O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação.
"Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão", afirmou Lula.
Dom Dimas disse que, apesar de Judas ser um dos discípulos de Cristo, Jesus não fazia alianças com "fariseus" --numa referência a pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra. O representante da CNBB ainda ironizou a declaração do presidente.
"Para governar o Brasil? Estamos tão mal assim? Queria dizer que, sem dúvida Judas foi discípulo de Cristo, mas Cristo conhece o coração das pessoas e reconhece a liberdade de cada um. Cristo não fez alianças com fariseus. Pelo contrário, teve palavras duras para com eles. Deus conhece o coração das pessoas", afirmou.
Questionado se os fariseus nesse caso poderiam ser representados pelo PMDB, Dom Dimas disse que não avalia alianças políticas. Em um jantar, comandado pelo presidente Lula, na noite de terça-feira, petistas e peemedebistas fecharam uma pré-aliança para a campanha eleitoral de 2010.
"PMDB? Não. Não estou entrando em detalhes de partido nenhum. Não estou me referindo a nenhum partido. Tem gente de bem em todas as áreas", afirmou.
Sem querer polemizar, Dom Dimas cobrou do Congresso a análise do projeto de iniciativa popular que estabelece a "ficha limpa" para os candidatos que disputam cargos públicos. O movimento reuniu 1,3 milhão de assinaturas de brasileiros favoráveis à proposta e impede que candidatos com problemas na Justiça participem da disputa eleitoral.
"Temos que lutar pela ética na política e levar adiante esse projeto de fichas limpas. Estamos tendo dificuldades, mas tenho certeza que, com a vontade popular se manifestando, faremos o projeto chegar lá na frente. O trabalho com o bem comum exige o mínimo de ética e por isso queremos que pessoas com pendências não possam ser candidatos", disse.
Obs: É complicado comentar assunto como esse, pois a Igreja do Brasil sempre "puxou sardinha" para o PT de Lula, mais deu a sua resposta diante a declaração do [semi-deus] Lula, que é como as outras, sem proposito, dissimulada, mostra a face da politica que o PT/Governo faz, demonstra a ignorancia espiritual e o desconhecimento das Sagradas Escrituras, um cético.
Graças a Deus vai tarde! E que Deus que sucutou tantos reis, sucite diante do que temos um gorvernante segundo seu coração. Rezemos por um Brasil segundo os santos valores de Deus. Paz e bem!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
BENTO XVI: IMPULSIONAR OS VALORES CRISTÃOS, FUNDAMENTO DA EUROPA.
Cidade do Vaticano - Bento XVI começou as suas atividades desta segunda-feira recebendo em audiência, no Vaticano, o chefe da delegação da Comissão da Comunidade Européia junto à Santa Sé, Yves Gazzo, para a apresentação de suas credenciais.
No momento em que a Europa celebra o 20º aniversário da Queda do Muro de Berlim, a Europa deve recorrer a seu patrimônio cristão para olhar com confiança para o futuro, foi a exortação do Santo Padre a Yves Gazzo, segundo chefe da delegação da Comissão depois do embaixador Luis Miguel Leitão Ritto.
Em seu denso discurso sobre a identidade da Europa, o papa ressaltou que a tradição humanista, radicada no Cristianismo, é a força do Velho Continente.
"A Igreja deseja acompanhar a construção da União Européia – disse Bento XVI – eis a razão pela qual se permite recordar-lhe quais são os valores fundadores e constitutivos da sociedade européia, a fim de que eles possam ser promovidos para o bem de todos.
"O papa deteve-se justamente sobre esses valores que fizeram nascer a Europa e que foram "a força de gravidade que atraiu as outras nações para o núcleo dos países fundadores".
Esses valores "são o fruto de uma história longa e tortuosa na qual, ninguém pode negá-lo, o Cristianismo desempenhou um papel de primeiro plano" – ressaltou o pontífice.
A igual dignidade de todos os seres humanos, a liberdade religiosa como fundamento de todas as outras liberdades civis, a paz como elemento decisivo para o bem comum e, ainda, o desenvolvimento humano como vocação divina são elementos centrais da Revolução cristã que continuam modelando a civilização européia.
O pontífice precisou que "quando a Igreja evoca as raízes cristãs da Europa não está procurando um status privilegiado para si mesma". A Igreja realiza uma obra de memória histórica, recordando, em primeiro lugar, uma verdade, "cada vez mais passada em silêncio": a inspiração cristã dos países fundadores da União Européia.
Bento XVI disse ainda que a Igreja deseja manifestar também que a base dos valores europeus provém principalmente do patrimônio cristão que ainda hoje continua alimentando a Europa.
O Santo Padre observou que esses valores "não constituem um agregado anárquico ou aleatório, mas formam um conjunto coerente que se coloca e se articula, historicamente, a partir de uma visão antropológica precisa".
"A Europa pode, por acaso, omitir o "princípio original de seus valores que revelou ao homem a sua eminente dignidade e a realidade de uma vocação pessoal" que abre o seu horizonte a todos os homens com os quais é chamada a constituir uma só família?Ademais, o pontífice evidenciou o risco que tais valores sejam instrumentalizados por "indivíduos e grupos de pressão" que queiram fazer preponderar certos interesses em detrimento de um "projeto coletivo ambicioso que os europeus esperam" que esteja voltado para o bem comum do continente e do mundo inteiro. Bento XVI observou que esse perigo já é "percebido e denunciado por numerosos observadores" de diferentes segmentos. É importante, então, que a Europa não abandone o seu modelo de civilização, exortou o papa acrescentando que o seu impulso original não pode ser "sufocado pelo individualismo ou pelo utilitarismo". Os imensos recursos intelectuais, culturais e econômicos do continente "continuarão a dar frutos" se forem fecundados "pela visão transcendente da pessoa humana que, constitui o tesouro mais precioso do patrimônio europeu".
O pontífice observou que justamente essa tradição humanista, que pertence a variadas correntes de pensamento, torna a Europa capaz de enfrentar os desafios do amanhã e de responder às esperanças dos povos.Trata-se principalmente da "busca de um justo e delicado equilíbrio entre a eficácia econômica e as exigências sociais, a salvaguarda do ambiente" e, sobretudo, "o indispensável e necessário apoio à vida humana – da concepção até a morte natural – e à família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher".
Ainda disse o Papa:
"A Europa não será realmente ela mesma" se não souber conservar a originalidade "que fez a sua grandeza" e que é capaz de "torná-la, amanhã, um dos atores principais na promoção do desenvolvimento integral das pessoas que a Igreja Católica considera como o único modo possível para remediar os desequilíbrios presentes em nosso mundo".
Bento XVI concluiu ressaltando que a Santa Sé tem um grande respeito pelas atividades das Instituições européias e fez votos de que, através do seu trabalho, honrem a Europa que é mais que um continente: é "uma casa espiritual".
No momento em que a Europa celebra o 20º aniversário da Queda do Muro de Berlim, a Europa deve recorrer a seu patrimônio cristão para olhar com confiança para o futuro, foi a exortação do Santo Padre a Yves Gazzo, segundo chefe da delegação da Comissão depois do embaixador Luis Miguel Leitão Ritto.
Em seu denso discurso sobre a identidade da Europa, o papa ressaltou que a tradição humanista, radicada no Cristianismo, é a força do Velho Continente.
"A Igreja deseja acompanhar a construção da União Européia – disse Bento XVI – eis a razão pela qual se permite recordar-lhe quais são os valores fundadores e constitutivos da sociedade européia, a fim de que eles possam ser promovidos para o bem de todos.
"O papa deteve-se justamente sobre esses valores que fizeram nascer a Europa e que foram "a força de gravidade que atraiu as outras nações para o núcleo dos países fundadores".
Esses valores "são o fruto de uma história longa e tortuosa na qual, ninguém pode negá-lo, o Cristianismo desempenhou um papel de primeiro plano" – ressaltou o pontífice.
A igual dignidade de todos os seres humanos, a liberdade religiosa como fundamento de todas as outras liberdades civis, a paz como elemento decisivo para o bem comum e, ainda, o desenvolvimento humano como vocação divina são elementos centrais da Revolução cristã que continuam modelando a civilização européia.
O pontífice precisou que "quando a Igreja evoca as raízes cristãs da Europa não está procurando um status privilegiado para si mesma". A Igreja realiza uma obra de memória histórica, recordando, em primeiro lugar, uma verdade, "cada vez mais passada em silêncio": a inspiração cristã dos países fundadores da União Européia.
Bento XVI disse ainda que a Igreja deseja manifestar também que a base dos valores europeus provém principalmente do patrimônio cristão que ainda hoje continua alimentando a Europa.
O Santo Padre observou que esses valores "não constituem um agregado anárquico ou aleatório, mas formam um conjunto coerente que se coloca e se articula, historicamente, a partir de uma visão antropológica precisa".
"A Europa pode, por acaso, omitir o "princípio original de seus valores que revelou ao homem a sua eminente dignidade e a realidade de uma vocação pessoal" que abre o seu horizonte a todos os homens com os quais é chamada a constituir uma só família?Ademais, o pontífice evidenciou o risco que tais valores sejam instrumentalizados por "indivíduos e grupos de pressão" que queiram fazer preponderar certos interesses em detrimento de um "projeto coletivo ambicioso que os europeus esperam" que esteja voltado para o bem comum do continente e do mundo inteiro. Bento XVI observou que esse perigo já é "percebido e denunciado por numerosos observadores" de diferentes segmentos. É importante, então, que a Europa não abandone o seu modelo de civilização, exortou o papa acrescentando que o seu impulso original não pode ser "sufocado pelo individualismo ou pelo utilitarismo". Os imensos recursos intelectuais, culturais e econômicos do continente "continuarão a dar frutos" se forem fecundados "pela visão transcendente da pessoa humana que, constitui o tesouro mais precioso do patrimônio europeu".
O pontífice observou que justamente essa tradição humanista, que pertence a variadas correntes de pensamento, torna a Europa capaz de enfrentar os desafios do amanhã e de responder às esperanças dos povos.Trata-se principalmente da "busca de um justo e delicado equilíbrio entre a eficácia econômica e as exigências sociais, a salvaguarda do ambiente" e, sobretudo, "o indispensável e necessário apoio à vida humana – da concepção até a morte natural – e à família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher".
Ainda disse o Papa:
"A Europa não será realmente ela mesma" se não souber conservar a originalidade "que fez a sua grandeza" e que é capaz de "torná-la, amanhã, um dos atores principais na promoção do desenvolvimento integral das pessoas que a Igreja Católica considera como o único modo possível para remediar os desequilíbrios presentes em nosso mundo".
Bento XVI concluiu ressaltando que a Santa Sé tem um grande respeito pelas atividades das Instituições européias e fez votos de que, através do seu trabalho, honrem a Europa que é mais que um continente: é "uma casa espiritual".
Vaticano condena o filme "A Bússola de Ouro" por ser destituído de Deus.
CIDADE DO VATICANO - O Vaticano condenou na quarta-feira "A Bússola de Ouro".
O filme foi condenado de anticristão, dizendo que ele promove a idéia de um mundo frio, sem Deus e caracterizado pela desesperança.
Num editorial longo, o jornal do Vaticano l'Osservatore Romano também fez duras críticas a Philip Pullman, autor do best-seller sobre o qual é baseado o filme de fantasia voltado ao público familiar. Foi a crítica mais dura feita pelo Vaticano a um autor e um filme desde a condenação que fez de "O Código Da Vinci", em 2005 e 2006.
"No mundo de Pullman a esperança simplesmente não existe, porque não existe salvação senão na capacidade pessoal e individualista de controlar a situação e dominar os acontecimentos", disse o editorial.
O filme, que fez sua estréia neste mês e é estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig, é uma adaptação do livro aclamado "A Bússola Dourada", de Philip Pullman. O longa estréia no Brasil na terça-feira de Natal. O jornal do Vaticano disse que os espectadores honestos vão constatar que o filme é "destituído de qualquer emoção em especial, além de uma grande frieza".
No mundo de fantasia criado pela trilogia "Fronteiras do Universo", de Pullman, a Igreja e a instância que a rege, conhecida como Magisterium, estão ligadas a experimentos cruéis com crianças, visando descobrir a natureza do pecado, além de tentativas de acobertar fatos que prejudicariam a legitimidade e o poder da Igreja (só se joga pedra em arvore que dá fruto, grifo do blog).
Na versão feita para o cinema, todas as referências à Igreja foram eliminadas.
O diretor Chris Weitz não quis correr o risco de ofender o público religioso.
Mesmo assim, alguns grupos católicos nos EUA pediram um boicote do filme, temendo que mesmo uma versão suavizada do livro possa atrair as pessoas para a leitura da trilogia.
O jornal do Vaticano disse que o filme e os escritos de Pullman mostram que "quando o homem procura eliminar Deus de seu horizonte, tudo é reduzido e feito triste, frio e desumano".
A Liga Católica dos EUA exortou os cristãos a não assistirem ao filme, dizendo que seu objetivo é "prejudicar o cristianismo e promover o ateísmo" entre as crianças.
O jornal do Vaticano disse que "A Bússola de Ouro" é o filme "mais antinatalino possível" e considerou "um consolo" o fato de a bilheteria de seu primeiro fim de semana em cartaz ter sido decepcionante.
Obs: Daw Brow está fazendo escola, e sempre com o mesmo proposito "espalhar o ateismo e distanciar a humanidade de Deus com a falacia de que podemos viver sem Ele." E aos desavisados católicos, que na pesquisa do IBGE dizem ser, pelo amor de Deus não busquem formação de fé e doutrina em filmes e livros inpirados para a destrição da IGREJA que você diz pertencer. Busque formar sua fé na PALAVRA DE DEUS nos documentos da IGREJA na qual tem a assistencia infalível do ESPIRITO SANTO. Esses que se julgam doutores e mestres de "novidades" querem a sua confusão e o seu distanciamento de Deus. E logo no Natal que este filme chegara no Brasil, pra que? A uma intenção grandiosa de santificar a Ciência e com isso satanizar as religiões e a Igreja Católica, por dizerem ser contra a ciência. Pense nisso, não seje passivo diante de tudo isso, não faça parte dessa armação demoniaca. Querem derrubar a unica IGREJA que mostra a cara bater e da sua opinião. Com minha saudação fraterna, Salve Maria.
O filme foi condenado de anticristão, dizendo que ele promove a idéia de um mundo frio, sem Deus e caracterizado pela desesperança.
Num editorial longo, o jornal do Vaticano l'Osservatore Romano também fez duras críticas a Philip Pullman, autor do best-seller sobre o qual é baseado o filme de fantasia voltado ao público familiar. Foi a crítica mais dura feita pelo Vaticano a um autor e um filme desde a condenação que fez de "O Código Da Vinci", em 2005 e 2006.
"No mundo de Pullman a esperança simplesmente não existe, porque não existe salvação senão na capacidade pessoal e individualista de controlar a situação e dominar os acontecimentos", disse o editorial.
O filme, que fez sua estréia neste mês e é estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig, é uma adaptação do livro aclamado "A Bússola Dourada", de Philip Pullman. O longa estréia no Brasil na terça-feira de Natal. O jornal do Vaticano disse que os espectadores honestos vão constatar que o filme é "destituído de qualquer emoção em especial, além de uma grande frieza".
No mundo de fantasia criado pela trilogia "Fronteiras do Universo", de Pullman, a Igreja e a instância que a rege, conhecida como Magisterium, estão ligadas a experimentos cruéis com crianças, visando descobrir a natureza do pecado, além de tentativas de acobertar fatos que prejudicariam a legitimidade e o poder da Igreja (só se joga pedra em arvore que dá fruto, grifo do blog).
Na versão feita para o cinema, todas as referências à Igreja foram eliminadas.
O diretor Chris Weitz não quis correr o risco de ofender o público religioso.
Mesmo assim, alguns grupos católicos nos EUA pediram um boicote do filme, temendo que mesmo uma versão suavizada do livro possa atrair as pessoas para a leitura da trilogia.
O jornal do Vaticano disse que o filme e os escritos de Pullman mostram que "quando o homem procura eliminar Deus de seu horizonte, tudo é reduzido e feito triste, frio e desumano".
A Liga Católica dos EUA exortou os cristãos a não assistirem ao filme, dizendo que seu objetivo é "prejudicar o cristianismo e promover o ateísmo" entre as crianças.
O jornal do Vaticano disse que "A Bússola de Ouro" é o filme "mais antinatalino possível" e considerou "um consolo" o fato de a bilheteria de seu primeiro fim de semana em cartaz ter sido decepcionante.
Obs: Daw Brow está fazendo escola, e sempre com o mesmo proposito "espalhar o ateismo e distanciar a humanidade de Deus com a falacia de que podemos viver sem Ele." E aos desavisados católicos, que na pesquisa do IBGE dizem ser, pelo amor de Deus não busquem formação de fé e doutrina em filmes e livros inpirados para a destrição da IGREJA que você diz pertencer. Busque formar sua fé na PALAVRA DE DEUS nos documentos da IGREJA na qual tem a assistencia infalível do ESPIRITO SANTO. Esses que se julgam doutores e mestres de "novidades" querem a sua confusão e o seu distanciamento de Deus. E logo no Natal que este filme chegara no Brasil, pra que? A uma intenção grandiosa de santificar a Ciência e com isso satanizar as religiões e a Igreja Católica, por dizerem ser contra a ciência. Pense nisso, não seje passivo diante de tudo isso, não faça parte dessa armação demoniaca. Querem derrubar a unica IGREJA que mostra a cara bater e da sua opinião. Com minha saudação fraterna, Salve Maria.
domingo, 18 de outubro de 2009
“Anjos e Demônios” é picaretagem pura.
Ontem fui ver uma sessão para a imprensa de Anjos e Demônios, baseado no romance de Dan Brown, e que estréia depois de amanhã. Resumindo bem resumido o enredo, uma sociedade secreta se aproveita das pesquisas do Grande Colisor de Hádrons (o famoso LHC, a “máquina do fim do mundo”) e elabora um plano para explodir o Vaticano exatamente durante o conclave que elegerá o sucessor de um Papa morto recentemente. O especialista em símbolos Robert Langdon é chamado pelo Vaticano para ajudar a desvendar a conspiração. Como suspense, é até melhorzinho que O Codigo Da Vinci, mas a avaliação artística eu deixo para o roteiro do Caderno G, que sai na sexta, e para meu colega Paulo Camargo, da Central de Cinema.
Também não vou comentar os erros factuais grotescos, especialmente os relativos ao conclave. Nosso negócio aqui é ciência e religião, e nisso o filme é picaretagem pura.
Uma idéia de fundo observada durante todo o longa (exceto em um discursinho conciliador no desfecho) é a oposição entre Igreja e ciência; mais ainda, a perseguição aos cientistas promovida pela Igreja. Essa perseguição estaria na origem dos Illuminati (a tal sociedade secreta), e o roteiro coloca essa idéia até mesmo na boca de personagens pertencentes ao clero. Ainda entrou no filme uma cena completamente idiota (e que não tem influência alguma no enredo) em que militantes a favor da pesquisa com embriões enfrentam os católicos que aguardam a eleição do Papa, tudo em plena Praça de São Pedro. Como não podia deixar de ser, ninguém se preocupa em esclarecer que a Igreja se opõe apenas ao uso de células-tronco embrionárias, enquanto encoraja a pesquisa com células-tronco adultas.
Segundo o filme, Galileu e Bernini eram membros da sociedade. Bom, mas o próprio site de Dan Brown afirma, como fato real, que os Illuminati foram fundados em 1776 e dissolvidos poucos anos depois. Então, como raios Galileu (que morreu em 1642) e Bernini (que morreu em 1680) poderiam ter feito parte dos Illuminati? Mas dá pra entender a tentação de incluir Galileu no rolo: costuma-se pintar o astrônomo e matemático como uma espécie de “mártir” da ciência, imolado por um bando de religiosos retrógrados (você pode clicar aqui para conhecer melhor alguns detalhes sobre os problemas de Galileu com a Inquisição). Dan Brown inclusive inventa uma “última obra” de Galileu chamada Diagramma Veritatis. Ora, basta consultar qualquer site de referência sobre Galileu para saber que seu livro final foi "Discursos e demonstrações matemáticas sobre duas novas ciências." O livro chega a ser ainda mais explícito na tentativa de criar oposição entre religião (especialmente a Igreja Católica) e ciência. Em um trecho aparecem cartazes, trazidos por religiosos, dizendo “cientista = satanista”. Brown ainda alega que Nicolau Copérnico foi “assassinado” (na verdade ele morreu em sua cama, de ataque cardíaco), e que os católicos consideravam inadequado dar tratamento médico a pessoas jovens.
“O êxtase de santa Teresa”, de Bernini, tem papel importante na trama. Diz o livro que o papa Urbano VIII (1623-1644) achou a estátua praticamente pornográfica e, em vez de colocá-la no Vaticano, mandou-a para uma capela obscura numa igreja distante. Na verdade, Urbano VIII morreu 8 anos antes de a estátua ficar pronta, e a obra foi encomendada pelo cardeal Cornaro especificamente para a mesmíssima capela onde está hoje. Mas nem isso parece ter incomodado Dan Brown. Caso alguém queira um antídoto contra a série de mentiras que Brown tenta fazer passar como fatos, recomendo as obras de Thomas Woods Jr (especialmente o capítulo “A Igreja e a ciência” de Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental) e Rodney Stark, para quem a ciência floresceu na Europa especificamente graças ao catolicismo.
Meu maior problema com livros e filmes do tipo Anjos e Demônios é que, ao misturar ficção e realidade, a tendência é que tudo seja absorvido pelo público como realidade. Não é como os livros do Jô Soares, que são comédias usando personagens históricos.
Dan Brown se pretende sério; coloca “listas de fatos” no começo de seus livros. A pessoa vai ao cinema ver Anjos e Demônios e sai realmente achando que Galileu e Bernini eram Illuminati, que Copérnico morreu assassinado, que a Igreja atrapalha a ciência, que Pio IX era um maníaco que atravessava o Vaticano de martelo na mão, que a Igreja “marcou” quatro Illuminati (Langdon reprova o chefe da Guarda Suíça, perguntando se os católicos não lêem sua própria história. Bom, nós lemos; é que La purga não é história, é invenção de Dan Brown), que os cientistas querem refazer o momento da criação, que Galileu escreveu o tal Diagramma e por aí vai. Isso é um desserviço considerável à verdade histórica, e também à ciência.
Como curiosidade, a Organização Européia de Pesquisas Nucleares (CERN) criou um site apenas para esclarecer as pessoas sobre o que é real e o que é ficção (mas passa como verdade) sobre antimatéria, bombas devastadoras, “partículas de Deus” e outras coisinhas de Anjos e Demônios. Lá, por exemplo, você vai descobrir que não é possível criar uma bomba como a dos Illuminati. “Ah, mas aí não vai ter livro nem filme”, alguém pode dizer. Fico pensando aqui comigo, talvez tivesse sido melhor assim…"
Marco Antonio Campos - jornalista
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/tubodeensaio/?id=885810
Obs: Tai é só ler e pesquisar e confrontar.
Também não vou comentar os erros factuais grotescos, especialmente os relativos ao conclave. Nosso negócio aqui é ciência e religião, e nisso o filme é picaretagem pura.
Uma idéia de fundo observada durante todo o longa (exceto em um discursinho conciliador no desfecho) é a oposição entre Igreja e ciência; mais ainda, a perseguição aos cientistas promovida pela Igreja. Essa perseguição estaria na origem dos Illuminati (a tal sociedade secreta), e o roteiro coloca essa idéia até mesmo na boca de personagens pertencentes ao clero. Ainda entrou no filme uma cena completamente idiota (e que não tem influência alguma no enredo) em que militantes a favor da pesquisa com embriões enfrentam os católicos que aguardam a eleição do Papa, tudo em plena Praça de São Pedro. Como não podia deixar de ser, ninguém se preocupa em esclarecer que a Igreja se opõe apenas ao uso de células-tronco embrionárias, enquanto encoraja a pesquisa com células-tronco adultas.
Segundo o filme, Galileu e Bernini eram membros da sociedade. Bom, mas o próprio site de Dan Brown afirma, como fato real, que os Illuminati foram fundados em 1776 e dissolvidos poucos anos depois. Então, como raios Galileu (que morreu em 1642) e Bernini (que morreu em 1680) poderiam ter feito parte dos Illuminati? Mas dá pra entender a tentação de incluir Galileu no rolo: costuma-se pintar o astrônomo e matemático como uma espécie de “mártir” da ciência, imolado por um bando de religiosos retrógrados (você pode clicar aqui para conhecer melhor alguns detalhes sobre os problemas de Galileu com a Inquisição). Dan Brown inclusive inventa uma “última obra” de Galileu chamada Diagramma Veritatis. Ora, basta consultar qualquer site de referência sobre Galileu para saber que seu livro final foi "Discursos e demonstrações matemáticas sobre duas novas ciências." O livro chega a ser ainda mais explícito na tentativa de criar oposição entre religião (especialmente a Igreja Católica) e ciência. Em um trecho aparecem cartazes, trazidos por religiosos, dizendo “cientista = satanista”. Brown ainda alega que Nicolau Copérnico foi “assassinado” (na verdade ele morreu em sua cama, de ataque cardíaco), e que os católicos consideravam inadequado dar tratamento médico a pessoas jovens.
“O êxtase de santa Teresa”, de Bernini, tem papel importante na trama. Diz o livro que o papa Urbano VIII (1623-1644) achou a estátua praticamente pornográfica e, em vez de colocá-la no Vaticano, mandou-a para uma capela obscura numa igreja distante. Na verdade, Urbano VIII morreu 8 anos antes de a estátua ficar pronta, e a obra foi encomendada pelo cardeal Cornaro especificamente para a mesmíssima capela onde está hoje. Mas nem isso parece ter incomodado Dan Brown. Caso alguém queira um antídoto contra a série de mentiras que Brown tenta fazer passar como fatos, recomendo as obras de Thomas Woods Jr (especialmente o capítulo “A Igreja e a ciência” de Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental) e Rodney Stark, para quem a ciência floresceu na Europa especificamente graças ao catolicismo.
Meu maior problema com livros e filmes do tipo Anjos e Demônios é que, ao misturar ficção e realidade, a tendência é que tudo seja absorvido pelo público como realidade. Não é como os livros do Jô Soares, que são comédias usando personagens históricos.
Dan Brown se pretende sério; coloca “listas de fatos” no começo de seus livros. A pessoa vai ao cinema ver Anjos e Demônios e sai realmente achando que Galileu e Bernini eram Illuminati, que Copérnico morreu assassinado, que a Igreja atrapalha a ciência, que Pio IX era um maníaco que atravessava o Vaticano de martelo na mão, que a Igreja “marcou” quatro Illuminati (Langdon reprova o chefe da Guarda Suíça, perguntando se os católicos não lêem sua própria história. Bom, nós lemos; é que La purga não é história, é invenção de Dan Brown), que os cientistas querem refazer o momento da criação, que Galileu escreveu o tal Diagramma e por aí vai. Isso é um desserviço considerável à verdade histórica, e também à ciência.
Como curiosidade, a Organização Européia de Pesquisas Nucleares (CERN) criou um site apenas para esclarecer as pessoas sobre o que é real e o que é ficção (mas passa como verdade) sobre antimatéria, bombas devastadoras, “partículas de Deus” e outras coisinhas de Anjos e Demônios. Lá, por exemplo, você vai descobrir que não é possível criar uma bomba como a dos Illuminati. “Ah, mas aí não vai ter livro nem filme”, alguém pode dizer. Fico pensando aqui comigo, talvez tivesse sido melhor assim…"
Marco Antonio Campos - jornalista
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/tubodeensaio/?id=885810
Obs: Tai é só ler e pesquisar e confrontar.
sábado, 17 de outubro de 2009
"Questionamentos dos porquês"?
Existem tempos da nossa vida que nós sempre questionamos o porque das coisas. As provações nos sacodem e se não permanecemos firmes (salmo 125) caimos numa "oração" de que tudo acontece conosco. É dificil esperar alguma coisa de alguem que não quer melhorar ou talvez não sabe do seu potencial, da capacitação que Deus realiza, ai sofremos por não querer isso pra pessoa e por nos achar impotente diante disso tudo, será que quando acabará o tempo da sua ignorância?, quando se libertará e deixara Deus agir?, porque não pede ajuda?, aonde está Deus?... silêncio. "Deus te vê e não é indiferente a sua dor, Deua te entende e quer te envolver de amor." Mais ainda fica o sofrimento pelos nossos, por nós, pelos nossos pecados, pelas dividas, pelos compromissos firmados, amigos e quando um fica na pendência parece que desaba todos os outros. Temos que ser fortes! Mais digo pra você: tem momentos que ultrapasa meu limite, o meu natural ao ponto de chorar, de silenciar e na ousadia clamar a Deus o teu sobrenatural. Me descançar nEle, repousar em suas delicias e crer, acima de tudo crer que tudo vai mudar. Ai nos preenchemos de Deus e nos deparamos com situações que parece não ter mudado. Não tem aquela chuva que vem se armando e dissemos: Vai cair uma tempestade! Mais com tempo vai se dissipando, chega a chover, mais antes de acabar, vem um sol lindo. Pois bem, muitas das nossas dificuldades é assim, sabendo enfrenta-las. Queria enfrentar suas dificuldades, dissabores, provações na direção de Deus. Sofrer por querer o melhor não te faz menor não, te faz guerreiro, só Deus sabe "o tamanho da sua dor", NÃO DESISTA, LUTE PRA VENCER! DEUS É CONTIGO!
Quero com isso, dizer, por mais que tumultuada a sua vida em sofrimentor e dor DEUS TEM A MEDIDA CERTA PRA ALIVIAR SUA DOR, DEIXA-SE SER TOCADO POR DEUS. Essa é a proposta que me ofereço e compartilho com vocês. Saibamos sofrer, que sofrer nos ensine a ser melhor. Amém!
Quero com isso, dizer, por mais que tumultuada a sua vida em sofrimentor e dor DEUS TEM A MEDIDA CERTA PRA ALIVIAR SUA DOR, DEIXA-SE SER TOCADO POR DEUS. Essa é a proposta que me ofereço e compartilho com vocês. Saibamos sofrer, que sofrer nos ensine a ser melhor. Amém!
Diálogo entre católicos e protestantes entra em nova fase.
Afirma o cardeal Kasper, ao apresentar um livro sobre os 40 anos de diálogo
O diálogo oficial entre a Igreja Católica e as comunidades protestantes históricas - anglicana, luterana, reformada e metodista - está entrando em uma nova fase, após fechar a primeira etapa, que percorre os últimos 40 anos, do final do Concílio Vaticano II até hoje.
Assim indicou o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, ao apresentar hoje, na Sala de Imprensa da Santa Sé, um livro que reúne os resultados desse diálogo.
"Com este livro, nós nos encontramos no fim de uma primeira etapa, repleta de frutos e, ao mesmo tempo, estamos entrando em uma nova fase, que desejamos que seja tão frutífera como a anterior, e que nela possam ser resolvidos os difíceis problemas que estão pendentes", declarou.
O livro, preparado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos em colaboração com as comunidades protestantes, intitula-se Harvesting the Fruits. Basic Aspects of Christian Faith in Ecumenical Dialogue (Recolhendo os frutos. Aspectos básicos da fé cristã no diálogo ecumênico). O Conselho analisou, durante 2 anos, o diálogo com as principais comunidades protestantes, porque estas foram as primeiras em estabelecer um diálogo oficial com a Igreja Católica após o concílio.
Conquistas
Segundo o cardeal Kasper, agora é o momento de fazer um balanço da situação do diálogo. E acrescentou: "Nós mesmos estamos gratamente surpresos por tudo o que foi alcançado nestes anos". Com relação aos frutos do diálogo, aos quais se refere o título do livro, o cardeal Kasper indicou que "se trata de uma colheita verdadeiramente muito rica, que supera as numerosas polêmicas e grandes problemas históricos da Reforma, isso pode representar uma clara resposta a opiniões que estão sendo difundidas, às vezes também na Cúria Romana, ou à injustificada acusação de que o ecumenismo com as autoridades protestantes não havia colhido frutos até agora e tinha nos deixado com as mãos vazias, Não queremos que a riqueza dos resultados alcançados seja esquecida e que seja preciso começar novamente", afirmou.
"Comportamento ecumênico"
"Desejamos iniciar um processo de recepção destes ricos frutos no corpo da própria Igreja, para chegar a um novo tipo de comportamento ecumênico", revelou. O cardeal Kasper indicou que, atualmente, no âmbito ecumênico, como em todos os demais, produzem-se rápidas mudanças no Ocidente. Neste sentido, assinalou que, após o entusiasmo dos primeiros anos depois do concílio, hoje se experimenta certo cansaço no diálogo ecumênico.
"No entanto, a nova sobriedade instaurada pode ser também um sinal de maior maturidade - indicou. Provavelmente, o caminho ecumênico será mais longo do que parecia depois do Concílio."
O livro constata o que as comunidades eclesiais, em diálogo desde o concílio Vaticano II, mudaram ao longo desses 40 anos.
"Talvez nossos interlocutores já não sejam os mesmos, são mais diversificados do que os que encontramos durante e depois do concílio - explicou. Há fragmentações internas, novos problemas no campo da ética, problemas desconhecidos no passado, e prosseguiu: "Também na Igreja Católica houve mudanças; às vezes, nossos documentos são difíceis de serem digeridos pelos nossos interlocutores. Com este livro, queremos fomentar um novo impulso - afirmou. Ilustrando os numerosos resultados positivos desses 40 anos, queremos mostrar que somos capazes de conseguir qualquer coisa se continuarmos comprometidos com o ecumenismo."
O volume destaca, pela primeira vez, os resultados dos 4 diálogos bilaterais com as 4 confissões protestantes, agrupados por temas, para permitir a comparação e uma visão mais clara do alcance das conquistas em 40 anos de diálogo. O livro também dedica um espaço às áreas de convergência ecumênica, que poderiam ajudar no processo de recepção dos resultados nas diversas confissões. Sobre os problemas por resolver, o cardeal explica: "Identificamos problemas na hermenêutica, na antropologia, na eclesiologia e também na compreensão da Eucaristia".
Simpósio em 2010
A Igreja Católica e as comunidades protestantes têm a intenção de organizar um simpósio, em fevereiro de 2010, no qual debaterão o futuro do ecumenismo ocidental, anunciou o cardeal.
O livro apresentado hoje no Vaticano servirá de base para as conversas do encontro.
Além do cardeal Kasper, na coletiva de imprensa interveio também Dom Mark Langham, oficial do Conselho e um dos principais colaboradores do purpurado na elaboração do livro.
Dom Langham destacou que o cardeal Kasper "quis dar a conhecer desta maneira o fruto de 40 anos de diálogo ecumênico a uma nova geração, que cresceu no pós-concílio e provavelmente não conhece a fundo o que se conseguiu".
Temas de diálogo
O oficial explicou que o livro se estrutura em 4 capítulos:
1 - Fundamentos da nossa fé comum;
2 - Salvação, justificação e santificação;
3 - A Igreja;
4 - Batismo e Eucaristia.
Aplicando a metodologia do próprio diálogo ecumênico, o primeiro capítulo aborda as bases comuns a todas as partes em diálogo.
O segundo se ocupa de uma questão central para a Reforma - a salvação, a justificação e a santificação - na qual "se chegou a um acordo significativo, que constitui um marco nas relações ecumênicas", explicou Dom Langham.
No entanto, acrescentou, "restam ainda questões que requerem ulteriores esclarecimentos, como a que se refere à função da doutrina da justificação no seio da eclesiologia inteira".
O terceiro capítulo, o mais longo, examina a missão, autoridade e ministério da Igreja, partindo da maneira como estes aspectos estão apresentados nas declarações comuns cristãs nestes anos.
"Neste sentido, as polêmicas e mal-entendidos do século XVI foram reexaminados e, em parte, superados" , disse o especialista, ainda que permaneçam os problemas em questões centrais, como "o que é" e "onde está" a Igreja.
Na opinião de Dom Langham, "isso demonstra que a relação entre os elementos espirituais e concretos que definem a Igreja deverá ser entendida de maneira mais profunda".
No quarto capítulo, fala-se, por exemplo, da controvérsia sobre a Eucaristia, presente durante a Reforma, sobre a qual, "graças a um intenso diálogo e sobretudo a uma renovada ênfase sobre a função do Espírito Santo, foi possível chegar a uma importante convergência", afirmou o oficial.
De qualquer forma, acrescentou, "deverão ser estudadas futuramente algumas questões sobre este sacramento, assim como o caráter de sacrifício da Missa, a presença real do Senhor na Eucaristia e o significado de ‘transubstanciação'".
No capítulo final, o cardeal Kasper aborda a síntese dos 4 diálogos e a importância de tudo que se conseguiu.
O diálogo oficial entre a Igreja Católica e as comunidades protestantes históricas - anglicana, luterana, reformada e metodista - está entrando em uma nova fase, após fechar a primeira etapa, que percorre os últimos 40 anos, do final do Concílio Vaticano II até hoje.
Assim indicou o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, ao apresentar hoje, na Sala de Imprensa da Santa Sé, um livro que reúne os resultados desse diálogo.
"Com este livro, nós nos encontramos no fim de uma primeira etapa, repleta de frutos e, ao mesmo tempo, estamos entrando em uma nova fase, que desejamos que seja tão frutífera como a anterior, e que nela possam ser resolvidos os difíceis problemas que estão pendentes", declarou.
O livro, preparado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos em colaboração com as comunidades protestantes, intitula-se Harvesting the Fruits. Basic Aspects of Christian Faith in Ecumenical Dialogue (Recolhendo os frutos. Aspectos básicos da fé cristã no diálogo ecumênico). O Conselho analisou, durante 2 anos, o diálogo com as principais comunidades protestantes, porque estas foram as primeiras em estabelecer um diálogo oficial com a Igreja Católica após o concílio.
Conquistas
Segundo o cardeal Kasper, agora é o momento de fazer um balanço da situação do diálogo. E acrescentou: "Nós mesmos estamos gratamente surpresos por tudo o que foi alcançado nestes anos". Com relação aos frutos do diálogo, aos quais se refere o título do livro, o cardeal Kasper indicou que "se trata de uma colheita verdadeiramente muito rica, que supera as numerosas polêmicas e grandes problemas históricos da Reforma, isso pode representar uma clara resposta a opiniões que estão sendo difundidas, às vezes também na Cúria Romana, ou à injustificada acusação de que o ecumenismo com as autoridades protestantes não havia colhido frutos até agora e tinha nos deixado com as mãos vazias, Não queremos que a riqueza dos resultados alcançados seja esquecida e que seja preciso começar novamente", afirmou.
"Comportamento ecumênico"
"Desejamos iniciar um processo de recepção destes ricos frutos no corpo da própria Igreja, para chegar a um novo tipo de comportamento ecumênico", revelou. O cardeal Kasper indicou que, atualmente, no âmbito ecumênico, como em todos os demais, produzem-se rápidas mudanças no Ocidente. Neste sentido, assinalou que, após o entusiasmo dos primeiros anos depois do concílio, hoje se experimenta certo cansaço no diálogo ecumênico.
"No entanto, a nova sobriedade instaurada pode ser também um sinal de maior maturidade - indicou. Provavelmente, o caminho ecumênico será mais longo do que parecia depois do Concílio."
O livro constata o que as comunidades eclesiais, em diálogo desde o concílio Vaticano II, mudaram ao longo desses 40 anos.
"Talvez nossos interlocutores já não sejam os mesmos, são mais diversificados do que os que encontramos durante e depois do concílio - explicou. Há fragmentações internas, novos problemas no campo da ética, problemas desconhecidos no passado, e prosseguiu: "Também na Igreja Católica houve mudanças; às vezes, nossos documentos são difíceis de serem digeridos pelos nossos interlocutores. Com este livro, queremos fomentar um novo impulso - afirmou. Ilustrando os numerosos resultados positivos desses 40 anos, queremos mostrar que somos capazes de conseguir qualquer coisa se continuarmos comprometidos com o ecumenismo."
O volume destaca, pela primeira vez, os resultados dos 4 diálogos bilaterais com as 4 confissões protestantes, agrupados por temas, para permitir a comparação e uma visão mais clara do alcance das conquistas em 40 anos de diálogo. O livro também dedica um espaço às áreas de convergência ecumênica, que poderiam ajudar no processo de recepção dos resultados nas diversas confissões. Sobre os problemas por resolver, o cardeal explica: "Identificamos problemas na hermenêutica, na antropologia, na eclesiologia e também na compreensão da Eucaristia".
Simpósio em 2010
A Igreja Católica e as comunidades protestantes têm a intenção de organizar um simpósio, em fevereiro de 2010, no qual debaterão o futuro do ecumenismo ocidental, anunciou o cardeal.
O livro apresentado hoje no Vaticano servirá de base para as conversas do encontro.
Além do cardeal Kasper, na coletiva de imprensa interveio também Dom Mark Langham, oficial do Conselho e um dos principais colaboradores do purpurado na elaboração do livro.
Dom Langham destacou que o cardeal Kasper "quis dar a conhecer desta maneira o fruto de 40 anos de diálogo ecumênico a uma nova geração, que cresceu no pós-concílio e provavelmente não conhece a fundo o que se conseguiu".
Temas de diálogo
O oficial explicou que o livro se estrutura em 4 capítulos:
1 - Fundamentos da nossa fé comum;
2 - Salvação, justificação e santificação;
3 - A Igreja;
4 - Batismo e Eucaristia.
Aplicando a metodologia do próprio diálogo ecumênico, o primeiro capítulo aborda as bases comuns a todas as partes em diálogo.
O segundo se ocupa de uma questão central para a Reforma - a salvação, a justificação e a santificação - na qual "se chegou a um acordo significativo, que constitui um marco nas relações ecumênicas", explicou Dom Langham.
No entanto, acrescentou, "restam ainda questões que requerem ulteriores esclarecimentos, como a que se refere à função da doutrina da justificação no seio da eclesiologia inteira".
O terceiro capítulo, o mais longo, examina a missão, autoridade e ministério da Igreja, partindo da maneira como estes aspectos estão apresentados nas declarações comuns cristãs nestes anos.
"Neste sentido, as polêmicas e mal-entendidos do século XVI foram reexaminados e, em parte, superados" , disse o especialista, ainda que permaneçam os problemas em questões centrais, como "o que é" e "onde está" a Igreja.
Na opinião de Dom Langham, "isso demonstra que a relação entre os elementos espirituais e concretos que definem a Igreja deverá ser entendida de maneira mais profunda".
No quarto capítulo, fala-se, por exemplo, da controvérsia sobre a Eucaristia, presente durante a Reforma, sobre a qual, "graças a um intenso diálogo e sobretudo a uma renovada ênfase sobre a função do Espírito Santo, foi possível chegar a uma importante convergência", afirmou o oficial.
De qualquer forma, acrescentou, "deverão ser estudadas futuramente algumas questões sobre este sacramento, assim como o caráter de sacrifício da Missa, a presença real do Senhor na Eucaristia e o significado de ‘transubstanciação'".
No capítulo final, o cardeal Kasper aborda a síntese dos 4 diálogos e a importância de tudo que se conseguiu.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Prefeito de Caxias proibe ato homossexual.
O prefeito José Camilo Zito não autorizou a realização da 4ª Parada da Diversidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangêneros) de Duque de Caxias.
Nem mesmo a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no domingo em Caxias mudou sua decisão, o prefeito da Baixada alegou que a parada "provoca cenas obscenas em via pública." A negativa do prefeito de Caxias gerou protesto do ministro, que ligou para o celular de Zito, mas não teve retorno, e do público. A "parada" se transformou em uma caminhada sem música.
— "Discriminar" no Rio de Janeiro é proibido por lei. Participei de três atividades em Caxias e foram manifestações pacíficas . Se ele permitir uma atividade de carnaval ou evangélica e proibir essa, pode ser enquadrado em discriminação — completou Minc.
OBS: Este bolg parabeniza a atitude do Prefeito de Duque de Caxias por ter dado exemplo na sua ação e na sua alegação. Fico eu pensando que todas as vezes que alguem tomar uma atitude contraria a essa tendencia será acusada de preconceituosa? Será que nós teremos que ver tudo isso pasivo sem nada dizer? Até quando tentarão nos amordaçar com a mordaça gay? Parabens ao prefeito mais uma vez. Ao Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc o que dizer, há já disseram.
Nem mesmo a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no domingo em Caxias mudou sua decisão, o prefeito da Baixada alegou que a parada "provoca cenas obscenas em via pública." A negativa do prefeito de Caxias gerou protesto do ministro, que ligou para o celular de Zito, mas não teve retorno, e do público. A "parada" se transformou em uma caminhada sem música.
— "Discriminar" no Rio de Janeiro é proibido por lei. Participei de três atividades em Caxias e foram manifestações pacíficas . Se ele permitir uma atividade de carnaval ou evangélica e proibir essa, pode ser enquadrado em discriminação — completou Minc.
OBS: Este bolg parabeniza a atitude do Prefeito de Duque de Caxias por ter dado exemplo na sua ação e na sua alegação. Fico eu pensando que todas as vezes que alguem tomar uma atitude contraria a essa tendencia será acusada de preconceituosa? Será que nós teremos que ver tudo isso pasivo sem nada dizer? Até quando tentarão nos amordaçar com a mordaça gay? Parabens ao prefeito mais uma vez. Ao Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc o que dizer, há já disseram.
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