hugo Cysneiros disse que a Constituição brasileira é clara e específica em relação à união estável. Ao ler o artigo 226 da Carta Magna ele destacou que se o legislador fosse favorável à equiparação de direitos para casais homoafetivos, teria usado a palavra “indivíduos” ou “seres humanos”, e não homens e mulheres para efeito de proteção do Estado.

“Afeto não pode ser parâmetro para constituição de união homoafetiva estável”, sustentou o advogado Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, em nome da CNBB, primeira entidade a se pronunciar de forma contrária sobre a matéria em análise dasações.

Cysneiros começou sua argumentação chamando a atenção dos presentes ao dizer que uma relação afetiva não garante o direito a uma união estável. Para o advogado da CNBB, criminosos também poderiam arguir o mesmo direito.

- Poligâmicos, incestuosos, alegrai-vos! Vocês também procuram afeto.

O advogado declarou que a Constituição Federal, em seu artigo 226, disciplina que as uniões estáveis são garantidas aos homens e às mulheres, mas não entre pessoas do mesmo sexo. Para Cysneiros, não é a falta da palavra “apenas” que viabilizaria o direito aos homossexuais.

- A Constituição não é lacunosa. A falta da palavra “apenas” não pode significar que todo e qualquer tipo de união poderá ser contemplada. Quando a Constituição fala em homem e a mulher, não posso enxergar algo distinto de alguém do sexo masculino e alguém do sexo feminino. Aqui não são os perseguidos, oprimidos e massacrados contra os poderosos. Trata-se do que quis dizer o nosso legislador constituinte originário, e ele já disse tudo.

Cysneiros apresentou como exemplo de decisões contrárias à união homoafetiva casos envolvendo os Estados Unidos e a França, que rejeitaram em suas supremas cortes pedidos semelhantes.

- Homossexual não forma uma classe, ao contrário do que formam os afro-americanos. Afeto e existência não podem ser requisitos fáticos para o reconhecimento de união estável.

Constituição sem lacunas

Conforme ele, “a pluralidade tem limites”, tal limitação ocorreria porque a sociedade decidiu se submeter à Constituição Federal. “As pessoas decidiram se contratar socialmente em torno de uma Carta de conteúdo claramente político que estabelece e delibera direitos e deveres mútuos e que permite a nossa convivência”, afirmou.

Para ele, não há lacunas na Constituição e a falta da palavra “apenas” não pode significar que, por essa razão, “toda e qualquer tipo de união, agora, deverá ser contemplada”. Hugo de Oliveira ressaltou ser equivocada a tentativa de deslocar a discussão para o âmbito do direito natural, para um discurso metafísico. “Aliás, ela é mal intencionada porque nós temos aqui uma discussão jurídica, dogmática, positivada, temos uma Carta que disciplina o tema, que estabelece, numerus clausus, quais são as hipóteses de família e de união estável”, destacou, salientando que a Constituição utiliza as palavras ‘homem’ e ‘mulher’, caso contrário falaria em ‘indivíduos’, ‘homens’, ‘pessoas’ ou ‘seres humanos’.

O advogado da Conferência disse que lacuna constitucional “não pode ser confundida com não encontrar na Constituição aquilo que quero ouvir”. Segundo ele, o discurso tem que ser um só, por isso pede que o raciocínio e a análise do Supremo sejam direcionados, absolutamente, tendo como referência o texto constitucional. “O discurso deve ser centrado na Constituição e não em questões filosóficas ou metafísicas”, acrescentou.

Conforme Hugo de Oliveira, o dispositivo do Código Civil (art. 1.723), supostamente inconstitucional, é reprodução da Constituição Federal. “Como um dispositivo que reproduz a Constituição é inconstitucional? A Constituição é inconstitucional?”, questionou. Para ele, não se trata dizer ser contra ou não ao reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo, mas é uma questão de a união homoafetiva ser constitucional ou não.

O representante da CNBB afirmou que a Confederação não que pregar qualquer raciocínio maniqueísta, do bem contra o mal, mas o que quis dizer o legislador constituinte originário. “Sei que estamos diante de um tema sensível e que envolve emoções profundas e que permitem, sim, a deturpação do debate”, avaliou.

Referências internacionais

Ele fez referências à decisões internacionais, tais como a da Suprema Corte americana, segundo a qual, “homossexual não forma uma classe, ao contrário do que formam, por exemplo, os afro-americanos”. Aquela Corte, conforme Hugo de Oliveira, também afirmou que os institutos de direito de família aplicam-se ao matrimônio e à família e não à união homossexual.

Também citou decisão recente da Suprema Corte francesa no dia 28 de janeiro de 2011. Ao analisar a Declaração de 1789, o Conselho Constitucional da França disse que a Declaração de Direitos Humanos “não é ilícita, não é inconstitucional, não agride a dignidade da pessoal humana, não é preconceituosa, não é racista, não atenta contra diversos princípios”. “Aquela Carta, muito semelhante à nossa, faz referência à entidade familiar como aquela que é decorrente da união do homem e da mulher e diz, ainda, que se a sociedade clama por outra solução, que busque no parlamento, pois o constituinte originário decidiu de outra maneira”.

Associação Eduardo Banks: vontade dos brasileiros

Pela Associação Eduardo Banks, falou o advogado Ralph Anzolin Lichote. “Esse julgamento pode ter consequências inimagináveis para todos se dermos um passo errado. Imaginem o fardo de ter que conviver com esta cruz sabendo que, para a maioria do povo brasileiro, Deus criou o casamento quando criou Adão e Eva”, salientou.

Para ele, assim como o povo brasileiro não está preparado para a legalização da maconha, para o incesto ou para a pena de morte – apesar de mais de 60 países já terem a pena de morte e apenas seis ou sete ter o casamento homoafetivo – “também não estamos preparados para o casamento homoafetivo”. “Por que temos que ser pioneiros numa coisa que o brasileiro não quer? Por que Cabral e Dilma não fazem um plebiscito? Porque eles sabem que o povo brasileiro não aceita, tem a sua cultura enraizada”, afirmou Lichote.

Segundo o advogado da associação, a vontade da maioria deve ser garantida e, da minoria, respeitada. “O que está tentando se fazer aqui hoje é a vontade de uma minoria organizada e barulhenta, desrespeitando milhões de brasileiros”, analisou. “Quero finalizar fazendo um brinde de justiça à família brasileira e à vida que só pode ser concebida de acordo com a nossa lei, ou seja, através da união de um homem com uma mulher”, concluiu.

FONTES:
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3–158-20110504&tit=pluralidade+tem+limites+diz+advogado+da+cnbb
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/advogado-da-cnbb-vai-contra-uniao-civil-entre-gays-e-diz-que-homossexuais-nao-formam-uma-classe-20110504.html
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/cnbb+a+luta+nao+e+do+bem+contra+o+mal+a+constituicao+e+contra/n1300150404383.html
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178775

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O STF e o julgamento sobre gays formando uma entidade familiar.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve resolver nesta quarta-feira (04/05/11), pelo menos é o que esperamos, uma das polêmicas sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo e que interessa amplamente a nós católicos, uma vez que se trata de ataque frontal à doutrina católica e, por conseqüências a todos que se dizem cristãos não católicos também.

O STF é a mais alta Corte do país e julga questões de afronta constitucional, seja por ordem positiva concedendo a constitucionalidade ao que se questionava inconstitucional seja negativa ao declarar inconstitucional tal procedimento ou ato normativo.

Haverá hoje o julgamento de duas ações que pedem o reconhecimento da união entre gays como uma “entidade familiar”, o que significaria estender aos homossexuais todos os direitos garantidos à união estável entre homem e mulher, ou seja, fazer o que nem os Romanos, no auge de sua degradação moral fizeram. Naquele império a degradação moral foi tamanha de acabou por destruí-lo por inteiro, contudo nunca foi reconhecida a relação homossexual como igual à relação natural heterossexual. A prática homossexual era amplamente divulgada e exercitada, mas nunca se tentou reconhecer como igual ao casamento, muito menos elevar uma dupla homossexual à condição de equiparada ou igualitária à família, por acaso célula tronco da sociedade.

A análise do tema – que já começou antes do julgamento em outras instâncias da Justiça – promete um debate sobre garantia de direitos fundamentais, como igualdade, e a forma como os poderes Legislativo e Judiciário têm tratado o casamento gay.

De acordo com a Constituição Federal, “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Esquecem-se que casamento vem de casal e casal somente existe se houver um homem e uma mulher. Mas mudar os conceitos é praxe de minorias que tentam impor sua vontade, algo que vem se tornando comum principalmente após o advento de um governo com viés esquerdopata como o do PT e congêneres.

Para o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), um ex-BBB, ou seja, um exemplo para o país, defensor dos direitos dos gays, o julgamento desta quarta demonstra que o Judiciário “está mais avançado” que o Congresso Nacional na busca de garantias dos direitos dos homossexuais.

Apenas para enfatizar o que esse indivíduo vem fazendo dentro do Congresso, ele, em seu blog particular publicou várias mensagens dizendo que cristãos são doentes, homofóbicos, preconceituosos, violentos, ignorantes e fanáticos, e que ele se dedicará ainda mais a eliminar a influência do cristianismo na sociedade. O deputado enfatizou que seu mandato tem como foco a defesa dos interesses da militância gay e o combate a seus "inimigos".

Depois somos nós que os doentes. O cara nasce com órgão genital masculino e resolve que não deve usá-lo naturalmente. Prefere usar outra parte do corpo para a cópula, uma parte naturalmente e visivelmente feita com outra finalidade. Depois eu é que sou doente!

Mas voltando ao assunto, “Todas as decisões favoráveis de juízes em prol da união estável e da adoção de crianças [por parte de casais gays] mostram que o Judiciário está à frente do Legislativo no sentido de estender a cidadania ao conjunto da população. Estou muito esperançoso”, afirmou o enfermo deputado acima citado.

De outro lado, a defesa da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – que atua como parte interessada no processo – afirma que não usará argumentos religiosos, mas pretende provocar um debate técnico no STF. O debate técnico é bom e essencial, contudo a CNBB teima em buscar só o debate técnico esquecendo que a amplíssima maioria da população é cristã e a maior parte dela é católica, o que faz com que o debate religioso não possa faltar, trata-se de democracia. Não é assim que aprendemos na escola: a maioria. Então, a maioria segue preceitos religiosos e a maioria sequer se importa com questões técnicas e sequer as sabe.

Segundo o advogado da CNBB, Hugo Sarubbi Cysneiros, o reconhecimento de uniões estáveis já é tratado de forma “clara e evidente” na Constituição. “A lei diz que a família se dá pela convivência entre homem e mulher. Não há nada que ser interpretado. Não consigo conceber porque a expressão ‘homem e mulher’ tenha que ser discutida”, alegou o advogado.

A CNBB vai ao STF pedir que a lei seja mantida como está e defender que o papel de mudar a Constituição é do Congresso Nacional e não da Justiça. O pior e tudo é ainda dar ideia pra esse povo herefóbico: “O fenômeno homossexual sempre existiu e a Igreja [Católica] reconhece que é um fato e o próprio Catecismo prega o respeito a essa situação. Mas [a união entre gays] não é família, porque a Constituição diz que não é”, afirmou Cysneiros.

Aliás nem poderia ser já que se a humanidade resolver se enveredar por esse caminho ela estará extinta em uma única geração, afinal desse mato não sai cachorro, ou mais claramente falando, homem com homem dá lobisomem, mulher com mulher dá jacaré. O que não dá nunca é ser humano.