quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Embaixada americana faz dossiê sobre Dilma Rousseff.

No dia seguinte à posse de Dilma Rousseff como ministra-chefe da Casa Civil, em 21 de junho de 2005, o Departamento de Estado americano recebeu um documento de quatro páginas enviado pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo. Embora tenha sido desclassificado, o dossiê Dilma Rousseff foi carimbado como "sensível".

O material traça um perfil completo da ministra, de seu passado de guerrilheira sob o regime militar, quando foi presa e torturada, até o presente de técnica prestigiada, tida como durona e workaholic. Citando um certo "conselheiro sênior", o relatório sustenta que a ministra, às vezes, não respeita hierarquia.

O material não se atém somente ao perfil profissional: detalhes como o gosto musical e a recente dieta adotada por Dilma são citados no documento. É revelado, inclusive, que a dieta da ministra é a mesma que fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perder peso.

O texto informa que o primeiro marido de Dilma, Claudio Linhares, seqüestrou um avião e vive em Cuba, e que a ministra está separada do segundo (Carlos Araújo, advogado e igualmente ex-guerrilheiro). Até mesmo a advogada Paula Rousseff Araújo, filha de Dilma e Araújo, é citada: "Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde passa os finais de semana".


Trechos do documento:

Joana d'Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil: É esse o subtítulo do item dois do “dossiê Dilma”. Anota: “No dia 21 de Julho [de 2005], o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova ministra-chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa [...]”;

Gestora durona
: “Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002. Ela é uma gestora durona e exigente, que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote, como [José] Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a "burocracia".


Assaltos a banco e guerrilha: “Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, o Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da dtadura mlitar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais. Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares”;


"Theft of Adhemar’s Safe": "Em 1969, ela planejou um assalto lendário conhecido como ‘o roubo do cofre de Adhemar’. A operação arrombou o apartamento carioca da amante do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, recolhendo US$ 2,5 milhões que Ademar guardava no local";

Marido seqüestrador e eletrocoques: “Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que, em janeiro de 1970, seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá. Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque”;

Formação acadêmica e gostos pessoais
: “Rousseff tem grau de mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso, depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente”;


Da desconfiança aos elogios: “Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias. norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo de [ministra das Minas e] Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente. Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic”;


Inapetência política: “Diferentemente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um "choque de gestão" na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.

Queixas de aliados: “Alguns no Congresso reclamam que Rousseff não entende de política partidária. Em abril [de 2005], o Senado rejeitou [uma] nomeação para a Agência Nacional de Combustíveis em retaliação pela oposição dela à nomeação de um aliado do partido PMDB para uma subsidiária da Eletrobrás, Companhia Estatal de Eletricidade (Rousseff optou por dar a posição para Adhemar Palocci, irmão do [então] ministro Antônio Palocci)”.


Íntegra:



REF: BRASILIA 1631

1. (SBU) SUMMARY. No dia 21 de junho, o presidente brasileiro Lula da Silva nomeou a Ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, como sua nova Ministra da Casa Civil, ocupando o lugar de José Dirceu, que pediu demissão semana passada em meio a um crescente escândalo de corrupção.

Rousseff foi uma militante de oposição, foi aprisionada e torturada pelo regime militar brasileiro. Ela recebeu formação em economia e passou vários anos em posições de comando em municípios e no estado do Rio Grande do Sul. Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002.

Ela é uma gestora durona e exigente que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote como Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a "burocracia" .

2. (SBU) No dia 21 de Julho, o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova Ministra Chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora semana passada por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa.

Ela ressaltou que, contrariamente ao que estava sendo divulgado pela imprensa, isso não quer dizer que ela seja apenas uma tecnocrata. "Esse não é um cargo técnico, mas sim político. Político no melhor sentido da palavra. Eu não sou mais uma executora (do Ministério de Minas e Energia), mas uma facilitadora dos projetos dos meus colegas de gabinete".

3. (SBU) Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947 no Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da Ditadura Militar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais.

Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares. Em 1969 ela planejou um assalto lendário conhecido como "Theft of Adhemar's Safe", "o roubo do cofre de Adhemar".

A operação arrombou o apartamento carioca da amante do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, recolhendo US$ 2,5 milhões que Ademar guardava no local. Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que em janeiro de 1970 seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá.

Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque.

4. (SUB) Libertada no final de 1973, Rousseff mudou-se para o Estado do Rio Grande do Sul. Quando seus direitos foram restaurados pela anistia geral de 1979, ela entrou para o PDT, partido do líder de esquerda Leonel Brizola. Ela serviu em diversos cargos em posições municipais e estaduais: Presidente da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (1991-1993); Secretária de Energia, Minas e Comunicações (1993-1994).

Ela depois assumiu como Secretária Estadual de Minas pelo governo do partido trabalhador de Olívio Dutra (1999-2002) e mudou para o PT em 2001. Ela foi um membro chave no time de transição do governo Lula em 2003, e então Lula a nomeou Ministra de Minas e Energia alguns dias depois.

5. (SUB) Rousseff tem grau de Mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um Doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso,depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente.

6. (SBU) Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias Norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo da Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente.

Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic. Seu maior feito como Ministra foi o desenvolvimento do novo modelo de setor elétrico brasileiro, que busca reduzir preço ao consumidor, através de contratos mais longos para fornecimento entre Geradoras e Distribuidores.

Outro programa desenvolvido durante seu comando incluem o "Luz para Todos" e o foco no desenvolvimento do Biodiesel. Diferente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um "choque de gestão" na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.

7. (SUB) Alguns no Congresso reclamam que Rousseff não entende de política partidária. Em abril, o Senado rejeitou sua nomeação para a Agência Nacional de Combustíveis em retaliação pela oposição dela a nomeação de um aliado do partido PMDB para uma subsidiária da Eletrobrás, Companhia Estatal de Eletricidade. (Rousseff optou por dar a posição para Adhemar Palocci, irmão do Ministro Antônio Palocci).

Seu conselheiro Sênior nos disse que ela, às vezes,não leva em consideração hierarquia preferindo chamar diretamente servidores técnicos, passando por cima de seus supervisores.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dilma roussef é lésbica, afirma mineira.

"Dilma Rousseff é Lésbica, mas nunca quis assumir nosso romance publicamente"

A declaração é de Verônica Maldonado, uma doméstica que afirma ter tido um longo romance com a atual candidata à presidencia da república, Dilma Rousseff.

"Nos relacionamos durante mais de quinze anos, mas quando surgiu essa oportunidade em Brasília, ela nunca mais quis saber de mim".

Verônica afirma possuir fotos, cartas e outros documentos que comprovam a relação duradoura e pretende pleitear na justiça o direito à uma pensão mensal.

"Afinal nós tivemos um relacionamento durante mais de qinze anos, período em que deixei de trabalhar, estudar, apenas para ficar com ela. Acho que tenho direitos como qualquer outra mulher!"

Segudo o advogado de Verônica, Dr. Celso Langoni Filho, a possibilidade de ganho de causa é concreta, uma vez que sua cliente é capaz de comprovar a existência de uma relação estável e duradoura. Ele cita o caso da Justiça de Pernambuco, que tomou uma decisão inédita este mês ao reconhecer a união estável de duas lésbicas para fins de pagamento de pensão.

"A decisão da juíza Paula Maria Malta, da 11ª vara da família e registro civil da capital pode abrir jurisprudência para que outros juízes sigam o parecer", afirma Celso Longoni.

Em sua decisão, a juiza alegou que o artigo 226 da Constituição diz que a família é um bem da socedade e que tem proteção especial do estado. A lei se refere ao elacionamento entre homem e mulher, mas não fala em pessoas do mesmo sexo.

Fonte: http://catageral.blogspot.com/2010/09/dilma-roussef-e-lesbica-afirma-mineira.html


terça-feira, 5 de outubro de 2010

PT estuda tirar aborto de programa para estancar queda de Dilma entre religiosos. Alguém acredita?

Acuado pela perda de votos de evangélicos na reta final do primeiro turno, o PT ensaia deixar de lado a defesa programática da descriminalização do aborto e já planeja retirar a proposta do programa do partido, aprovado em congresso.

A notícia é do jornal Folha de S. Paulo, 05-10-2010.

A medida deve ser discutida em reunião da Executiva do PT, como forma de responder aos rumores contra a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, apontados como o principal motivo para o crescimento de Marina Silva (PV), contrária à legalização do aborto, e a consequente ida da disputa presidencial ao segundo turno.

O primeiro contra-ataque partiu do secretário de Comunicação do PT, André Vargas. “O Brasil verdadeiramente cristão não votará em quem introduziu a pílula do dia seguinte, que na prática estimula milhões de abortos: Serra“, disse em seu Twitter.

A pílula do dia seguinte é um dos métodos contraceptivos criticado pela Igreja Católica e distribuída pelo Ministério de Saúde. Diferentemente do que Vargas sugere, sua adoção foi decidida antes de o tucano José Serra, rival de Dilma no segundo turno, ser titular da pasta.

O secretário de Comunicação do PT defende ainda o isolamento da ala do partido pró-legalização. “Agora é hora de envolver mais dirigentes na campanha. Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra”.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo, reconhece que a resolução do PT, pró-descriminalização do aborto, não é unânime no partido e não é a posição de Dilma.

Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática – o fez, por exemplo, em sabatina na Folha em 2007 e em entrevista em 2009 à revista “Marie Claire“.

Depois, ao longo da campanha, disse que pessoalmente era contra a proposta. Hoje, diz que repassará a discussão ao Congresso.

O tema se tornou tão incômodo que ontem, ao “Jornal Nacional“, Dilma o citou mesmo sem ter sido questionada (ela teve um minuto e meio para “dar uma mensagem aos eleitores”). “Eu tenho uma proposta de valores. Um princípio nosso de valorizar a vida em todas as suas dimensões”.

A senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a defesa da descriminalização do aborto pode até ser defendida por algumas alas do partido, mas pode “custar a Presidência da República”.

Já o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), puxador de votos evangélicos, disse que chegou a perder votos porque defendia Dilma, que “erroneamente” era associada a afirmações anticristãs.

Além do PT, o PMDB também defende uma ação para combater a associação de Dilma ao tema aborto, que virou onda de e-mails e comentários em meios religiosos.

Os peemedebistas querem que a candidata divulgue, enfim, um programa de governo deixando claro ser contra a legalização.

Ontem, Dilma reconheceu que a campanha percebeu muito tarde a onda associando seu nome ao tema do aborto e a uma fala, que ela não disse, de que nem Jesus Cristo tiraria dela a vitória.

Sobre a presença do presidente Lula na campanha, Dilma não precisou seu papel. “O presidente Lula a gente não pode falar em dose, ele não é o remédio é solução”, disse.

Alex disse:

Alguém acredita?Uma mudança de postura com relação a vida de milhares de crianças pela pura conveniência política.Continuo defendendo minha postura contrária ao PT e suas práticas de morte e pecado, sendo o aborto o pior destas, conforme todos podem ver no meu Twitter: https://twitter.com/alextscarneiro. Que Deus nos abençoe e a Virgem Aparecida interceda por nós.Paz e bem!

Carmadelio disse:

Caríssimo Carlos, partidos não se arrependem.Partidos tem recuos estratégicos pragmáticos tendo em vista “perder para ganhar”. A Ideologia que sustenta o PT é mais do que a Dilma e sua suposta boa vontade.




Livro Catecismo Contra o Aborto.

Download gratuito do livro “Catecismo Contra o Aborto”. Divulgue!!


No formato perguntas e respostas, o Padre David Francisquini aborda o tema para solidificar nos cristãos o quanto é abominável a prática do aborto.

Faça aqui o download gratuito do livro.

Se preferir a edição impressa, clique aqui ou acesse www.nascereumdireito.org.br.

PT reforça diretriz pela legalização do aborto

http://diasimdiatambem.wordpress.com/2010/02/21/pt-reforca-diretriz-pela-legalizacao-do-aborto/


Campanha da Fraternidade 2010: “Não se pode servir a Deus e ao PT”.

Para você amigo católico, amiga católica, que ainda não entendeu que o PT é o único partido brasileiro que tem a legalização do aborto como projeto de governo…


Proposta eleitoral do PT inclui de estatais mais fortes a aborto


O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou nesta sexta-feira, em Brasília, uma série de diretrizes que pretende incluir no programa de governo de seu candidato à presidência da República, provavelmente a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

(…)

Já no campo social, o documento final defende, entre outros pontos, a regulamentação do aborto, posição tradicional no partido e que já aparecia em documentos anteriores.

A notícia foi publicada no jornal O Globo. Em resumo, um católico não pode votar em um partido que tem a legalização do aborto como diretriz, como meta!

Veja o nível da conversa não é se o político fulano é a favor do aborto. O nível é este: sendo o político fulano do Partido dos Trabalhadores, não importa o que ele pensa sobre aborto, ele é obrigado a colaborar com as diretrizes do PT. Se for contra o aborto, deve ficar calado, não pode se expressar contrariamente ao que o partido compreende como seus objetivos mais básicos, parte de seu papel democrático.

Há políticos abortistas em vários partidos. Mas nenhum partido, com exceção do PT, já puniu ou advertiu filiados contrários ao aborto! Se você não acompanhou, isso aconteceu no ano passado quando o Luiz Bassuma, filiado ao PT desde as origens do partido, foi punido por ser uma liderança pró-vida na Câmara Federal. Como resultado da perseguição do PT, Bassuma teve que se filiar a outro partido.

Mas há padres petistas… Há bispos petistas, de modo especial no nordeste do Brasil (DIOCESE DE BARRA DO PIRAI / VOLTA RESONDA TAMBEM). Fato… Mas eles também não podem fazer nada, a não ser conseguir mais e mais votos para o partido. Prova de que não podem nada? Vamos lá… O deputado federal pelo PT, Padre Luiz Couto! O homem é simplesmente o presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara e, apesar de se dizer contra o aborto, nada pôde fazer para impedir que o PT continuasse determinado na luta pela legalização do aborto no país, já assinalada no Programa Nacional de Direitos Humanos.

O aborto não é uma questão do político, é uma questão do Partido dos Trabalhadores.

E ontem, sábado, 20, o PT escolheu Dilma Rousseff como pré-candidata à presidência do Brasil. Os oito anos de Lula foram um ensaio. Ninguém duvida… Lula é um bonachão, um ignorante, um homem de carisma que se presta ao serviço de um partido anti-católico. Confesso: eu gosto do Lula – mas não votei nele, não votaria jamais.

Dilma, sabe-se, é a encarnação do petismo. Não há comparação possível entre ela e Lula… Dilma será, a mim me parece claro, a Zapatero brasileira. Zapatero, o chefe do governo espanhol (premiê), legalizou o aborto, o casamento homossexual e deu início à perseguição de símbolos religiosos na Espanha. Ele se tornou o símbolo do secularismo hostil à religião e à moral católica. A Igreja Católica está com o “alerta vermelho” ligado na Espanha e, não por acaso, a próxima Jornada Mundial da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI vai ser nesse país, no ano que vem.

Mas há sacerdotes que não veem nada de mais nisso tudo. Ao que responde o Papa Bento XVI: “Quanta sujeira existe na Igreja! Até mesmo no meio daqueles que, sendo sacerdotes, deveriam pertencer inteiramente a Deus“.

O que acontece com a Igreja no Brasil? É uma pergunta complexa… Sugiro leitura do artigo Os enganos da cúpula da CNBB, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, em 29/01/2010, como um começo para quem quiser ter uma resposta precisa.

Os enganos da cúpula da CNBB.

"Faz-se necessária uma séria e urgente reflexão por parte da comunidade católica no Brasil, antes que seja tarde demais", escreve Francesco Scavolini, doutor em jurisprudência pela Universidade de Urbino (Itália) é especialista em direito canônico, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 29-01-2010.

Eis o artigo.

Enquanto o governo presidido pelo "católico" Lulla, com o recente decreto sobre direitos humanos, quer implementar, com outras aberrações, a descriminalização do aborto, isto é, do homicídio, a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em sua declaração sobre o referido decreto, recorre a malsucedidos exercícios de malabarismo verbal para não condená-lo abertamente.

No trecho em que tratam especificamente do conteúdo do decreto do governo, os bispos afirmam:

"Nele há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, ele contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, sem o qual não se construirá a sonhada democracia participativa, onde os direitos sejam respeitados, e os deveres, observados."

Em bom português, isso significa a "absolvição" pela cúpula da CNBB para Lula e qualquer outro político católico que aprove o aborto, uma vez que tais políticos tenham respeitado as regras dos trâmites democráticos. E mais: significa a proibição da objeção de consciência para os profissionais da saúde que porventura não queiram executar um aborto "democraticamente" aprovado pelo Parlamento.

Com relação a isso, é bom lembrar que foi um Parlamento regularmente eleito que consentiu a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha. E foi o mesmo Parlamento alemão que, com a delegação de plenos poderes a Hitler, abriu-lhe a estrada para a política de invasão da Europa, a organização dos campos de concentração e a execução da chamada "solução final" da questão hebraica, isto é, a eliminação de milhões de judeus.

Infelizmente não é a primeira vez que a atual cúpula da CNBB erra sobre a gravíssima questão do aborto. Eis o mais recente exemplo: quem acessar os arquivos da CNBB, no link "Notas e declarações", vai encontrar tomadas de posição bastante claras e explicativas, até nos mínimos detalhes, sobre vários acontecimentos de 2009.

Porém, quem quisesse entender a razão da "Declaração sobre o direito à objeção de consciência", datada de 24/9/09 e assinada pela cúpula da CNBB, não conseguiria, pois essa declaração, afirmando somente princípios éticos gerais, sem referência a nenhum fato historicamente determinado, é atemporal e poderia ter sido escrita 50 anos atrás, como também poderia ser escrita daqui a cem anos. Curioso, não é?


A explicação a respeito da referida declaração de 24/9 veio em 18/10/09 por meio de uma nota assinada não pela cúpula da CNBB, mas pelos bispos do Estado de São Paulo.

Nesse oportuno e corajoso documento - escrito especificamente para repudiar a punição infligida unanimemente pelo Diretório Nacional do PT, em 17/9/09, a dois deputados petistas por lutarem contra o aborto-, os bispos paulistas falam sobre objeção de consciência, mas o fazem criticando de forma contundente o partido do presidente Lula:

"O proceder do PT (...) demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do Estado democrático, além de violar o direito fundamental à vida, desde a concepção, (...) contrariando frontalmente a mensagem central do Evangelho".

Assim, os bispos de São Paulo expuseram claramente o que a cúpula da CNBB omitiu em sua surpreendente declaração do último 24/9. Diante de tudo isso, faz-se necessária uma séria e urgente reflexão por parte da comunidade católica no Brasil, antes que seja tarde demais.

Os projetos que tentam destruir os valores fundamentais da sociedade civil estão prestes a ser votados pelo Congresso: aborto, divórcio imediato, "casamento" homossexual.

Por isso, além de reafirmar as posições da igreja sobre os fundamentais valores éticos e morais, é preciso lembrar aos políticos católicos que não podem impunemente votar a favor de leis que violem os direitos da pessoa humana e da família.

Paradoxalmente, é necessário que a igreja brasileira aprenda com o PT: logicamente, não para punir quem luta a favor da vida, mas para punir os católicos que desrespeitam os valores sagrados da vida e da família.


E que ninguém falsamente invoque o direito à liberdade de expressão, pois, se tudo for considerado lícito e moral conforme a opinião individual de cada um e não forem reconhecidos e compartilhados na sociedade fundamentais valores éticos, que sejam defendidos também pelo Estado (até com a aplicação de sanções penais, como no caso do homicídio), tudo seria justificável, até, como recentemente aconteceu na Holanda, a existência legal do absurdo e insano partido dos pedófilos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Não ao aborto e aos Herodes de nosso tempo, exorta sacerdote brasileiro‏.

Em um artigo intitulado o "Não ao aborto e aos Herodes de nosso tempo" o Pe. Marcelo Tenório da Diocese de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, adverte que "nos partidos políticos sempre há quem defenda uma moral contrária à moral cristã. Entretanto, nenhum outro assumiu isso publicamente como o PT".

"Se o PT assume tais posições e luta por elas, não pode receber o nosso voto. A sua candidata é a Sra. Dilma Rousseff, logo também não pode receber o nosso voto"
, afirmou o sacerdote.

Assim o Pe. Tenório exorta os católicos a dizerem Não a todos os políticos que querem atuar como modernos Herodes perseguindo os mais indefesos, neste caso, a criança não-nascida, legalizando o aborto. Abaixo reproduzimos na íntegra o texto do Pe. Tenório:

«Muitas pessoas de boa vontade, inquietas e preocupadas com as eleições deste ano, sobretudo para Presidência da República, indagam-nos sobre algumas questões pertinentes:

1. Pode-se votar em candidatos que defendem o aborto, a união entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, ou qualquer outra coisa contrária à moral cristã?

2. Existe algum partido que defenda de forma clara o aborto, a união homossexual, a eutanásia?

3. A Igreja apóia algum partido político?
 


Bem, comecemos do fim. A Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor, tem a missão de anunciar o Reino dos Céus a todos os povos, a fim de que "todos cheguem ao conhecimento da Verdade" (I Tm 2, 4) e possam salvar-se. Ao criar o homem a sua imagem e semelhança Deus Pai lhe infundiu no coração a sua Lei Divina como base para toda e qualquer lei humana, positiva, de forma que toda norma social dela se originasse e a ela convergisse. 



Por isso, respondendo à primeira interrogação, não podemos eleger com nosso voto pessoas que não se alinham à Lei Suprema e Divina e que defendam posições contra a Lei de Deus, ou mais claramente, contra Deus. Votar em quem é a favor da legalização do aborto, quem defende e promove o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo, é colaborar com a paganização do Estado, que jamais pode ser laico, visto que deve ser regido por leis em perfeita harmonia com a Lei Divina Positiva. É o que chamamos de Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Nos partidos políticos sempre há quem defenda uma moral contrária à moral cristã. Entretanto, nenhum outro assumiu isso publicamente como o PT. Em suas declarações, documentos e práticas, fica bem claro o que ele pensa e para onde ele aponta.



Vejamos os passos que o governo do PT tem dado em direção à legalização do aborto no Brasil e demais atentados contra a moralidade cristã, que nos foi apresentado de forma sintética pelo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos, São Paulo:

Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.



Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou 'apoio incondicional' ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.



O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o Projeto de Lei que tornava livre a prática do aborto...



Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do Consenso de Brasília.



Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda 'maquia' a primeira, e a terceira 'maquia' a segunda retirando tudo que pudesse deixar 'transparecer' os objetivos de liberar o aborto, para não 'prejudicar' sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma 'quarta' proposta...

Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente 'engaveta decisões sobre temas polêmicos' (Cf. O Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes 'ajustes' que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: 'O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não' (Mt 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade..."

O que acabamos de ler é grave e requer de nós católicos posicionamento e radicalidade evangélica. Ensina o Catecismo da Igreja que colaborar com o pecado grave, nem que seja por omissão é comete-lo também. O aborto é pecado grave que brada aos céus por justiça. Votar em qualquer candidato que o apóia é ser réu diante de Deus, é ficar com as mãos sujas do sangue dos inocentes que será derramado mais ainda se esta lei iníqua um dia for aprovada.



Ora, se o PT assume tais posições e luta por elas, não pode receber o nosso voto. A sua candidata é a Sra. Dilma Rousseff, logo também não pode receber o nosso voto.



Lembremo-nos do belo hino que um dia ecoou em nossas catedrais e praças: "Levantai-vos soldados de Cristo! Sus correi! Sus voai à vitória!"

Defendamos a nossa fé! Defendamos a vida dos inocentes indefesos que está em nossas mãos! Defendamos a Família tão querida por Deus. Não queiramos escutar no dia do nosso julgamento aquelas palavras terríveis do Senhor: "Afastai-vos de Mim, vós que praticastes a iniqüidade" (Mt 25, 41).»