O Padre Dejair Gonçalves, 32 anos, baleado na madrugada deste domingo (14), em Volta Redonda, morreu por volta das 7h de hoje (16), no Hospital São João Batista. O corpo será velado até às 17h desta terça-feira, na Igreja Nossa Senhora das Graças, no bairro de mesmo nome, em Volta Redonda. Uma missa é celebrada desde às 14h no local, pelo bispo Dom João Maria Messi. Após o velório, o corpo de Dejair será levado para Arantina, em Minas Gerais - sua terra natal -, onde será sepultado amanhã (17) pela manhã.
O ex-seminarista Epaminondas Marques da Silva, de 26 anos, também foi baleado e morreu. O caso aconteceu durante um assalto ocorrido na casa do padre Dejair Gonçalves, no bairro jardim Amália II.
Bispo cobra medidas de combate à violência
O bispo diocesano Dom João Maria Messi declarou anteontem que é preciso adotar medidas mais eficazes no combate à violência. O bispo enfatizou ainda a necessidade de maiores atitudes a favor da paz, investindo na cultura da paz, educação e esportes.
"Precisamos ser embaixadores da Paz e promovê-la em todos os sentidos. Sejamos como o Cristo e não busquemos a vingança", ressaltou o bispo, lembrando da justiça e da harmonia nas relações sociais. O coordenador do Movimento Resgate da Paz de Volta Redonda, padre Juarez Sampaio, disse que vê a situação com grande preocupação pelo avanço dos homicídios na cidade. De acordo com ele, já passam de 20 homicídios ocorridos este ano e, agora, "envolvendo lideranças da Igreja".
"Não podemos desistir e temos levantar a cabeça e encorajar as pessoas, principalmente as vítimas e buscar soluções práticas pela paz", disse o religioso, um dos líderes na luta contra a violência na região.
Padre Juarez, inclusive, lembrou do Fórum de Segurança que será realizado no dia 25 de março, às 9h, na Cúria Diocesana, onde será discutido o problema da violência com as autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A idéia é buscar medidas mais abrangentes para evitar a violência. Padre Samuel Camargo, do Setor Santa Cruz, foi outro que falou do ex-seminarista, que vinha coordenando a Comunidade Eclesial Santa Cruz.
"Ele vai fazer muita falta para a Igreja e ainda mais para sua família. Somos solidários nesse momento e insistimos para que as pessoas passem a mudar suas atitudes frente à violência", disse padre Samuel, convidando para a missa de sétimo dia neste domingo dia 21, às 19h, na igreja de Santa Cruz em Volta Redonda.
Delegado investiga crime
O delegado adjunto da 93ª DP, Michel Floroschk, já ouviu quatro testemunhas do crime. Uma delas foi um seminarista que chegou a ser rendido, quando os assaltantes foram até a casa do padre, nos fundos da Igreja Divino Espírito Santo, no Jardim Amália II, após rendê-lo na saída de uma festa.
"A testemunha disse que os ladrões comeram uma pizza que estava na geladeira da casa do padre e a esquentaram no microondas. Comiam um pedaço de pizza e depois os espancavam. Fizeram isso por diversas vezes" disse o delegado.
Foram colhidas as impressões digitais dos assassinos no microondas. O seminarista foi poupado pelos assaltantes, que saíram da casa levando no Gol do padre Dejair o religioso e Epaminondas. Os dois foram encontrados num trecho da Rodovia do Contorno no domingo de manhã. Floroschk disse que está apurando todas as informações que recebe, que o caso pode ter sido por motivo passional. "Trabalhamos com todas as hipóteses", disse o delegado. O policial mandou registrar o caso como roubo e homicídio qualificado. Segundo Floroschk, não ocorreu latrocínio (roubo seguido de morte) porque os disparos foram feitos muito depois do roubo. Para o policial, os criminosos atiraram no padre e no ex-seminarista para garantir que não fossem reconhecidos. Floroschk acredita que, pelo fato do padre fazer trabalhos sociais com jovens, talvez os assaltantes poderiam já ter sido assistidos por Dejair ou Epaminondas, que coordenava a Pastoral da Criança, no bairro Santa Cruz.
Obs: O Pe Djair em tão pouco tempo de ministerio soube cativar a muita gente. É com um sentimento de perda, nos perguntamos: Porque tamanha violência?
terça-feira, 16 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Apostasia na Igreja e no Mundo.
O exorcista Padre Amorth denuncia: Dentro do Vaticano também há satanistas.
O padre Amorth é, possivelmente, o exorcista mais respeitado do mundo. Religioso paulino, escreveu há alguns anos o livro “Fala um exorcista”, que foi um best-seller em todo mundo.
Foi o grande renovador da figura do exorcista e polemista. Agora, denuncia a existência de seitas satânicas dentro dos muros do Vaticano. O sacerdote italiano Gabriele Amorth, um dos exorcistas mais respeitados do mundo, não tem papas na língua:
« Temos muitíssimos sacerdotes e bispos que já não crêem em Satanás », assegura.
Aos seus 85 anos, acaba de publicar suas memórias, nas quais alerta contra a presença de seu maior inimigo fora e dentro da Igreja. Assim o corrobora em uma recente entrevista ao diário italiano Il Foglio :
"Muitos prelados não crêem no demônio e inclusive chegam a dizer em público que o inferno e o demônio não existem. E, contudo, Jesus, no Evangelho, fala disso abundantemente, pelo que caberia se perguntar se não leram o Evangelho ou se absolutamente não crêem nele!" , sustenta.
Seitas satânicas no Vaticano
"Sacerdotes, monsenhores e também cardeais. Sei por pessoas que conheceram isso diretamente. E além do mais é uma coisa 'confessada' em outras ocasiões pelo mesmo demônio, sob obediência, durante os exorcismos", explica.
Assegura que o Papa está a par de tudo:
"Claro que sabe! Mas faz o que pode. É algo assustador. Tenha presente que Bento XVI é um Papa alemão, vem de uma nação decididamente contrária a todas essas coisas. Na Alemanha, de fato, praticamente não há exorcistas — há nações inteiras sem exorcistas! –, e, todavia, o Papa crê nisso: tive oportunidade de falar com ele em três ocasiões, quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Recebeu-nos como associação de exorcistas, fez um grande discurso, nos animando e elogiando nosso apostolado. Falou disso explicitamente e em público em várias ocasiões. E não nos esqueçamos que do diabo e de exorcismos também falou muitíssimo João Paulo II" , recuerda.
Sinal de alarme
"Paulo VI levantou um véu de silêncio e censura quando disse aquilo de que “a fumaça de Satanás entrou na Igreja”, mas não teve consequências práticas. E creio que é necessário dar o sinal de alarme", afirma.
Poucos possuídos
O Padre Amorth recebe em seu escritório centenas de pessoas ao ano. Dessas, « só algumas poucas estão verdadeiramente possuídas. A maioria tem simplesmente graves problemas psiquiátricos. Mas há possuídos » , disse. Apresentam-se para ser libertados. Fazem-no espontâneamente, ainda que a presença que possui seu corpo faça todo o possível para que os exorcismos não surtam efeito. A maior parte das pessoas fica possuída depois de ter participado de missas negras ou ritos satânicos.
Água benta contra as possessões
« Don Amorth » tem um método para reconhecer se uma pessoa está verdadeiramente possuída: a água benta. « Uma vez preparei para uma mulher uma mesa com dois copos, um com água comum e outro com água benta. Quando bebeu a água benta, passou de menina amedrontada a pessoa encolerizada. Com um timbre de voz grave, como se um homem falasse dentro dela, me disse: “Você se acha muito esperto, cura!”. Comecei a oração de exorcismo e só uma hora depois, cumprindo o rito, aconteceu a libertação na igreja ».
Faltam exorcistas formados
A batalha do padre Amorth se trava em duas frentes: contra seu habitual inimigo e contra o silêncio ou a incredulidade da Igreja: "O Código de Direito Canônico diz que os exorcistas devem ser eleitos entre a fina flor e a nata do clero.", explica. "E, contudo, não é assim. Frequentemente, os melhores sacerdotes são destinados a ser bispos ou a outros cargos. E os exorcistas que existem têm pouca experiência, quando deveria ser o contrário" , se lamenta, enquanto recorda sua formação ao lado do padre Amantini, exorcista durante mais de 40 anos em Roma: « A ele devo tudo o que sou », afirma.
Fonte: Religión en Libertad - Fonte: http://fratresinunum.com/
02.03.2010
O padre Amorth é, possivelmente, o exorcista mais respeitado do mundo. Religioso paulino, escreveu há alguns anos o livro “Fala um exorcista”, que foi um best-seller em todo mundo.
Foi o grande renovador da figura do exorcista e polemista. Agora, denuncia a existência de seitas satânicas dentro dos muros do Vaticano. O sacerdote italiano Gabriele Amorth, um dos exorcistas mais respeitados do mundo, não tem papas na língua:
« Temos muitíssimos sacerdotes e bispos que já não crêem em Satanás », assegura.
Aos seus 85 anos, acaba de publicar suas memórias, nas quais alerta contra a presença de seu maior inimigo fora e dentro da Igreja. Assim o corrobora em uma recente entrevista ao diário italiano Il Foglio :
"Muitos prelados não crêem no demônio e inclusive chegam a dizer em público que o inferno e o demônio não existem. E, contudo, Jesus, no Evangelho, fala disso abundantemente, pelo que caberia se perguntar se não leram o Evangelho ou se absolutamente não crêem nele!" , sustenta.
Seitas satânicas no Vaticano
"Sacerdotes, monsenhores e também cardeais. Sei por pessoas que conheceram isso diretamente. E além do mais é uma coisa 'confessada' em outras ocasiões pelo mesmo demônio, sob obediência, durante os exorcismos", explica.
Assegura que o Papa está a par de tudo:
"Claro que sabe! Mas faz o que pode. É algo assustador. Tenha presente que Bento XVI é um Papa alemão, vem de uma nação decididamente contrária a todas essas coisas. Na Alemanha, de fato, praticamente não há exorcistas — há nações inteiras sem exorcistas! –, e, todavia, o Papa crê nisso: tive oportunidade de falar com ele em três ocasiões, quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Recebeu-nos como associação de exorcistas, fez um grande discurso, nos animando e elogiando nosso apostolado. Falou disso explicitamente e em público em várias ocasiões. E não nos esqueçamos que do diabo e de exorcismos também falou muitíssimo João Paulo II" , recuerda.
Sinal de alarme
"Paulo VI levantou um véu de silêncio e censura quando disse aquilo de que “a fumaça de Satanás entrou na Igreja”, mas não teve consequências práticas. E creio que é necessário dar o sinal de alarme", afirma.
Poucos possuídos
O Padre Amorth recebe em seu escritório centenas de pessoas ao ano. Dessas, « só algumas poucas estão verdadeiramente possuídas. A maioria tem simplesmente graves problemas psiquiátricos. Mas há possuídos » , disse. Apresentam-se para ser libertados. Fazem-no espontâneamente, ainda que a presença que possui seu corpo faça todo o possível para que os exorcismos não surtam efeito. A maior parte das pessoas fica possuída depois de ter participado de missas negras ou ritos satânicos.
Água benta contra as possessões
« Don Amorth » tem um método para reconhecer se uma pessoa está verdadeiramente possuída: a água benta. « Uma vez preparei para uma mulher uma mesa com dois copos, um com água comum e outro com água benta. Quando bebeu a água benta, passou de menina amedrontada a pessoa encolerizada. Com um timbre de voz grave, como se um homem falasse dentro dela, me disse: “Você se acha muito esperto, cura!”. Comecei a oração de exorcismo e só uma hora depois, cumprindo o rito, aconteceu a libertação na igreja ».
Faltam exorcistas formados
A batalha do padre Amorth se trava em duas frentes: contra seu habitual inimigo e contra o silêncio ou a incredulidade da Igreja: "O Código de Direito Canônico diz que os exorcistas devem ser eleitos entre a fina flor e a nata do clero.", explica. "E, contudo, não é assim. Frequentemente, os melhores sacerdotes são destinados a ser bispos ou a outros cargos. E os exorcistas que existem têm pouca experiência, quando deveria ser o contrário" , se lamenta, enquanto recorda sua formação ao lado do padre Amantini, exorcista durante mais de 40 anos em Roma: « A ele devo tudo o que sou », afirma.
Fonte: Religión en Libertad - Fonte: http://fratresinunum.com/
02.03.2010
O DEMÔNIO EXISTE? ESTUDO SEGUNDO O CIC.
Por Fernando de A. Correia
Várias pessoas, inclusive os Papas, têm chamado a atenção dos católicos para a importância de estar consciente da existência, natureza e ação dos demônios.
Por exemplo: "Quais são hoje as maiores necessidades da Igreja? Não deixem que a minha resposta os surpreenda como sendo simplista e, ao mesmo tempo, supersticiosa e fora da realidade. Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás. O diabo é uma força atuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor; uma realidade misteriosa e amedrontadora." (Papa Paulo VI, L'Osservatore Romano, 24/11/1972)
"É claro que o pecado é um produto da liberdade do homem. Porém, no profundo dessa realidade humana, existem fatores em ação que a colocam para além do meramente humano, na área limite onde a consciência do homem, a sua vontade e a sua sensibilidade estão em contato com as forças das trevas. Elas, de acordo com São Paulo, estão ativas no mundo quase a ponto de dominá-lo (Rm 7,7-25; Ef 2,2; 6,12)" (Papa João Paulo II, Exortação Apostólica à Reconciliação e à Penitência, julho 1993)
Neste trabalho, procuramos apresentar os ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica a respeito da existência dos demônios, em linguagem simples, para ser mais acessível. Aqui não há idéias particulares, mas somente o que a Igreja Católica atesta serem verdades de fé em que todo católico deve acreditar. Em resumo, a Igreja nos ensina que existem seres chamados demônios, que eram anjos, autoconscientes e inteligentes, que se revoltaram contra Deus, e que espalham o mal no mundo. O chefe destes anjos é Lúcifer, chamado de Satanás ou Diabo.
É por isso que antes de receber os sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia o católico deve renunciar a Satanás e todas as suas obras.
Os Anjos (§328-330) - A existência de seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura chama de anjos, é uma verdade de fé. São criaturas puramente espirituais, dotadas de inteligência e vontade. São criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis.
A Queda dos Anjos (§391-395) - A desobediência dos primeiros pais (Adão e Eva) foi incitada por Satanás, o Diabo. Ele é um ser, um anjo destronado. Antes ele era um anjo bom, criado por Deus. Mas agora ele se opõe a Deus e por inveja, leva os homens à morte. O Diabo e os outros demônios foram criados bons por Deus e se tornaram maus por sua própria iniciativa.
Esses anjos cometeram um pecado. Essa queda foi uma opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram de forma total e definitiva a Deus e o seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras que o Tentador disse a nossos primeiros pais: "Vocês serão como deuses."
O Diabo é pecador desde o princípio, assassino desde o princípio e pai da mentira. Ele até chegou a tentar desviar Jesus de sua missão. Pois Jesus se manifestou para destruir as obras do Diabo.
Mas o poder de Satanás não é infinito. Ele é poderoso por ser um espírito, mas é apenas uma criatura. Não pode impedir a edificação do Reino de Deus. Ele age no mundo por ódio a Deus e ao seu reino em Jesus Cristo. Deus permite que o Diabo aja, e isso é um grande mistério, mas nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam.
Um Duro Combate (§407-411) - Pelo pecado original o Diabo adquiriu uma certa dominação sobre o homem, embora este continue livre. O pecado original causa a servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo. O mundo está em uma situação dramática: o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. Mas Deus não nos abandonou. Deus anunciou o combate entre a serpente (o Diabo) e a Mulher (Maria Imaculada) e a vitória final de Jesus Cristo.
O Nome de Jesus (§434) - A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta totalmente o poder supremo do nome acima de todo nome. Os espíritos maus temem seu nome.
A Tentação de Jesus (§538-539) - Após o retiro de Jesus ao deserto, Satanás o tentou por três vezes. Pela sua obediência a Deus, Jesus tornou-se o vencedor do Diabo. Ele venceu o Tentador por nós.
Jesus Desceu à Mansão dos Mortos (§635) - Cristo desceu às profundezas da morte. Jesus, o Príncipe da vida, destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, o Diabo. Por isso, ao nome de Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos.
A Obra de Cristo na Liturgia (§1086) - Jesus nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai.
O Batismo (§1237) - Como o Batismo significa a libertação do pecado e do seu instigador, o Diabo, pronuncia-se um exorcismo sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás.
Exorcismo (§1673) - Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a influência do maligno e subtraídos a seu domínio, fala-se em exorcismo. Jesus o praticou e é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Antes de celebrar o exorcismo, é importante ter certeza de que se trata de uma presença do maligno e não de uma doença.
O Homem Imagem de Deus (§1708) Pela sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado.
A Idolatria (§2113) - Existe idolatria quando o homem presta honra e adoração a uma criatura em lugar de Deus. Por exemplo: deuses ou demônios - o satanismo.
A Mentira (§2482) - Mentira é dizer o que é falso com a intenção de enganar. O Senhor denuncia na mentira uma obra do Diabo: Vós sois do diabo, vosso pai, ... nele não há verdade: quando ele mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
A Inveja (§2538) - É pela inveja do demônio que a morte entrou no mundo.
Livrai-nos do Mal (§2851-2855, 2864) - Neste pedido da oração do Pai-Nosso, o Mal não é uma abstração (uma idéia, uma força, uma atitude), mas designa uma pessoa: Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O Diabo é aquele que se atravessa no meio do plano de Deus e de sua obra de salvação realizada em Cristo.
Assassino desde o princípio, mentiroso e pai da mentira, Satanás, sedutor de toda a terra habitada. Foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda inteira será liberta da corrupção do pecado e da morte. Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o Gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do Diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. Se Deus é por nós, quem será contra nós?
A vitória sobre o príncipe deste mundo foi alcançada, de uma vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar a sua vida. É o julgamento deste mundo e o príncipe deste mundo é lançado fora.
Ele põe-se a perseguir a Mulher (Maria), mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, cheia de graça por obra do Espírito Santo, é libertada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto dos seus descendentes. Por isso o Espírito e a Igreja rezam: Vem, Senhor Jesus, porque sua Vinda nos livrará do Maligno. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador.
O príncipe deste mundo atribuíra a si mentirosamente os três títulos de realeza, poder e de glória; Cristo, o Senhor, os restitui a seu Pai e nosso Pai, até entregar-lhe o Reino quando será definitivamente consumado o Mistério da salvação e Deus será tudo em todos.
Neste pedido, "livrai-nos do mal", o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo, sobre o Príncipe deste mundo, sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e a seu plano de salvação.
Para citar este artigo:
CORREIA, Fernando de A. Apostolado Veritatis Splendor: O DEMÔNIO EXISTE? ESTUDO SEGUNDO O CIC. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3005. Desde 20/09/2004.
Várias pessoas, inclusive os Papas, têm chamado a atenção dos católicos para a importância de estar consciente da existência, natureza e ação dos demônios.
Por exemplo: "Quais são hoje as maiores necessidades da Igreja? Não deixem que a minha resposta os surpreenda como sendo simplista e, ao mesmo tempo, supersticiosa e fora da realidade. Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás. O diabo é uma força atuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor; uma realidade misteriosa e amedrontadora." (Papa Paulo VI, L'Osservatore Romano, 24/11/1972)
"É claro que o pecado é um produto da liberdade do homem. Porém, no profundo dessa realidade humana, existem fatores em ação que a colocam para além do meramente humano, na área limite onde a consciência do homem, a sua vontade e a sua sensibilidade estão em contato com as forças das trevas. Elas, de acordo com São Paulo, estão ativas no mundo quase a ponto de dominá-lo (Rm 7,7-25; Ef 2,2; 6,12)" (Papa João Paulo II, Exortação Apostólica à Reconciliação e à Penitência, julho 1993)
Neste trabalho, procuramos apresentar os ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica a respeito da existência dos demônios, em linguagem simples, para ser mais acessível. Aqui não há idéias particulares, mas somente o que a Igreja Católica atesta serem verdades de fé em que todo católico deve acreditar. Em resumo, a Igreja nos ensina que existem seres chamados demônios, que eram anjos, autoconscientes e inteligentes, que se revoltaram contra Deus, e que espalham o mal no mundo. O chefe destes anjos é Lúcifer, chamado de Satanás ou Diabo.
É por isso que antes de receber os sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia o católico deve renunciar a Satanás e todas as suas obras.
Os Anjos (§328-330) - A existência de seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura chama de anjos, é uma verdade de fé. São criaturas puramente espirituais, dotadas de inteligência e vontade. São criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis.
A Queda dos Anjos (§391-395) - A desobediência dos primeiros pais (Adão e Eva) foi incitada por Satanás, o Diabo. Ele é um ser, um anjo destronado. Antes ele era um anjo bom, criado por Deus. Mas agora ele se opõe a Deus e por inveja, leva os homens à morte. O Diabo e os outros demônios foram criados bons por Deus e se tornaram maus por sua própria iniciativa.
Esses anjos cometeram um pecado. Essa queda foi uma opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram de forma total e definitiva a Deus e o seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras que o Tentador disse a nossos primeiros pais: "Vocês serão como deuses."
O Diabo é pecador desde o princípio, assassino desde o princípio e pai da mentira. Ele até chegou a tentar desviar Jesus de sua missão. Pois Jesus se manifestou para destruir as obras do Diabo.
Mas o poder de Satanás não é infinito. Ele é poderoso por ser um espírito, mas é apenas uma criatura. Não pode impedir a edificação do Reino de Deus. Ele age no mundo por ódio a Deus e ao seu reino em Jesus Cristo. Deus permite que o Diabo aja, e isso é um grande mistério, mas nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam.
Um Duro Combate (§407-411) - Pelo pecado original o Diabo adquiriu uma certa dominação sobre o homem, embora este continue livre. O pecado original causa a servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo. O mundo está em uma situação dramática: o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. Mas Deus não nos abandonou. Deus anunciou o combate entre a serpente (o Diabo) e a Mulher (Maria Imaculada) e a vitória final de Jesus Cristo.
O Nome de Jesus (§434) - A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta totalmente o poder supremo do nome acima de todo nome. Os espíritos maus temem seu nome.
A Tentação de Jesus (§538-539) - Após o retiro de Jesus ao deserto, Satanás o tentou por três vezes. Pela sua obediência a Deus, Jesus tornou-se o vencedor do Diabo. Ele venceu o Tentador por nós.
Jesus Desceu à Mansão dos Mortos (§635) - Cristo desceu às profundezas da morte. Jesus, o Príncipe da vida, destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, o Diabo. Por isso, ao nome de Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos.
A Obra de Cristo na Liturgia (§1086) - Jesus nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai.
O Batismo (§1237) - Como o Batismo significa a libertação do pecado e do seu instigador, o Diabo, pronuncia-se um exorcismo sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás.
Exorcismo (§1673) - Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a influência do maligno e subtraídos a seu domínio, fala-se em exorcismo. Jesus o praticou e é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Antes de celebrar o exorcismo, é importante ter certeza de que se trata de uma presença do maligno e não de uma doença.
O Homem Imagem de Deus (§1708) Pela sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado.
A Idolatria (§2113) - Existe idolatria quando o homem presta honra e adoração a uma criatura em lugar de Deus. Por exemplo: deuses ou demônios - o satanismo.
A Mentira (§2482) - Mentira é dizer o que é falso com a intenção de enganar. O Senhor denuncia na mentira uma obra do Diabo: Vós sois do diabo, vosso pai, ... nele não há verdade: quando ele mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
A Inveja (§2538) - É pela inveja do demônio que a morte entrou no mundo.
Livrai-nos do Mal (§2851-2855, 2864) - Neste pedido da oração do Pai-Nosso, o Mal não é uma abstração (uma idéia, uma força, uma atitude), mas designa uma pessoa: Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O Diabo é aquele que se atravessa no meio do plano de Deus e de sua obra de salvação realizada em Cristo.
Assassino desde o princípio, mentiroso e pai da mentira, Satanás, sedutor de toda a terra habitada. Foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda inteira será liberta da corrupção do pecado e da morte. Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o Gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do Diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. Se Deus é por nós, quem será contra nós?
A vitória sobre o príncipe deste mundo foi alcançada, de uma vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar a sua vida. É o julgamento deste mundo e o príncipe deste mundo é lançado fora.
Ele põe-se a perseguir a Mulher (Maria), mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, cheia de graça por obra do Espírito Santo, é libertada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto dos seus descendentes. Por isso o Espírito e a Igreja rezam: Vem, Senhor Jesus, porque sua Vinda nos livrará do Maligno. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador.
O príncipe deste mundo atribuíra a si mentirosamente os três títulos de realeza, poder e de glória; Cristo, o Senhor, os restitui a seu Pai e nosso Pai, até entregar-lhe o Reino quando será definitivamente consumado o Mistério da salvação e Deus será tudo em todos.
Neste pedido, "livrai-nos do mal", o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo, sobre o Príncipe deste mundo, sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e a seu plano de salvação.
Para citar este artigo:
CORREIA, Fernando de A. Apostolado Veritatis Splendor: O DEMÔNIO EXISTE? ESTUDO SEGUNDO O CIC. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3005. Desde 20/09/2004.
O Padre Gabriele Amorth, famoso exorcista, reflete sobre a nova onda satânica.
Por ocasião da captura de membros da seita satânica “Bestas de Satanás” (nome mais do que sugestivo, rs! Porque só sendo besta mesmo.), responsável por vários assassinatos rituais no norte da Itália, o vaticanista do semanário L’Espresso, Sandro Magister, entrevistou nesta semana o mais "famoso" exorcista do mundo, o Pe Gabriele Amorth, que a nos seus oitenta anos de idade avalia a crescente ação de de Satanás em formas culturais de hoje.
Magister pergunta ao Pe. Amorth sobre os crimes do norte da Itália, e então examina a situação do satanismo e a ação do demônio na cultura atual. Embora com algumas duras generalizações, o exorcista italiano, que confessa que se encomenda à Virgem Maria “para que me proteja sob seu manto” antes de cada exorcismo, explica como a principal vitória do demônio é a de fazer crer que ele não existe.
1 - Padre Amorth, primeiro as três meninas em Chiavenna, depois Erica e Omar, e agora a banda juvenil de Somma Lombardo. É Satanás quem atua neles?
Resp: Seguramente sim, os dois primeiros quase os estudei bem. Esses garotos estavam entregues ao demônio, liam livros satânicos. E que ferocidade inaudita em seus atos! Quando uma filha dá noventa e sete facadas em sua própria mãe não se pode não ver a ação do príoncipe das trevas.
2 - Existem momentos em que está mais ativo que em outros?
Resp: Em termos gerais Satanás está sempre ativo. É o tentador desde o princípio. Faz de tudo para que o homem peque e cada vez que se realiza o mal, ele está por detrás, deixando claro que é o homem quem decide livremente seus atos. Mas também existe uma ação extraordinária do maligno: e esta é a possessão diabólica.
3 - São freqüentes os atos de possessão?
Resp: Não, são raros. É impossível dar os números precisos. Os casos de verdadeira possessão que eu atendo são numerosos, mas é porque a mim chegam os casos mais difíceis, não resolvidos por outros exorcistas. Nos primeiros anos de minha atividades, quando acolhia a todos sem filtro, a grande maioria eram doentes psíquicos, sem o demônio no meio.
4 - Como se dá contra de que alguém está endemoniado?
Resp: Só sei durante a cura, não antes. Um sintoma inequívoco é a violentíssima, visceral aversão a tudo o que é sagrado. Lembro de um pai que temia que seu filho estivesse possuído pelo demônio e um dia, enquanto estávamos juntos à mesa, disse mentalmente por ele um Ave Maria. O garoto prorrompeu em um grito: Papai, não, cala boca!’. Depois está o falar línguas desconhecidas, a explosão de uma força sobre-humana, a levitação todas são coisas que acontecem durante os exorcismos.
5 - Entre uma crise e outra, como vive um endemoniado?
Resp: De maneira normal. Vai a seu trabalho e ninguém sabe. Tem bem escondido seu estado. Quando sente que lhe chega uma crise se afasta, se tranca no banheiro, se descarrega, e então volta impassível a seu lugar. Isto acontece com maior razão com os endemoniados em processo de cura aos quais o exorcismo dá a força para voltar plenamente a uma vida normal. Uma coisa debe ser ressaltada: a possessão diabólica não é nem hereditária nem contagiosa.
6 - O que une os endemoniados aos satanistas?
Resp: Acontece freqüentemente que um endemoniado se converta em tal por ter ingressado em uma seita espírita ou satânica. Entre aqueles que estou tratando há poucos desses, porque os que vêm pedir o exorcismo são os satanistas arrependidos. Mas penso que entre os satanistas existam muito mais. È muito fácil entrar nas seitas satânicas, mas muito difícil sair. Em alguns casos se arrisca a própria vida.
7 - E que vínculo têm os satanistas com o demônio?
Resp: Há de dois tipos: aqueles que adoram o demônio, celebrando missas satânicas, têm seus sacerdotes e sua hierarquia; e aqueles que não crêem na existência personificada de Satanás, mas se entrega a atos torpes e contra a natureza. Este outro satanismo é o mais perigoso.
8 - João Paulo II realizou exorcismos sobre três endemoniadas. Elas ficaram curadas?
Resp: A terceira não. Venho tratando dela desde 1998 e é um caso verdadeiramente doloroso.
9 - A parte do Papa, como está a Igreja na crença no demônio?
Resp: Muito em queda. E o demônio está contentíssimo, porque assim tem as mãos livres para fazer seu trabalho. A Igreja passou de um extremo a outro. Para remediar a loucura da caça à bruxas, que em vez de serem exorcizadas eram queimadas, cancelou tudo, diabo e exorcismos. O resultado é regiões católicas inteiras que não têm mais exorcistas: Espanha (na Espanha sim existe um conhecido exorcista, o Pe. Fortea), Portugal, Alemanha, Áustria, Suíça. Eu admiro os bispos italianos. Não compreendem nada, mas pelo menos nomeiam os exorcistas. No ano passado nós, (exorcistas) italianos nos reunimos: éramos cento e setenta.
10 - Explique-se melhor, em que sentido os bispos “não entendem nada”?
Resp: Porque também eles, como todos os sacerdotes, estudaram no seminário. E há tempos no seminário não se ensina nada dos anjos e dos demônios, nada dos exorcismos, nada dos pecados contra o primeiro mandamento, “Não terás outro Deus fora de mim: magia, espiritismo e satanismo”.
11 - E a cúria vaticana?
Resp: A mesma incompetência. Aprovou um novo ritual que para nós os exorcistas é um desastre. Proibe agir em caso de malefício, quando 90 por cento dos casos de possessão derivam precisamente daí. Proibe agir se não tem certeza prévia da ação diabólica, quando isso só se pode compreender quando se está atuando. Por sorte continua valendo o velho ritual. Eu uso esse, de outra forma teria que renunciar.
Fonte: ACI Digital - ROMA,11/06/2004.
Magister pergunta ao Pe. Amorth sobre os crimes do norte da Itália, e então examina a situação do satanismo e a ação do demônio na cultura atual. Embora com algumas duras generalizações, o exorcista italiano, que confessa que se encomenda à Virgem Maria “para que me proteja sob seu manto” antes de cada exorcismo, explica como a principal vitória do demônio é a de fazer crer que ele não existe.
1 - Padre Amorth, primeiro as três meninas em Chiavenna, depois Erica e Omar, e agora a banda juvenil de Somma Lombardo. É Satanás quem atua neles?
Resp: Seguramente sim, os dois primeiros quase os estudei bem. Esses garotos estavam entregues ao demônio, liam livros satânicos. E que ferocidade inaudita em seus atos! Quando uma filha dá noventa e sete facadas em sua própria mãe não se pode não ver a ação do príoncipe das trevas.
2 - Existem momentos em que está mais ativo que em outros?
Resp: Em termos gerais Satanás está sempre ativo. É o tentador desde o princípio. Faz de tudo para que o homem peque e cada vez que se realiza o mal, ele está por detrás, deixando claro que é o homem quem decide livremente seus atos. Mas também existe uma ação extraordinária do maligno: e esta é a possessão diabólica.
3 - São freqüentes os atos de possessão?
Resp: Não, são raros. É impossível dar os números precisos. Os casos de verdadeira possessão que eu atendo são numerosos, mas é porque a mim chegam os casos mais difíceis, não resolvidos por outros exorcistas. Nos primeiros anos de minha atividades, quando acolhia a todos sem filtro, a grande maioria eram doentes psíquicos, sem o demônio no meio.
4 - Como se dá contra de que alguém está endemoniado?
Resp: Só sei durante a cura, não antes. Um sintoma inequívoco é a violentíssima, visceral aversão a tudo o que é sagrado. Lembro de um pai que temia que seu filho estivesse possuído pelo demônio e um dia, enquanto estávamos juntos à mesa, disse mentalmente por ele um Ave Maria. O garoto prorrompeu em um grito: Papai, não, cala boca!’. Depois está o falar línguas desconhecidas, a explosão de uma força sobre-humana, a levitação todas são coisas que acontecem durante os exorcismos.
5 - Entre uma crise e outra, como vive um endemoniado?
Resp: De maneira normal. Vai a seu trabalho e ninguém sabe. Tem bem escondido seu estado. Quando sente que lhe chega uma crise se afasta, se tranca no banheiro, se descarrega, e então volta impassível a seu lugar. Isto acontece com maior razão com os endemoniados em processo de cura aos quais o exorcismo dá a força para voltar plenamente a uma vida normal. Uma coisa debe ser ressaltada: a possessão diabólica não é nem hereditária nem contagiosa.
6 - O que une os endemoniados aos satanistas?
Resp: Acontece freqüentemente que um endemoniado se converta em tal por ter ingressado em uma seita espírita ou satânica. Entre aqueles que estou tratando há poucos desses, porque os que vêm pedir o exorcismo são os satanistas arrependidos. Mas penso que entre os satanistas existam muito mais. È muito fácil entrar nas seitas satânicas, mas muito difícil sair. Em alguns casos se arrisca a própria vida.
7 - E que vínculo têm os satanistas com o demônio?
Resp: Há de dois tipos: aqueles que adoram o demônio, celebrando missas satânicas, têm seus sacerdotes e sua hierarquia; e aqueles que não crêem na existência personificada de Satanás, mas se entrega a atos torpes e contra a natureza. Este outro satanismo é o mais perigoso.
8 - João Paulo II realizou exorcismos sobre três endemoniadas. Elas ficaram curadas?
Resp: A terceira não. Venho tratando dela desde 1998 e é um caso verdadeiramente doloroso.
9 - A parte do Papa, como está a Igreja na crença no demônio?
Resp: Muito em queda. E o demônio está contentíssimo, porque assim tem as mãos livres para fazer seu trabalho. A Igreja passou de um extremo a outro. Para remediar a loucura da caça à bruxas, que em vez de serem exorcizadas eram queimadas, cancelou tudo, diabo e exorcismos. O resultado é regiões católicas inteiras que não têm mais exorcistas: Espanha (na Espanha sim existe um conhecido exorcista, o Pe. Fortea), Portugal, Alemanha, Áustria, Suíça. Eu admiro os bispos italianos. Não compreendem nada, mas pelo menos nomeiam os exorcistas. No ano passado nós, (exorcistas) italianos nos reunimos: éramos cento e setenta.
10 - Explique-se melhor, em que sentido os bispos “não entendem nada”?
Resp: Porque também eles, como todos os sacerdotes, estudaram no seminário. E há tempos no seminário não se ensina nada dos anjos e dos demônios, nada dos exorcismos, nada dos pecados contra o primeiro mandamento, “Não terás outro Deus fora de mim: magia, espiritismo e satanismo”.
11 - E a cúria vaticana?
Resp: A mesma incompetência. Aprovou um novo ritual que para nós os exorcistas é um desastre. Proibe agir em caso de malefício, quando 90 por cento dos casos de possessão derivam precisamente daí. Proibe agir se não tem certeza prévia da ação diabólica, quando isso só se pode compreender quando se está atuando. Por sorte continua valendo o velho ritual. Eu uso esse, de outra forma teria que renunciar.
Fonte: ACI Digital - ROMA,11/06/2004.
sexta-feira, 12 de março de 2010
A força da moral católica.
Moral católica não muda ao sabor da vontade dos homens.
A moral católica é a base do comportamento do cristão, segundo a fé que ele professa recebida de Cristo e dos Apóstolos. No Sermão da Montanha Jesus estabeleceu a “Constituição” do Reino de Deus, e em todo o Evangelho nos ensina a viver conforme a vontade de Deus.
Para quem vive pela fé, a moral cristã não é uma cadeia; é antes um caminho de vida plena e de felicidade. Deus não nos teria deixado um Código de Moral se isso não fosse imprescindível para sermos felizes. As leis morais podem ser comparadas às setas de trânsito que guiam os motoristas, especialmente em estradas perigosas, de muitas curvas, neblinas e lombadas. Se o motorista as desrespeitar, poderá pagar com a própria vida e com as dos outros.
Mas para crer nisso e viver, com alegria, a Moral é preciso ter fé; acreditar em Deus e no Seu amor por nós; e acreditar na Igreja Católica como porta-voz de Jesus Cristo. É preciso ser guiado pelo Espírito Santo.
Cristo nos fala pelo Evangelho e pela Igreja. Ele a instituiu sobre Pedro e os Apóstolos para ser a nossa Mãe, guia e mestra. Jesus disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).
Cristo concedeu à Igreja parte de Sua infalibilidade em matéria de doutrina: fé e moral, porque isso é necessário para a nossa salvação e instituiu a Igreja para nos levar à salvação. Por isso, o Senhor não pode deixar que a Igreja erre em coisas essenciais à nossa salvação. O Concílio Vaticano II disse que “a Igreja é o sacramento universal da salvação” (LG,4).
É por ela que Jesus continua a salvar os homens de todos os tempos e lugares através dos Sacramentos e da Verdade que ensina. São Paulo disse a São Timóteo que “a Igreja é a coluna e o fundamento (alicerce) da verdade” (cf. 1Tm 3,15) e que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade” (cf. 1Tm2, 4). Essa “verdade que salva” Deus confiou à Igreja para guardar cuidadosamente, e ela faz isso há vinte séculos. Enfrentou muitas heresias e cismas, muitas críticas dos homens e mulheres sem fé, especialmente em nossos dias, mas a Igreja não trai a Jesus Cristo.
Cristo está permanentemente na Igreja – “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20) – e ela sabe que embora os seus filhos sejam pecadores, ela não pode errar o caminho da salvação e da verdade.
Na Última Ceia o Senhor prometeu à Igreja (Cristo e os Apóstolos) no Cenáculo que ela conheceria a verdade plena. “Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não estão preparados para ouvir agora; mas quando vier o Espírito Santo, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,12-13).
Ao longo dos vinte séculos o Espírito Santo foi ensinando à Igreja esta verdade, através dos santos, dos Papas, dos Santos Padres...
Se Cristo não concedesse à Igreja a infalibilidade em termos de doutrina (fé e moral) de nada valeria ter-lhe confiado o Evangelho, pois os homens o interpretam de muitas maneiras diferentes e criaram muitas outras “igrejas”, sem o Seu consentimento, para aplicarem a verdade conforme o “seu” entendimento e não conforme o entendimento da Igreja deixada por Ele. A multiplicação das milhares de igrejas cristãs e de seitas é a consequência do esfacelamento da única Verdade que Jesus confiou ao Sagrado Magistério da Igreja (Papa e Bispos em comunhão com ele) para guardar e ensinar a todos os povos.
Além de confiar à Igreja a Verdade eterna, Cristo lhe garantiu a Vitória contra todos os seus inimigos. Disse a Pedro: “As portas do inferno jamais a vencerão” (Mt 16,17).
Já se passaram vinte séculos, inúmeras perseguições (império romano, nazismo, comunismo, fascismo, ateísmo,... ) e a Igreja continua mais firme e forte do que nunca. Quanto mais é perseguida, tanto mais corajosa se torna; quanto mais apanha, tanto mais se fortalece; quanto mais é caluniada, tanto mais sábia se torna.
Tertuliano de Cartago (†220), um dos apologetas da Igreja, escreveu ao imperador romano da época, Antonino Pio, o qual perseguia os cristãos, dizendo-lhe que não adiantava persegui-los e matá-los, porque “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. O império romano desabou, o comunismo sucumbiu, o nazismo acabou, mas a Igreja continua mais firme do que nunca. Nenhum chefe de Estado tem tantos embaixadores (Núncios Apostólicos) em outros países como o Vaticano; são cerca de 180.
O mundo chama hoje a Igreja Católica de obscurantista, retrógrada, etc., por ela ser fiel a Jesus; mas ela não se curva diante do pecado do mundo moderno, da mesma forma que não se curvou diante dos carrascos dos seus mártires.
A Igreja não busca a glória dos homens, mas somente a glória de Deus, por isso não se intimida e não desanima diante das ameaças dos infiéis. Ainda que ela fique sozinha, não negará a verdade do seu Senhor.
A moral católica não muda ao sabor da vontade dos homens, nem com o passar do tempo, porque a Verdade não muda, seja ela qual for. O teorema de Pitágoras e o princípio do empuxo, de Arquimedes, são os mesmos que esses gregos descobriram vários séculos antes de Cristo. A verdade que foi revogada, nunca foi verdade; pois a verdade, de fato, não pode mudar. Cristo não nos deixou uma moral transitória, passageira, provisória; não, Ele nos deixou uma Verdade eterna. Ele mesmo é a Verdade.
As questões morais não dependem da “opinião da maioria”, nem se alteram com os “avanços” científicos. A moral é que deve dizer quais descobertas da Ciência são válidas para o progresso do homem, e não o contrário. Uma lei moral não se torna lícita só porque é aprovada pelo Governo ou pelo Parlamento.
Muitas vezes, a confusão moral e os erros são cometidos por causa de uma incompreensão insuficiente dessas questões. A Igreja, de sua parte, examina com profundidade as questões morais, olhando não apenas o conforto do homem, mas, principalmente a sua dignidade humana.
Diante das leis que não estão de acordo com a Moral católica, os fiéis precisam se manifestar com viva voz; porque se ficarmos calados e submissos, em breve, poderemos ter em nosso país muitas leis imorais. Já aprovaram o divórcio, a manipulação e a morte de embriões (vidas humanas!), e em breve poderão aprovar o aborto, a eutanásia, o casamento de pessoas do mesmo sexo.
O Papa Leão XIII disse que “a audácia dos maus se alimenta da covardia e omissão dos bons.” Não podemos mais viver um catolicismo de sacristia; a maioria do povo brasileiro é católica (cerca de 73%) e tem direito de viver em um país com leis católicas; mas isso só acontecerá se fizermos isso acontecer. Jesus já tinha avisado que “os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”.
Felipe Aquino - felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe. Site do autor: www.cleofas.com.br.
A moral católica é a base do comportamento do cristão, segundo a fé que ele professa recebida de Cristo e dos Apóstolos. No Sermão da Montanha Jesus estabeleceu a “Constituição” do Reino de Deus, e em todo o Evangelho nos ensina a viver conforme a vontade de Deus.
Para quem vive pela fé, a moral cristã não é uma cadeia; é antes um caminho de vida plena e de felicidade. Deus não nos teria deixado um Código de Moral se isso não fosse imprescindível para sermos felizes. As leis morais podem ser comparadas às setas de trânsito que guiam os motoristas, especialmente em estradas perigosas, de muitas curvas, neblinas e lombadas. Se o motorista as desrespeitar, poderá pagar com a própria vida e com as dos outros.
Mas para crer nisso e viver, com alegria, a Moral é preciso ter fé; acreditar em Deus e no Seu amor por nós; e acreditar na Igreja Católica como porta-voz de Jesus Cristo. É preciso ser guiado pelo Espírito Santo.
Cristo nos fala pelo Evangelho e pela Igreja. Ele a instituiu sobre Pedro e os Apóstolos para ser a nossa Mãe, guia e mestra. Jesus disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).
Cristo concedeu à Igreja parte de Sua infalibilidade em matéria de doutrina: fé e moral, porque isso é necessário para a nossa salvação e instituiu a Igreja para nos levar à salvação. Por isso, o Senhor não pode deixar que a Igreja erre em coisas essenciais à nossa salvação. O Concílio Vaticano II disse que “a Igreja é o sacramento universal da salvação” (LG,4).
É por ela que Jesus continua a salvar os homens de todos os tempos e lugares através dos Sacramentos e da Verdade que ensina. São Paulo disse a São Timóteo que “a Igreja é a coluna e o fundamento (alicerce) da verdade” (cf. 1Tm 3,15) e que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade” (cf. 1Tm2, 4). Essa “verdade que salva” Deus confiou à Igreja para guardar cuidadosamente, e ela faz isso há vinte séculos. Enfrentou muitas heresias e cismas, muitas críticas dos homens e mulheres sem fé, especialmente em nossos dias, mas a Igreja não trai a Jesus Cristo.
Cristo está permanentemente na Igreja – “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20) – e ela sabe que embora os seus filhos sejam pecadores, ela não pode errar o caminho da salvação e da verdade.
Na Última Ceia o Senhor prometeu à Igreja (Cristo e os Apóstolos) no Cenáculo que ela conheceria a verdade plena. “Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não estão preparados para ouvir agora; mas quando vier o Espírito Santo, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,12-13).
Ao longo dos vinte séculos o Espírito Santo foi ensinando à Igreja esta verdade, através dos santos, dos Papas, dos Santos Padres...
Se Cristo não concedesse à Igreja a infalibilidade em termos de doutrina (fé e moral) de nada valeria ter-lhe confiado o Evangelho, pois os homens o interpretam de muitas maneiras diferentes e criaram muitas outras “igrejas”, sem o Seu consentimento, para aplicarem a verdade conforme o “seu” entendimento e não conforme o entendimento da Igreja deixada por Ele. A multiplicação das milhares de igrejas cristãs e de seitas é a consequência do esfacelamento da única Verdade que Jesus confiou ao Sagrado Magistério da Igreja (Papa e Bispos em comunhão com ele) para guardar e ensinar a todos os povos.
Além de confiar à Igreja a Verdade eterna, Cristo lhe garantiu a Vitória contra todos os seus inimigos. Disse a Pedro: “As portas do inferno jamais a vencerão” (Mt 16,17).
Já se passaram vinte séculos, inúmeras perseguições (império romano, nazismo, comunismo, fascismo, ateísmo,... ) e a Igreja continua mais firme e forte do que nunca. Quanto mais é perseguida, tanto mais corajosa se torna; quanto mais apanha, tanto mais se fortalece; quanto mais é caluniada, tanto mais sábia se torna.
Tertuliano de Cartago (†220), um dos apologetas da Igreja, escreveu ao imperador romano da época, Antonino Pio, o qual perseguia os cristãos, dizendo-lhe que não adiantava persegui-los e matá-los, porque “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. O império romano desabou, o comunismo sucumbiu, o nazismo acabou, mas a Igreja continua mais firme do que nunca. Nenhum chefe de Estado tem tantos embaixadores (Núncios Apostólicos) em outros países como o Vaticano; são cerca de 180.
O mundo chama hoje a Igreja Católica de obscurantista, retrógrada, etc., por ela ser fiel a Jesus; mas ela não se curva diante do pecado do mundo moderno, da mesma forma que não se curvou diante dos carrascos dos seus mártires.
A Igreja não busca a glória dos homens, mas somente a glória de Deus, por isso não se intimida e não desanima diante das ameaças dos infiéis. Ainda que ela fique sozinha, não negará a verdade do seu Senhor.
A moral católica não muda ao sabor da vontade dos homens, nem com o passar do tempo, porque a Verdade não muda, seja ela qual for. O teorema de Pitágoras e o princípio do empuxo, de Arquimedes, são os mesmos que esses gregos descobriram vários séculos antes de Cristo. A verdade que foi revogada, nunca foi verdade; pois a verdade, de fato, não pode mudar. Cristo não nos deixou uma moral transitória, passageira, provisória; não, Ele nos deixou uma Verdade eterna. Ele mesmo é a Verdade.
As questões morais não dependem da “opinião da maioria”, nem se alteram com os “avanços” científicos. A moral é que deve dizer quais descobertas da Ciência são válidas para o progresso do homem, e não o contrário. Uma lei moral não se torna lícita só porque é aprovada pelo Governo ou pelo Parlamento.
Muitas vezes, a confusão moral e os erros são cometidos por causa de uma incompreensão insuficiente dessas questões. A Igreja, de sua parte, examina com profundidade as questões morais, olhando não apenas o conforto do homem, mas, principalmente a sua dignidade humana.
Diante das leis que não estão de acordo com a Moral católica, os fiéis precisam se manifestar com viva voz; porque se ficarmos calados e submissos, em breve, poderemos ter em nosso país muitas leis imorais. Já aprovaram o divórcio, a manipulação e a morte de embriões (vidas humanas!), e em breve poderão aprovar o aborto, a eutanásia, o casamento de pessoas do mesmo sexo.
O Papa Leão XIII disse que “a audácia dos maus se alimenta da covardia e omissão dos bons.” Não podemos mais viver um catolicismo de sacristia; a maioria do povo brasileiro é católica (cerca de 73%) e tem direito de viver em um país com leis católicas; mas isso só acontecerá se fizermos isso acontecer. Jesus já tinha avisado que “os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”.
Felipe Aquino - felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe. Site do autor: www.cleofas.com.br.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Mensagem de José Luiz Majella Delgado, bispo eleito de Jataí-GO.
À Família Redentorista!
Prezado Pe. Luiz Rodrigues Batista, Superior Provincial da Província Redentorista de São Paulo, Confrades, oblatos, seminaristas e leigos Redentoristas.
A Providência de Deus chamou-me para ser bispo da Diocese de Jataí (GO).
Agradeço a confiança da Igreja que, através do Papa Bento XVI, me confia tão alta missão.
Agradeço a Congregação Redentorista que me acolhe desde o ano de 1969, ensinando-me a ser colaborador, companheiro e ministro de Jesus Cristo na grande obra da redenção (cf. Const. CSSR, 2).
Aos meus formadores, que dedicaram tempo, carinho e atenção para comigo, digo que o nome de cada um está gravado no meu coração, na minha vida, na minha história de discípulo missionário do Senhor. E, como o salmista, repito: “que minha língua se cole ao paladar... se eu de ti me esquecer!” (Sl 137, 6).
Aos confrades dos tempos de Seminário e, em particular, aos do meu curso, a eterna gratidão pela amizade e ajuda na perseverança da vocação.
A amizade conquistada e cultivada é como doçura que acalma a alma (cf. Pr 27, 9). Consideremos sempre mais Jesus Cristo o único e verdadeiro modelo no qual nos inspiramos para viver a obediência da fé, o amor à Igreja, a sensibilidade para com os pobres e a edificação de uma sociedade mais justa e fraterna. Continuemos rezando uns pelos outros.
Aos confrades, com os quais convivi nas casas por onde passei e que na vida fraterna comunitária me animaram nos momentos de desânimo, fazendo-me experimentar a força do amor que vem do Cristo Redentor e que nos une, minha profunda gratidão. A fraternidade é um testemunho forte do projeto cristão. É a proclamação de que a unidade é possível, apesar das dificuldades inerentes à diversidade das pessoas. Persistam na vida fraterna, como caminho privilegiado de renovação.
Aos confrades que um dia tive a satisfação de acompanhá-los na caminhada formativa, que seja acolhida a minha ternura e carinho de “irmão mais velho”. Acompanhar a história do seu chamado à vida consagrada e sacerdotal foi importante também para o meu amadurecimento vocacional. A confiança e a comunhão que nos oferecemos mutuamente naquele tempo foram sinais da graça. Mas, em meu coração, há o reconhecimento do quanto deixei de agir com amor e solicitude nos acontecimentos da vida de cada um. Diante das fragilidades do meu ser, peço-lhes incluir em suas preces ao Pai súplicas para que agora, em minha missão de bispo, eu consiga dar o exemplo de santidade na caridade, humildade e simplicidade de vida.
A todos os confrades, em especial à nova geração redentorista, o meu carinho e gratidão. Sabemos que a cruz é sinal do amor maior e garantia do amor verdadeiro. A cruz de Jesus é o coração do redentorista, a essência de cada vocação. O Documento de Aparecida nos diz: “dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e compromisso. Desejando e procurando essa santidade, não vivemos menos e, sim, melhor, porque, quando Deus pede algo, é porque está oferecendo muito mais: “Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e dá tudo!”(DAp 352). A fidelidade ao Redentor é continuar a dar ao próximo o testemunho de que aquele que segue a Cristo, homem perfeito, torna-se, ele mesmo, mais homem (cf. Constituições C.Ss.R., 19).
Aos seminaristas, oblatos e leigos missionários Redentoristas, a gratidão e o reconhecimento pelo desenvolvimento da vocação filial a Deus e o amor à Congregação. Continuem crescendo mais e mais na comunhão de amor, mediante o desempenho que a missão evangelizadora pede de cada um de nós, numa profunda vivência de fé, fruto de uma experiência pessoal de encontro com Jesus Cristo. (cf. Documentos da CNBB, 87 – DGAE, 8).
Agradecendo a todos lhes peço que, nas orações, contemplem não apenas o meu ministério episcopal, mas também a caminhada da porção do Povo de Deus a mim confiada, a Diocese de Jataí (GO).
Com minhas orações, um abraço fraterno.
José Luiz Majella Delgado CSsR
Bispo eleito de Jataí (GO)
Prezado Pe. Luiz Rodrigues Batista, Superior Provincial da Província Redentorista de São Paulo, Confrades, oblatos, seminaristas e leigos Redentoristas.
A Providência de Deus chamou-me para ser bispo da Diocese de Jataí (GO).
Agradeço a confiança da Igreja que, através do Papa Bento XVI, me confia tão alta missão.
Agradeço a Congregação Redentorista que me acolhe desde o ano de 1969, ensinando-me a ser colaborador, companheiro e ministro de Jesus Cristo na grande obra da redenção (cf. Const. CSSR, 2).
Aos meus formadores, que dedicaram tempo, carinho e atenção para comigo, digo que o nome de cada um está gravado no meu coração, na minha vida, na minha história de discípulo missionário do Senhor. E, como o salmista, repito: “que minha língua se cole ao paladar... se eu de ti me esquecer!” (Sl 137, 6).
Aos confrades dos tempos de Seminário e, em particular, aos do meu curso, a eterna gratidão pela amizade e ajuda na perseverança da vocação.
A amizade conquistada e cultivada é como doçura que acalma a alma (cf. Pr 27, 9). Consideremos sempre mais Jesus Cristo o único e verdadeiro modelo no qual nos inspiramos para viver a obediência da fé, o amor à Igreja, a sensibilidade para com os pobres e a edificação de uma sociedade mais justa e fraterna. Continuemos rezando uns pelos outros.
Aos confrades, com os quais convivi nas casas por onde passei e que na vida fraterna comunitária me animaram nos momentos de desânimo, fazendo-me experimentar a força do amor que vem do Cristo Redentor e que nos une, minha profunda gratidão. A fraternidade é um testemunho forte do projeto cristão. É a proclamação de que a unidade é possível, apesar das dificuldades inerentes à diversidade das pessoas. Persistam na vida fraterna, como caminho privilegiado de renovação.
Aos confrades que um dia tive a satisfação de acompanhá-los na caminhada formativa, que seja acolhida a minha ternura e carinho de “irmão mais velho”. Acompanhar a história do seu chamado à vida consagrada e sacerdotal foi importante também para o meu amadurecimento vocacional. A confiança e a comunhão que nos oferecemos mutuamente naquele tempo foram sinais da graça. Mas, em meu coração, há o reconhecimento do quanto deixei de agir com amor e solicitude nos acontecimentos da vida de cada um. Diante das fragilidades do meu ser, peço-lhes incluir em suas preces ao Pai súplicas para que agora, em minha missão de bispo, eu consiga dar o exemplo de santidade na caridade, humildade e simplicidade de vida.
A todos os confrades, em especial à nova geração redentorista, o meu carinho e gratidão. Sabemos que a cruz é sinal do amor maior e garantia do amor verdadeiro. A cruz de Jesus é o coração do redentorista, a essência de cada vocação. O Documento de Aparecida nos diz: “dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e compromisso. Desejando e procurando essa santidade, não vivemos menos e, sim, melhor, porque, quando Deus pede algo, é porque está oferecendo muito mais: “Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e dá tudo!”(DAp 352). A fidelidade ao Redentor é continuar a dar ao próximo o testemunho de que aquele que segue a Cristo, homem perfeito, torna-se, ele mesmo, mais homem (cf. Constituições C.Ss.R., 19).
Aos seminaristas, oblatos e leigos missionários Redentoristas, a gratidão e o reconhecimento pelo desenvolvimento da vocação filial a Deus e o amor à Congregação. Continuem crescendo mais e mais na comunhão de amor, mediante o desempenho que a missão evangelizadora pede de cada um de nós, numa profunda vivência de fé, fruto de uma experiência pessoal de encontro com Jesus Cristo. (cf. Documentos da CNBB, 87 – DGAE, 8).
Agradecendo a todos lhes peço que, nas orações, contemplem não apenas o meu ministério episcopal, mas também a caminhada da porção do Povo de Deus a mim confiada, a Diocese de Jataí (GO).
Com minhas orações, um abraço fraterno.
José Luiz Majella Delgado CSsR
Bispo eleito de Jataí (GO)
domingo, 14 de fevereiro de 2010
BENTO XVI: VENCER AS INSÍDIAS DA SECULARIZAÇÃO TESTEMUNHANDO OS VALORES CRISTÃOS NA SOCIEDADE.
Bento XVI iniciou as suas atividades desta sexta-feira recebendo em audiência, no Vaticano, um grupo de bispos da Romênia, por ocasião de sua visita "ad Limina". É preciso promover os valores cristãos nas sociedades secularizadas: foi a exortação do pontífice aos bispos romenos. Além disso, o Santo Padre se deteve sobre a necessidade de valorizar as raízes cristãs da Europa e sobre o diálogo entre ortodoxos e católicos da Romênia.
A saudação ao papa foi feita pelo arcebispo de Bucareste, Dom Ioan Robu, presidente do episcopado romeno, que o convidou a visitar a Romênia. Em primeiro lugar, Bento XVI homenageou as comunidades cristãs da Romênia e da República da Moldávia, que "no tempo da perseguição mostraram indômito apego a Cristo e à sua Igreja e conservaram intacta a sua fé". Todavia – observou o papa – também na Romênia não faltam as insídias, particularmente em relação à família, de uma "sociedade secularizada e desorientada".
"As famílias católicas de seus países, que, durante o tempo da provação, testemunharam – por vezes pagando caro – a fidelidade ao Evangelho, não estão imunes à chaga do aborto, da corrupção, do alcoolismo e da droga, bem como do controle de natalidade mediante métodos contrários à dignidade da pessoa humana."
Para combater esses desafios é "necessário promover consultórios paroquiais que assegurem uma adequada preparação para a vida conjugal e familiar" organizando melhor a pastoral juvenil – foi o convite do papa aos prelados. Tais desafios se apresentam, sobretudo, porque "a transformação do sistema industrial e agrícola, a crise econômica e a emigração para o exterior não favorecem a preservação dos valores tradicionais, que por isso mesmo, devem ser repropostos e reforçados".
"É necessário, sobretudo, um decidido compromisso a favorecer a presença dos valores cristãos na sociedade, desenvolvendo centros de formação onde os jovens possam conhecer os valores autênticos, reforçados pelo gênio da cultura de seus países, de modo que possam testemunhá-los nos âmbitos onde vivem. A Igreja quer dar a sua contribuição determinante para a construção de uma sociedade reconciliada e solidária, capaz de contrastar o processo de secularização em andamento."
"Em seguida, o pontífice dirigiu o seu pensamento à relação entre católicos e ortodoxos, fazendo votos de que o "testemunho de fraternidade entre eles" prevaleça "sobre as divisões e os contrastes e abra os corações à reconciliação".
"Tenho consciência das dificuldades que as comunidades católicas devem enfrentar nesse âmbito; faço votos de que se possam encontrar soluções adequadas, naquele espírito de justiça e caridade que deve animar as relações entre irmãos em Cristo."
O papa indicou a defesa das raízes cristãs da Europa e dos valores cristãos como um âmbito de colaboração importante entre ortodoxos e católicos. Em particular, sobre temas como "a família, a bioética, os direitos humanos, a honestidade na vida pública e a ecologia".
Por fim, no contexto do Ano Sacerdotal, Bento XVI pediu aos bispos romenos que se interessem pelas condições espirituais e materiais de seus sacerdotes, bem como de sua atualização teológica e pastoral.
A saudação ao papa foi feita pelo arcebispo de Bucareste, Dom Ioan Robu, presidente do episcopado romeno, que o convidou a visitar a Romênia. Em primeiro lugar, Bento XVI homenageou as comunidades cristãs da Romênia e da República da Moldávia, que "no tempo da perseguição mostraram indômito apego a Cristo e à sua Igreja e conservaram intacta a sua fé". Todavia – observou o papa – também na Romênia não faltam as insídias, particularmente em relação à família, de uma "sociedade secularizada e desorientada".
"As famílias católicas de seus países, que, durante o tempo da provação, testemunharam – por vezes pagando caro – a fidelidade ao Evangelho, não estão imunes à chaga do aborto, da corrupção, do alcoolismo e da droga, bem como do controle de natalidade mediante métodos contrários à dignidade da pessoa humana."
Para combater esses desafios é "necessário promover consultórios paroquiais que assegurem uma adequada preparação para a vida conjugal e familiar" organizando melhor a pastoral juvenil – foi o convite do papa aos prelados. Tais desafios se apresentam, sobretudo, porque "a transformação do sistema industrial e agrícola, a crise econômica e a emigração para o exterior não favorecem a preservação dos valores tradicionais, que por isso mesmo, devem ser repropostos e reforçados".
"É necessário, sobretudo, um decidido compromisso a favorecer a presença dos valores cristãos na sociedade, desenvolvendo centros de formação onde os jovens possam conhecer os valores autênticos, reforçados pelo gênio da cultura de seus países, de modo que possam testemunhá-los nos âmbitos onde vivem. A Igreja quer dar a sua contribuição determinante para a construção de uma sociedade reconciliada e solidária, capaz de contrastar o processo de secularização em andamento."
"Em seguida, o pontífice dirigiu o seu pensamento à relação entre católicos e ortodoxos, fazendo votos de que o "testemunho de fraternidade entre eles" prevaleça "sobre as divisões e os contrastes e abra os corações à reconciliação".
"Tenho consciência das dificuldades que as comunidades católicas devem enfrentar nesse âmbito; faço votos de que se possam encontrar soluções adequadas, naquele espírito de justiça e caridade que deve animar as relações entre irmãos em Cristo."
O papa indicou a defesa das raízes cristãs da Europa e dos valores cristãos como um âmbito de colaboração importante entre ortodoxos e católicos. Em particular, sobre temas como "a família, a bioética, os direitos humanos, a honestidade na vida pública e a ecologia".
Por fim, no contexto do Ano Sacerdotal, Bento XVI pediu aos bispos romenos que se interessem pelas condições espirituais e materiais de seus sacerdotes, bem como de sua atualização teológica e pastoral.
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